A faixa esquecida do Queen que Brian May considera a "antítese de Bohemian Rhapsody"
Por Gustavo Maiato
Postado em 23 de julho de 2025
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
Não é difícil pensar em Queen sem que "Bohemian Rhapsody" surja imediatamente à mente. O épico de seis minutos lançado em 1975 redefiniu os limites da música popular e se tornou um dos maiores marcos da história do rock. No entanto, para o guitarrista Brian May, há outra faixa escondida no mesmo disco que merece tanto destaque quanto o hit imortalizado pela voz de Freddie Mercury — e que, curiosamente, representa tudo o que "Bohemian Rhapsody" não é.
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Trata-se de "The Prophet’s Song", uma das composições mais ambiciosas da banda e a mais longa já registrada pelo Queen. Em entrevista à Vulture, May revelou que a música é uma espécie de "enciclopédia do Queen", assim como o maior sucesso do grupo, mas ainda mais ousada em sua estrutura. "Sempre achamos que ambas eram grandes obras", disse. "Mas ‘Bohemian Rhapsody’ foi abraçada pelas rádios e virou o carro-chefe. Só os fãs mais profundos realmente sabem o que ‘The Prophet’s Song’ representa."
Lançada como faixa de abertura do lado B do álbum "A Night at the Opera", a canção é cheia de experimentalismos, vocais em eco e trechos que remetem ao rock progressivo. Escrita por Brian May, ela explora temas apocalípticos e espirituais. "As pessoas que gostam desse tipo de coisa são muito dedicadas. Elas entendem, elas sentem. Consideram ‘The Prophet’s Song’ tão essencial quanto ‘Bohemian Rhapsody’, só que no outro extremo", explicou May.
A comparação entre as duas faixas é inevitável. Ambas fazem uso de múltiplas seções, arranjos não convencionais e longas durações — porém, enquanto a obra de Freddie Mercury seduz pela teatralidade operística, "The Prophet’s Song" é sombria, complexa e menos palatável para o mainstream. Talvez por isso tenha permanecido como uma joia oculta, venerada por quem mergulha fundo na obra do Queen.
Brian May concluiu de forma generosa: "Entre os sucessos, fico feliz por todos. Mas estou sendo esotérico aqui, falando das faixas profundas do Queen. Ainda assim, não dá para criticar um sucesso — ele toca as pessoas e fica enraizado na vida delas para sempre."
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