A música do Led Zeppelin que John Paul Jones preferia que nunca tivesse existido
Por Bruce William
Postado em 31 de janeiro de 2026
Essa é uma daquelas histórias em que a própria banda tenta "arrumar a casa" depois que um episódio vira folclore, vira livro, vira versão repetida e, por tabela, vira música. Em 2001, John Paul Jones foi provocado a comentar o hotel de New Orleans que deu nome a "Royal Orleans", e a reação dele foi de irritação com duas coisas ao mesmo tempo: a forma como Robert Plant tratou o assunto na letra e o modo como o episódio foi narrado por Stephen Davis no livro Hammer of the Gods.
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A letra sugere uma situação tratada como piada, com referências a "bigodes" e a um aviso sobre "ter cuidado" com escolhas - e a história por trás envolve drag queens que a banda teria conhecido em New Orleans. Na entrevista, Jones descreve a música como "o Robert no jeito homofóbico habitual dele" e diz que o único problema com o livro do Davis é que ele errou todos os fatos, trocou as histórias de lugar e ainda fez tudo soar como se eles fossem "um bando de desgraçados miseráveis". Para ele, a história foi distorcida e o tom escolhido pra transformá-la em canção, do ponto de vista dele, foi uma escolha ruim.
Jones também tenta deixar claro que, na lembrança dele, não existia mistério sobre quem eram aquelas pessoas e nem clima de "pegadinha" como a narrativa acabou sugerindo depois. Ele afirma que eles sabiam, que eram amigos, e chega a citar um nome ("Stephanie") ao falar da pessoa que via com frequência quando iam à cidade. E emenda outra reclamação: "aí esse idiota, o Steve Davis, mistura tudo".
O ponto mais sensível do relato aparece quando ele fala do olhar que Plant tinha na época. Jones chama Plant de "um pouco provinciano" e diz que ele era "um pouco homofóbico naqueles dias", atribuindo isso ao tipo de criação que alguns deles tiveram quando eram mais novos. É importante manter a frase no lugar certo: é Jones descrevendo a lembrança dele, não um "laudo" sobre ninguém, e inclusive ele próprio enquadra como algo que era comum "naqueles dias".
"Presence", onde "Royal Orleans" entrou, já é um disco cercado de contexto difícil na história da banda, e a própria Far Out usa esse episódio pra sugerir diferença de mentalidade dentro do grupo. Só que, quando você lê a fala completa do Jones, o principal é o incômodo dele com a combinação "história mal contada + piada em forma de música". No próprio relato, Jones deixa claro que nunca foi fã dessa história virar música. Se dependesse dele, 'Royal Orleans' nem teria entrado no catálogo do Led Zeppelin.
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