A curiosa história de um deputado de SP - "Virei político pra liberar show do Sepultura"
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de fevereiro de 2026
Existem poucas pessoas que podem dizer que entraram para a política movida diretamente pelo heavy metal. Mas foi exatamente isso que aconteceu com Alberto Hiar, mais conhecido como Turco Loco.
Ao conduzir uma entrevista com Andreas Kisser no seu podcast 100 Segredo, o ex-vereador e ex-deputado estadual revelou que sua decisão de disputar um cargo público nasceu de uma frustração específica - e barulhenta: liberar um show do Sepultura no Pacaembu.
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"Sabe por que eu virei vereador, Andreas?", disparou Turco Loco ao relembrar a história. Segundo ele, tudo começou quando a banda tentava realizar uma apresentação no estádio, ainda sob a gestão do lendário produtor Miranda. "Vocês iam fazer um show no Pacaembu, na Praça Charles Miller, um evento histórico, e eu me incumbí de conseguir liberar aquilo", contou.
A tentativa inicial, porém, esbarrou na resistência política tradicional. Turco afirmou que procurou um vereador em busca de apoio e ouviu uma resposta atravessada. "Ele falou: 'Vou liberar esse negócio de Sepultura? Você tá louco, cara. Não vou liberar nada'", relembrou. A reação foi imediata - e radical. "Aí eu falei: 'Então eu vou virar essa p*** aí, vou virar vereador e vou liberar show do Sepultura. Vou fazer show do Sepultura e acabou'."
A decisão impulsiva acabou se tornando um ponto de virada. Turco Loco entrou para a política nos anos 1990, primeiro como suplente de vereador, depois eleito, e mais tarde como deputado estadual por dois mandatos. Para ele, a história é exemplo de um movimento que nasce "de baixo para cima", longe da política tradicional desconectada da rua e da cultura jovem.
Durante a conversa, Andreas Kisser devolveu o reconhecimento. "Mano, esse movimento que você fez por causa do Sepultura… olha o que você promoveu depois disso", disse o guitarrista, citando festivais, projetos culturais e iniciativas que surgiram como consequência dessa postura. "É atitude. É trazer algo de verdade, não só caçar voto", completou.
Confira a entrevista completa abaixo.
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