O melhor baterista de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de junho de 2026
Edu Falaschi já trabalhou com alguns dos músicos mais respeitados do metal brasileiro e internacional. Em "MI'RAJ", novo álbum que encerra a trilogia iniciada com "Vera Cruz" e continuada em "Eldorado", o vocalista reuniu novamente uma equipe de alto nível. Mas, ao falar sobre bateria durante entrevista ao Whiplash.Net, acabou revelando também quem considera o maior baterista de todos os tempos.
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O assunto surgiu quando Edu analisava o desempenho dos músicos envolvidos no disco. Ao comentar o trabalho de Jean Gardinalli, responsável pelas baterias de "MI'RAJ", o cantor destacou características que considera essenciais em um grande baterista.
"O bombardeiro não é só aquele que fica 'tutututu'. O baterista para mim é aquele que constrói musicalidade dentro da bateria."
Segundo ele, Jean chamou atenção justamente por unir técnica, precisão e criatividade. Falaschi chegou a compará-lo a dois nomes históricos do metal nacional.
"Eu sempre costumo dizer que ele é uma mistura de Aquiles Priester e Ricardo Confessori para mim. Tem o lado bom dos dois."
O vocalista destacou ainda a energia e a musicalidade do jovem músico, especialmente em uma faixa específica do novo álbum.
"O que ele fez em 'Unchained', aqueles arranjos no meio da música, com os efeitos... Cara, foi muito mestre."
Mas foi ao explicar o que mais valoriza em um baterista que Edu acabou revelando seu favorito absoluto. Para ele, existe um músico que vai além da técnica e transforma a bateria em uma verdadeira ferramenta melódica. "Eu costumo dizer que, para mim, o Portnoy é o top."
A referência é a Mike Portnoy, conhecido principalmente por seu trabalho com a banda Dream Theater. Edu explicou que o que mais o impressiona não são os aspectos virtuosísticos normalmente associados ao músico.
"Eu gosto muito dele porque escuto notas como se fossem notas de guitarra na bateria."
Na visão do cantor, o diferencial de Portnoy está justamente na capacidade de criar arranjos que funcionam como parte integrante da composição, e não apenas como acompanhamento rítmico.
"O cara é tão musical que eu não escuto batidas. Ele compõe a bateria de um jeito tão genial que aparecem melodias."
Falaschi acredita que Jean Gardinalli compartilha parte dessa mesma característica, algo que considera raro entre bateristas de metal. "O Jean tem isso. Ele tem essa coisa de ser melódico nos arranjos da bateria."
A declaração ajuda a entender por que "MI'RAJ" apresenta uma abordagem diferente em relação aos trabalhos anteriores da trilogia. Com influências de fusion, rock progressivo e música cinematográfica, o álbum exigia uma bateria menos focada apenas em velocidade e mais preocupada com dinâmica e construção musical. "Esse disco tem mais essa coisa do fusion. E isso vai para a bateria também."
Confira a entrevista completa abaixo.
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