As músicas do Kiss com letras safadinhas que Paul Stanley acha que ficaram datadas
Por Bruce William
Postado em 27 de novembro de 2025
Durante o Kiss Kruise: Land-Locked, em Las Vegas, Paul Stanley acabou tocando num ponto que todo veterano de rock enfrenta mais cedo ou mais tarde: o choque entre as letras que escreveu na juventude e a realidade atual. O assunto veio à tona na sessão de perguntas e respostas de domingo, quando o moderador Chris Jericho agradeceu à banda por ter incluído "Take Me", do álbum "Rock And Roll Over", no set da noite anterior.
Stanley respondeu com bom humor, informou o Ultimate Classic Rock, mas deixou clara uma certa distância em relação a parte do material mais safadinho do passado. Ele comentou: 'É muito engraçado porque algumas das nossas músicas já não são muito apropriadas para a nossa idade". Em seguida, citou logo o verso de abertura de "Take Me" e emendou: "Eu não consigo imaginar escrever hoje uma música com um trecho como 'Ponha a mão no meu bolso, agarre o meu foguete'. Ótimo lugar para visitar, mas eu não ia querer morar lá", em uma piada que arrancou risos, mas mostra que ele já enxerga esse tipo de letra como algo meio datado.

Enquanto Paul falava em se sentir "velho" para certas imagens, Gene Simmons fez o oposto e abraçou a fama de exagerado. Ele puxou um trecho de "Burn Bitch Burn", faixa de 1984 com título nada discreto, e cantou em voz alta: "Vou colocar o meu tronco na sua lareira." O baterista Eric Singer entrou na brincadeira e disparou: "Gene, você é tipo um Sócrates dos tempos modernos." Fiel à persona do "Demon", Simmons encerrou com uma frase que resume bem o personagem: "Eu não me importo. Eu me amo."
A graça é que tudo isso aconteceu no mesmo fim de semana em que o Kiss surpreendeu os fãs incluindo no show músicas como "Take Me", "Love Her All I Can" e "Got to Choose", escolhas que fogem um pouco do pacote de hits mais óbvios. Mais cedo, no próprio evento em Las Vegas, Stanley já tinha deixado clara sua resistência a montar setlists cheios de faixas obscuras. Durante uma aula de culinária que ele comandou no cruzeiro, contou que não guarda boas lembranças de um show assim.
Ele relatou ter visto uma banda gigantesca que anunciava uma apresentação especial só com músicas pouco lembradas. A expectativa era alta, mas a experiência não foi das melhores na avaliação dele: "Eu fui ver uma banda muito, muito grande, e o que eles estavam anunciando para aquele show em particular é que iam tocar só deep cuts. Foi a coisa mais entediante que eu já vi na minha vida. Honestamente, o motivo pelo qual certas faixas são deep cuts é que elas não são populares e não são tão boas."
Entre a autocrítica às letras mais apimentadas da juventude e a bronca contra setlists cheios de "lado B", dá para perceber que Paul Stanley olha hoje para o catálogo do Kiss sob outra ótica. Ele ainda topa desenterrar algumas músicas antigas e brincar com as malícias de outrora, mas deixa claro que não se sente mais vivendo naquele universo, mesmo que essas canções continuem voltando e meia sendo pedidas pelos fãs e aparecendo nos shows.
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