Por que o Lollapalooza parece ter "só bandas que você não conhece", segundo o Estadão
Por Gustavo Maiato
Postado em 23 de março de 2026
Você olha o line-up do Lollapalooza Brasil e não reconhece quase ninguém. A sensação é comum - e, segundo análise do Estadão, não tem a ver apenas com idade.
Em vídeo publicado pelo jornal, a jornalista Carol Prado explica que essa impressão acontece por uma mudança profunda na forma como a música é consumida hoje. "Não é só com você que isso acontece. Na verdade, é bem comum essa sensação de que antigamente você olhava pro lineup desses festivais e tinha vários artistas que você gostava ou já tinha ouvido falar", afirma .

O principal motivo é o fim da chamada "monocultura do pop". Antes, poucos artistas dominavam rádio, TV e mídia. "Existiam ali 15 ou 20 artistas que eram conhecidos por todo o mundo", explica. Hoje, com o streaming, isso mudou completamente.
Segundo o Estadão, o consumo se tornou fragmentado. "É o que os especialistas chamam de fim da monocultura do pop", diz a análise . Em vez de superestrelas universais, surgiram os chamados "pop stars de nicho" - artistas com milhões ou até bilhões de plays, mas desconhecidos fora de seus públicos específicos.
Outro fator é a forma como os festivais montam seus line-ups. "Um festival precisa fazer uma conta complexa que leva em consideração […] os números que eles geram na internet e em que medida esses números são convertidos em ingressos vendidos", aponta .
Isso explica por que artistas muito populares online, especialmente vindos do TikTok, aparecem nos cartazes - mesmo que não sejam amplamente conhecidos. Em alguns casos, são "one hit wonders", que viralizam com uma música, mas ainda não têm repertório forte ao vivo.
Por fim, há também uma questão geracional. O público dos festivais ficou mais jovem, e os organizadores passaram a priorizar esse perfil. "A maior parte das atrações tem sido pensada pros novinhos, que são a maior parte do público", afirma a análise .
Para tentar equilibrar, eventos como o Lollapalooza ainda incluem nomes mais conhecidos - como Deftones e Interpol - mas eles já não são maioria no line-up.
No fim, a sensação de "não conhecer ninguém" não é só nostalgia. É reflexo direto de um mercado musical mais amplo, fragmentado e guiado por algoritmos - onde cada público vive em sua própria bolha sonora.
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