A energia masculina tóxica das turnês com o Metallica que o Linkin Park enterrou no seu passado
Por Bruce William
Postado em 19 de julho de 2025
No começo dos anos 2000, o Linkin Park embarcou em turnês ao lado de algumas das maiores bandas do metal - incluindo o Metallica - e logo percebeu o clima que dominava aquele circuito. Para Mike Shinoda, a atmosfera parecia uma competição velada para ver quem era o mais agressivo, o mais pesado, o mais "macho" do pedaço. E foi justamente essa energia que o grupo decidiu deixar para trás.
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"Fizemos várias turnês de metal, tocamos com o Metallica, e a energia era aquela coisa masculina, quase uma disputa de 'bro'", contou Shinoda ao The Guardian. Para ele, era como se existisse uma corrida pra ver quem conseguia soar mais intimidador. E embora o Linkin Park fizesse parte da cena do nu metal, nunca se sentiu parte dessa postura.
Ele admitiu que Chester Bennington até se conectava um pouco mais com essa energia, mas não a ponto de definir o estilo da banda. "As nossas letras eram mais introspectivas. Não eram coisas do tipo: 'Vou te arrebentar'. Eram mais: 'Alguém me arrebentou e eu tô frustrado'. No colégio, eu não saía batendo em ninguém. Isso nunca aconteceu."
Com o tempo, o próprio nu metal foi sendo reavaliado. Para a geração do streaming, o estilo virou quase uma estética retrô, sem o peso das polêmicas que marcaram nomes como Limp Bizkit. E até Mike Shinoda mudou de opinião sobre o gênero. "Hoje, com os estilos todos misturados, eu nem odeio mais o nu metal."
O fato é que o Linkin Park conseguiu se destacar exatamente por nunca entrar nessa disputa de força. Ao apostar em letras mais pessoais e músicas carregadas de emoção, a banda acabou encontrando seu espaço sem precisar bancar o "machão", e isso fez toda a diferença na história que construíram.
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