A banda de metal que Lars Ulrich disse que ninguém conseguia igualar: "Atitude e vibração"
Por Gustavo Maiato
Postado em 30 de abril de 2026
Lars Ulrich já apontou o Diamond Head como a banda de metal que tinha algo que as demais não conseguiam reproduzir. Ao lembrar o impacto do grupo inglês em sua formação, o baterista do Metallica disse que havia ali uma combinação rara de atitude e presença. Para ele, "havia algo especial" na banda, acima dos outros nomes daquela cena.
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Esse é o centro do texto de Tim Coffman, da Far Out, sobre a relação de Ulrich com o heavy metal britânico. Segundo o jornalista, nada no top 40 americano atraía o futuro baterista do Metallica quando ele chegou aos Estados Unidos, vindo da Dinamarca. O que Lars queria era música mais pesada, com guitarras ferozes e bateria agressiva. E foi na nova onda do heavy metal britânico que ele encontrou esse caminho.
Coffman observa que, antes mesmo de conhecer James Hetfield e formar o Metallica, Ulrich já enxergava na cena inglesa algo que muita gente ainda não percebia. Havia mais acontecendo no subterrâneo do Reino Unido do que a superfície do mercado deixava ver. E, para ele, o Diamond Head ocupava um lugar acima dos demais.
Lars Ulrich e Diamond Head
Na avaliação de Lars, outras bandas podiam até ter músicas mais conhecidas ou apelo maior. Mas o Diamond Head se destacava por um conjunto mais difícil de definir. "Se você olhar a capa do disco e comparar a foto do Diamond Head com a de todos os outros grupos, eles tinham uma atitude e uma vibração que nenhum dos outros conseguia igualar", afirmou. Em seguida, resumiu: "Havia algo especial no Diamond Head, sem dúvida."
O elo entre Ulrich e a banda passa diretamente por "Am I Evil?", música que se tornaria também uma das canções mais associadas ao Metallica nos palcos. Como lembra Coffman, metade da força dessa execução ao vivo vinha justamente do desejo de prestar respeito à banda que ajudou a moldar o grupo americano no começo da carreira.
O texto também destaca o peso de "Lightning to the Nations" na formação musical do Metallica. Para Ulrich, aquele álbum era uma peça fundamental de sua coleção e um dos registros mais importantes da cena metal britânica. Mais do que influência passageira, o Diamond Head ajudou a consolidar a linguagem que ele buscaria depois com a própria banda.
Coffman sugere ainda que esse reconhecimento explica, em parte, projetos como "Garage Inc.", disco em que o Metallica revisitou músicas de artistas que foram decisivos em seus anos de formação. Já consagrada, a banda usou esse repertório como forma de devolver a reverência e agradecer às influências recebidas.
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