Como "Get Back" dos Beatles fez Paulo Ricardo se lembrar de como se sentia no RPM
Por Gustavo Maiato
Postado em 12 de outubro de 2024
O documentário "Get Back", dirigido por Peter Jackson e lançado em 2021, trouxe aos fãs dos Beatles uma visão íntima do processo criativo da banda durante a gravação do álbum "Let It Be". Mas, para o cantor e compositor Paulo Ricardo, ícone do rock nacional, o filme despertou memórias de sua própria jornada com o RPM, especialmente o período de ensaios no Teatro Regina, em São Paulo.
RPM - Mais Novidades
Em entrevista ao canal MPB Bossa, Paulo Ricardo compartilhou como assistir ao documentário trouxe à tona lembranças de sua rotina com o RPM nos anos 1980. "Acordar, tomar café e ir para o trabalho. Mas, nesse caso, o 'trabalho' não era um escritório, um computador, ou uma loja. Você está no estúdio", explicou o músico, comparando a dinâmica dos Beatles retratada no filme à sua própria experiência.
"O que mais me impressionou foi a simplicidade de tudo. Os Beatles iam para o trabalho todos os dias. O Ringo Starr estava sentado na bateria, alguém chegava com uma ideia, e o processo começava. Era isso, um dia após o outro", relembra Paulo Ricardo. Essa cadência diária de trabalho criativo fez o cantor se lembrar dos ensaios intensos do RPM no Teatro Regina, onde ele e seus colegas de banda preparavam os shows.
A influência de Ney Matogrosso
Na entrevista, Paulo Ricardo também destacou o papel fundamental de Ney Matogrosso, que dirigiu alguns dos primeiros espetáculos do RPM. "O Ney era muito claro sobre o que ele queria. Ele tinha uma visão incrível", conta o cantor. Para o jovem Paulo Ricardo, então com 22 anos, essa liderança trouxe uma segurança necessária, especialmente para uma banda que estava começando a fazer sucesso.
Ele ressaltou que, apesar de Ney ter uma forte presença, nunca tentou moldar ou modificar a essência da banda. "O Ney apenas organizou a bagunça e nos mostrou como ocupar um espaço muito maior do que aquele circuito de danceterias ao qual estávamos acostumados", disse. O processo foi uma verdadeira aula de palco e presença, algo que Paulo Ricardo carrega consigo até hoje.
Ney e Cazuza
O aprendizado sob a direção de Ney Matogrosso não ficou restrito ao RPM. Paulo Ricardo menciona que a experiência foi crucial para Ney lidar com outros artistas de forte personalidade, como Cazuza, de quem também foi diretor em shows icônicos. "Ele produziu um show do Cazuza depois, e todos nós já víamos o Ney como um ídolo", recorda Paulo Ricardo. Mesmo com a proximidade e a amizade, o respeito por Ney era absoluto.
Para o vocalista do RPM, Ney Matogrosso representava o oposto do estereótipo de "rockstar desregrado". "Tudo era muito sóbrio e focado", afirmou, desmistificando a ideia do rock como uma esfera de excessos.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 clássicos do rock cujas letras envelheceram mal
Nazareth abre a turnê brasileira em Vitória com clássicos de cinco décadas
Jennifer Finch, baixista da L7, morre aos 59 anos devido a um câncer cerebral
Quando Robert Plant enquadrou uma banda por plágio e levou o troco na mesma hora
A música do Toto que se tornou trilha sonora do vôlei na Rede Globo
Malcolm e Angus Young explicam por que o AC/DC não desistiu após morte de Bon Scott
A canção de Alice Cooper que ajudou a mudar os rumos do rock nos anos 70
A música de Bruce Dickinson que tem riff no estilo Scorpions
O dia em que Ozzy Osbourne entrou em um protesto contra ele mesmo e ninguém percebeu
Mick Box, guitarrista do Uriah Heep, conta como Brexit dificultou tudo para bandas britânicas
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
Com Corey Glover (Living Colour) nos vocais, One Tribe Nation lança cover do Black Sabbath
Rachel Bolan, do Skid Row, comenta sua relação com o punk rock: "Uma influência enorme"
Mick Jagger e Keith Richards aprovam o uso de IA para fazer música, mas com uma condição
A influência de Bon Scott em "Back in Black" (AC/DC) segundo Angus Young

As 3 bandas dos anos 1980 de que Paulo Ricardo mais é amigo, segundo o próprio
Há 40 anos, "Rádio Pirata Ao Vivo" transformava o RPM em um fenômeno sem precedentes
5 clássicos do rock nacional que passam de 7 minutos de duração
O político que iniciou a decadência do Rio de Janeiro, segundo Paulo Ricardo
3 clássicos do rock nacional que todo mundo que foi criança nos anos 1980 sabe de cor
A banda de rock que impressionou Paulo Ricardo e o fez ver grandeza do estilo em São Paulo
A banda brasileira que foi o "mais próximo da beatlemania", segundo Luiz Felipe Carneiro


