A formação bem-sucedida do Dimmu Borgir que era "uma bomba-relógio"
Por João Renato Alves
Postado em 11 de agosto de 2026
Para muitos fãs, o auge do Dimmu Borgir se deu no início do século. A trinca "Puritanical Euphoric Misanthropia" (2001), "Death Cult Armageddon" (2003) e "In Sorte Diaboli" (2007) – o primeiro álbum de black metal a alcançar o topo da parada norueguesa, faturando disco de ouro – alçou a banda a um patamar jamais alcançado em seu estilo.
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Logo após o derradeiro trabalho mencionado, o grupo sofreu uma debandada. De uma só vez, saíram o baixista e vocalista ICS Vortex, o tecladista Mustis e o baterista Hellhammer. Em entrevista à Metal Hammer, o frontman Shagrath deu um panorama cru sobre o período.
"As pessoas dizem: 'Ah, aquela é a melhor fase', mas a formação era uma maldita bomba-relógio prestes a explodir. Ninguém fazia ideia do que estava acontecendo nos bastidores. Às vezes é preciso fazer algumas mudanças; você tem duas opções: acabar com a banda ou seguir em frente - e nós escolhemos seguir em frente."
Houve troca de palavras duras entre as partes, mas as desavenças ficaram para trás quando Mustis e ICS Vortex se juntaram ao Dimmu Borgir no palco do festival Inferno, em Oslo, em 2024. Para o guitarrista Silenoz, há lições a serem aprendidas por ambos os lados.
"Olhando para trás, talvez todos os envolvidos pudessem ter lidado com a situação de uma maneira um pouco melhor. Nós sentimos que fomos atacados. Eles provavelmente sentiram que não estavam sendo ouvidos nem vistos, então se uniram contra nós. Então, sentimos que precisávamos revidar. Mas já faz alguns anos que isso passou, então acabou sendo algo divertido de fazer e foi legal para os fãs também."
Reduzido à dupla, o Dimmu Borgir lançou o álbum "Grand Serpent Rising" no último mês de maio. A banda vem ao Brasil no final do ano, com show marcado para o Libertation Festival, em São Paulo, dia 12 de dezembro. O evento acontece no Vibra SP.
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