O único "filme de rock realmente bom" da história, segundo Jack Black
Por Bruce William
Postado em 02 de dezembro de 2025
Jack Black construiu uma carreira em duas frentes: no cinema, virou um dos rostos mais conhecidos das comédias e dos blockbusters; na música, levou ao palco o humor debochado do Tenacious D, misturando riffs pesados com letras escrachadas. Essa combinação de "cara comum" com fã de rock ajudou a criar a imagem de um sujeito que poderia estar sentado na mesa ao lado, mas que, quando sobe no palco ou entra em cena, sabe exatamente como segurar a atenção do público.
Antes de virar protagonista, ele chamou atenção em papéis de apoio, relembra a Far Out. Em "Alta Fidelidade" (High Fidelity), por exemplo, faz o funcionário mala da loja de discos e ainda surpreende quando canta no final. Pouco depois, veio "Escola de Rock", em que interpreta o professor furado que monta uma banda com os alunos e despeja no filme sua paixão por clássicos como AC/DC, Led Zeppelin e cia. Muita gente enxerga esse longa como um dos grandes filmes sobre rock, mas o próprio Jack Black pensa diferente.

Ele nunca quis ficar atado ao rótulo de ator de "filme de música", embora admita que esse tipo de papel saia com naturalidade por causa do histórico com o Tenacious D e do amor declarado pelo rock. Justamente por isso, quando perguntam quais são os grandes filmes de rock, ele faz questão de apontar para outro lugar. Em entrevista ao The Times, Jack disse que topar um projeto assim exige cuidado porque quase sempre dá errado. Nas palavras dele: "É sempre um assunto complicado, porque nunca houve um bom filme de rock - exceto Spinal Tap."
O filme a que ele se refere é "This Is Spinal Tap", de 1984, dirigido por Rob Reiner. O longa acompanha uma banda fictícia de hard rock/metal em turnê, exagerando tudo aquilo que muita gente sabe dos bastidores: ego inflado, volume absurdo, cenários toscos, mudanças de formação, entrevistas constrangedoras e decisões de carreira que não fazem sentido. A graça está justamente no fato de que, por trás da caricatura, músicos reconhecem traços de bandas reais, de Van Halen a Judas Priest. Ninguém quer ver a própria história ficar parecida demais com a de Spinal Tap.
Em outra entrevista também transcrita pela Far Out, Jack Black foi além e colocou o filme num patamar ainda mais alto. Ele chegou a chamá-lo de "o maior filme de todos os tempos" e completou: "Daqui a 100 anos, vão falar de Cidadão Kane, vão falar de Casablanca e vão falar de Spinal Tap." Para ele, não é só uma boa comédia sobre rock, mas uma obra que marcou jeito de filmar: "É o começo de todo o cinema baseado em improviso", disse, se referindo ao espaço que o longa dá para os atores criarem falas e situações em cima da hora.
Apesar das comparações com clássicos do cinema, o ponto central de Jack Black é simples: "This Is Spinal Tap" acerta na forma como retrata o universo do rock. Mostra o lado ridículo sem ódio, expõe exageros sem perder a noção de que existe música e trabalho ali, e entende o quanto alguns artistas podem se levar a sério demais quando as câmeras ligam. No fim das contas, ele resume o encanto do filme de um jeito bem mais direto, no tom que costuma usar: para Jack Black, "Spinal Tap" é, acima de tudo, "engraçado pra caralho, cara".
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