Ihsahn viu discos do Emperor massacrados pela imprensa e depois eleitos essenciais
Por Emanuel Seagal
Postado em 06 de agosto de 2026
Ihsahn afirmou que aprendeu a criar sem esperar retorno após ver discos feitos por ele, ainda muito jovem, serem destruídos pela imprensa e, anos depois, tratados pelas mesmas revistas como obras fundamentais. A declaração foi dada em conversa com o The Creative Independent.

Vegard Sverre Tveitan, o "Ihsahn", formou o Emperor no início dos anos 90 e ajudou a definir o som do black metal norueguês em quatro álbuns de estúdio, encerrados por "Prometheus - The Discipline of Fire and Demise" (2001). Desde 2006, ele assina discos solo como Ihsahn, além de ter passado por bandas como Peccatum, Zyklon-B e Thou Shalt Suffer.
"Nunca teve nada a ver com o que eu fiz"
Questionado sobre criar em primeiro lugar para si mesmo, ele explicou que o resultado externo nunca esteve sob controle do artista. "Crie algo que seja valioso e significativo para você. Se você seguir isso sem ego, está canalizando aquilo pela sua própria lente de quem você é. Tudo além disso está fora do seu controle. Posso dizer isso por experiência de mais de 30 anos colocando coisas no mundo", declarou.
"Vi discos que fiz muito jovem serem completamente massacrados pela imprensa, principalmente pela grande imprensa, e depois as mesmas revistas colocarem esses mesmos discos como 'os mais importantes dos últimos 30 anos', esse tipo de coisa. Nunca teve nada a ver com o que fiz. É só o que as pessoas quiseram que aquilo fosse", relatou.
Criar pensando no resultado
O músico defendeu que a reação do público não deveria interferir no processo. "Você segue seu próprio impulso de criar e, quando aquilo está pronto e você quer apresentar ao resto do mundo, não tem controle nenhum sobre como as pessoas vão reagir. E não deveria importar. Você deveria fazer a mesma coisa de qualquer forma. Se você faz pensando num resultado específico, de certo modo, você está cometendo uma injustiça com aquilo", pontuou.
O raciocínio, segundo ele, é o mesmo que passa aos seus alunos de guitarra. "Há tantas coisas que você tem que fazer na vida, e tocar rock com uma guitarra não é uma delas. É uma das coisas que você faz porque ama, porque é significativo e prazeroso para você. Fazendo isso muito, você pode ficar tão bom que outra pessoa também vai ter prazer no seu jeito de tocar. Mas isso é um bônus", acrescentou.
Um assunto recorrente
Não é a primeira vez que Ihsahn comenta a mudança de tom da imprensa especializada em relação ao Emperor. Em 2024, ele já havia dito à Metal Hammer que as principais revistas de metal detonaram os primeiros discos da banda e que, 25 anos depois, viu essas mesmas publicações colocarem a estreia do grupo ao lado do primeiro álbum do Black Sabbath.
Na entrevista ao The Creative Independent, ele afirmou ainda que a maior parte do que cria vem de um lugar que não sabe identificar. "Acho que a maioria das pessoas que faz isso intensamente até poderia planejar criar algo bom, mas, na maior parte do tempo, você só precisa aparecer. Aí, às vezes, aquilo vem, e às vezes não vem. Sei que soa muito metafísico, mas penso que todo mundo que faz trabalho criativo de qualquer tipo percebe que de repente há algo ali que não estava antes", concluiu.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
O gênero musical que Slash considera mais vibrante que o rock atualmente
Nicko McBrain reconhece que Iron Maiden foi injusto com Blaze Bayley
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
A música que Ian Gillan considera a melhor de sua carreira, acima dos clássicos do Deep Purple
Os graves erros que Mick Mars cometia no palco do Motley Crue, segundo Tommy Lee
O motivo que enterrou os planos do Sonata Arctica para os 30 anos de carreira
A melhor música dos Rolling Stones, segundo a Paste Magazine
Zakk Wylde lembra breve período como guitarrista do Guns N' Roses
O show que quase fez Bono ser demitido do U2 e acabou mudando a história da banda
A música que Jon Bon Jovi nunca cantaria, segundo Desmond Child
Angra reúne Kiko, Falaschi e Akira Takasaki, do Loudness, em apresentação de "Burn", do Purple
Steven Wilson tenta desvendar o fenômeno criado pelo Angine de Poitrine
A gravação dos anos sessenta que Flea, do Red Hot Chili Peppers, considera uma das maiores da hist
Como AC/DC e Angus Young ajudaram Dave Mustaine a criar solo de "Holy Wars"

Ihsahn viu discos do Emperor massacrados pela imprensa e depois eleitos essenciais
Como o Iron Maiden, sem querer, mudou o black metal para sempre


