O músico do Pink Floyd que dependia dos colegas por suas limitações; "nunca quis se aprimorar"
Por Bruce William
Postado em 31 de agosto de 2025
O Pink Floyd construiu alguns dos maiores discos do rock progressivo. A inventividade de Richard Wright nos teclados, a bateria hipnótica de Nick Mason, as linhas melódicas de David Gilmour e a visão lírica de Roger Waters deram forma a discos que continuam essenciais até hoje. Mas a verdade é que nem todos os integrantes tinham o mesmo domínio técnico. Roger Waters, em especial, foi apontado por David Gilmour como um músico de estilo limitado, a ponto de muitas vezes precisar ser substituído nas gravações.
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Em uma fala resgatada pela Far Out, Gilmour comentou que o colega de banda não tinha a mesma preocupação em evoluir como instrumentista. "Ele desenvolveu seu próprio estilo limitado, ou muito simples. Ele nunca quis se aprimorar como baixista. Metade do tempo eu é que gravava o baixo nos discos. Porque eu fazia mais rápido, desde os primeiros álbuns. Quero dizer, pelo menos metade do baixo em toda a discografia gravada é meu."
Essa diferença de postura fez com que várias linhas de baixo creditadas a Waters fossem, na prática, tocadas por Gilmour. Ao contrário de nomes como Chris Squire (Yes) ou Geddy Lee (Rush), que ajudaram a conduzir o instrumento a um patamar mais elevado dentro do progressivo, Waters se contentava com soluções básicas.

Por outro lado, sua força estava em outra área. Mesmo sem técnica refinada, foi ele quem conduziu o Pink Floyd em termos de conceito e narrativa. A construção de discos como "The Dark Side of the Moon" e "The Wall" dependia menos da complexidade instrumental e mais da intensidade de suas letras e ideias. Waters sabia usar músicos, arranjadores e até orquestras para dar forma ao que queria transmitir.
Essa combinação de limitações técnicas e grandeza criativa faz parte da história do Pink Floyd. Enquanto Gilmour garantia a execução com sua precisão e talento, Waters transformava sentimentos e visões de mundo em obras musicais. Foi dessa tensão - entre simplicidade instrumental e ambição artística - que nasceram alguns dos maiores clássicos da banda.

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