O lendário compositor que Ritchie Blackmore só começou a apreciar agora aos 80 anos
Por Gustavo Maiato
Postado em 26 de abril de 2026
Aos 81 anos, Ritchie Blackmore continua se enxergando como aprendiz diante dos grandes mestres da música erudita. Em conversa franca durante a live de aniversário, o guitarrista britânico admitiu que, mesmo depois de décadas dedicadas ao estudo da música clássica, ainda há um compositor cuja obra ele começa a desvendar agora.
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A declaração veio em resposta direta a um fã que quis saber qual seu compositor clássico favorito, em entrevista concedida no canal oficial da esposa Candice Night.
Ritchie Blackmore e a influência da música clássica na guitarra
"Bom, eu gosto do Bach", respondeu Blackmore, sem hesitar, reafirmando a admiração pelo compositor alemão que há décadas inspira passagens emblemáticas de sua discografia. Bach é presença constante na obra do músico, de riffs do Deep Purple a arranjos refinados do Blackmore's Night.
Mas a confissão mais reveladora veio em seguida. "Sabe, existem muitos compositores clássicos, mas só agora eu estou descobrindo mais sobre o Beethoven", declarou o guitarrista, indicando que sua imersão no universo beethoveniano é recente e segue em curso.
Beethoven na redescoberta de Ritchie Blackmore aos 81 anos
Blackmore explicou que o fascínio atual se concentra em um aspecto específico da obra do compositor de Bonn. "Eu simplesmente amo as fugas que ele escreveu e tudo mais", disse, referindo-se à forma contrapontística que marca passagens centrais da produção tardia de Beethoven, como a "Grande Fuga" e partes da Nona Sinfonia.
A fuga é uma estrutura de composição herdada do barroco e levada ao limite por Bach, justamente o compositor de predileção do guitarrista. O interesse por essa forma ajuda a explicar por que Blackmore se sente atraído agora pelo período final de Beethoven, considerado experimental até para os padrões do romantismo.
A postura de estudante assumida pelo músico contraria o estereótipo da lenda do rock que considera a carreira encerrada. Ao revelar que está "descobrindo" um dos pilares da música ocidental, Blackmore reafirma a curiosidade que sempre marcou sua trajetória, desde os estudos de violão clássico com Big Jim Sullivan, na Londres dos anos 1960.
Durante a live, o guitarrista falava cercado do ambiente doméstico que compartilha com Candice Night, parceira no Blackmore's Night, projeto voltado à música renascentista e medieval. O clima íntimo reforçou o tom reflexivo com que ele abordou as próprias influências.
Confira a entrevista completa abaixo.
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