O rockstar que esnobou hit que acabou vendendo 3 milhões de cópias em 3 semanas
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de julho de 2026
Ringo Starr provavelmente não acumula muitos arrependimentos na carreira, mas é difícil imaginar que o ex-baterista dos Beatles nunca tenha pensado no sucesso que deixou escapar em 1973.
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Naquele ano, Ringo vivia uma fase especialmente positiva. Depois de emplacar singles como "It Don't Come Easy" e "Back Off Boogaloo", o músico lançou seu terceiro álbum solo, Ringo, que chegou ao segundo lugar nas paradas dos Estados Unidos. Além disso, sua carreira como ator também ganhava força com sua participação no filme That'll Be the Day.
O disco ainda contava com a participação de seus antigos companheiros de Beatles. Paul McCartney, John Lennon e George Harrison aparecem nos créditos de composição do álbum, sendo Harrison um dos autores de "Photograph", que chegou ao primeiro lugar nos Estados Unidos.
Por isso, não parecia faltar material forte para Ringo naquele momento. Mesmo assim, sua equipe acabou recusando uma música que logo se tornaria um dos maiores hits da década: "Tie a Yellow Ribbon 'Round the Ole Oak Tree".
Segundo Tom Phelan, do site Far Out Magazine, a origem da canção veio de uma história publicada no New York Post e posteriormente republicada pela Reader's Digest. O relato falava de um ex-presidiário que, ao voltar para casa, procurava por um lenço amarelo amarrado a um carvalho como sinal de que sua companheira ainda o aceitava de volta.
Inspirado pela história, o compositor L. Russell Brown convenceu seu parceiro Irwin Levine a escrever a canção. Ainda de acordo com Phelan, a música teria levado menos de 15 minutos para ser composta, mas foi rejeitada rapidamente pela Apple Records.
O responsável pela recusa teria sido Al Steckler, executivo de A&R da gravadora em Nova York. Segundo o autor da matéria, Steckler chamou "Tie a Yellow Ribbon 'Round the Ole Oak Tree" de "ridícula" e ainda teria dito: "nunca mostre essa música para ninguém novamente".
A decisão se mostrou desastrosa do ponto de vista comercial. A faixa acabou sendo gravada por Tony Orlando and Dawn e lançada em fevereiro de 1973. Pouco depois, chegou ao topo da Billboard Hot 100, onde permaneceu por quatro semanas, e vendeu cerca de 3 milhões de cópias em apenas três semanas.
Apesar do enorme sucesso, Phelan pondera que a recusa também pode ser compreendida dentro do contexto da época. Para ele, a música era uma fatia leve e arejada de pop que talvez destoasse do momento artístico de Ringo, especialmente em um disco que contava com contribuições diretas de seus ex-companheiros de Beatles.
Ainda assim, o episódio entrou para a lista de grandes oportunidades perdidas da história do rock. Uma canção considerada "ridícula" por quem a ouviu primeiro acabou se transformando em um fenômeno comercial - e em um hit que Ringo Starr poderia ter chamado de seu.
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