RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Rock in Rio quer o nome do rock, mas não seu compromisso

Animals (1977): quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho

Jeff Scott Soto não ligava muito para o Iron Maiden até ouvir "The Number of the Beast"

A cantora que Ian Gillan considera a maior voz feminina do rock; "ela arrasava!"

A curiosa reação de Billy Corgan ao ouvir "Smells Like Teen Spirit" pela primeira vez

Dirk Verbeuren, baterista do Megadeth, diz que deixar o Soilwork para trás foi ruim

A banda que Noel Gallagher usou como modelo antes de criar o Oasis; "Quero ser você"

Dave Grohl apostava mais em "In Bloom" do que em "Smells Like Teen Spirit"

Gar Samuelson é o ex-baterista do Megadeth mais difícil de "imitar", de acordo dom Dirk Verbeuren

"Odiei"; quando Carole King confrontou Eric Burdon sobre cover feito pelo Animals

O show do Pink Floyd que Neil Peart colocou entre os melhores que já viu

A respeitosa opinião de James LaBrie sobre George Michael

Por que Paul McCartney se recusava a tocar Beatles nos primeiros shows do Wings

A canção dos anos 50 que Ray Manzarek dizia resumir o som do The Doors

Como "Leave Home", dos Ramones, mudou a vida do guitarrista Marty Friedman


Stamp

Animals (1977): quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho

Resenha - Animals - Pink Floyd

Por
Postado em 27 de setembro de 2026

Janeiro de 1977. O punk estava mandando os "dinossauros" do rock pro asilo, e o PINK FLOYD respondeu com um disco de cinco faixas, três delas com mais de dez minutos, falando de cachorros, porcos e ovelhas. Deu segundo lugar na Inglaterra, em plena era punk. Bem feito pra quem duvidou. "Animals" é o décimo disco de estúdio da banda e o primeiro gravado no Britannia Row, o estúdio próprio deles em Islington, com produção do próprio grupo. Inspirado (de longe, mas inspirado) na "Revolução dos Bichos" do Orwell, é quase todo do ROGER WATERS. A exceção é "Dogs", que tem a mão do DAVID GILMOUR. E tem um detalhe curioso: "Dogs" e "Sheep" já rolavam nos shows desde 1974, com outros nomes ("You've Got to Be Crazy" e "Raving and Drooling"). O WATERS só precisou escrever o porco pra fechar a fazenda.

Pink Floyd - Mais Novidades

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal
Foto: Warner Music
Foto: Warner Music

Comecemos pelo que menos importa, que são as duas "Pigs on the Wing". Abrem e fecham o disco, e são aquilo: necessárias, mas ninguém sente falta. Tirar seria como ver um filme sem os créditos (dá pra viver, mas fica esquisito). Só que elas poderiam ter mais alma, e aí vem a ironia: a versão original era uma música só, com as duas partes ligadas por um solo de guitarra do SNOWY WHITE. Cortaram o solo, racharam a música em duas e pronto, virou "filler". Que feio. Essa versão completa ficou décadas escondida na fita 8 tracks (e num CD obscuro do próprio SNOWY WHITE, o "Goldtop", de 1995), até chegar ao streaming em 2026, na coletânea "8-Tracks". Vale a pena ouvir, nem que seja pra confirmar que o problema nunca foi a música.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Relançado em 2018, após remixagem com material de ponta a partir das fitas originais, o disco de verdade são as três do meio, e cada uma cumpre o seu papel. "Dogs" é a hipocrisia. Dezessete minutos de gente que morde quem está embaixo e late pra quem está em cima, com GILMOUR e WATERS dividindo os vocais e o GILMOUR tocando como se a vida dependesse disso. "Pigs (Three Different Ones)" é a sujeira. Três porcos, três verses, e o terceiro cita nominalmente a Mary Whitehouse, a moralista britânica que vivia pedindo censura pra tudo. Tem a guitarra do GILMOUR passando por talk box pra imitar os bichos e um solo final que corta seco no auge. Aí "Sheep" fecha a trinca com a revolta: começa mansinha, com o piano elétrico do RICHARD WRIGHT, distorce o Salmo 23 (o Senhor me guia até virar costeleta de cordeiro) e termina com as ovelhas virando a mesa. Sistema político, sistema econômico, todo mundo levando a sua, cada um do seu jeito e na forma mais apropriada possível.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre o som, é um disco mais cru e mais direto, menos cerimonioso que seus dois irmãos mais velhos. E aqui vem a heresia: pra mim, soa ainda melhor que "WYWH" e "TDSotM". Os três contam histórias muito particulares em forma de música, e o PINK FLOYD continuaria fazendo isso em "The Wall" e no famigerado "The Final Cut" (sim, sou o único que gosta, e tá tudo bem). Aliás, a semente de "The Wall" vem justamente da turnê deste disco: num show em Montreal, em julho de 1977, o WATERS, assoberbado pela falta de conexão entre banda/público/realidade, cuspiu num fã barulhento da primeira fila, depois sentiu nojo de si mesmo (pelo menos isso, né?) e a reflexão sobre o muro entre banda e público começou dali.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

E tem o quesito repetição. Este é, sem exagero, um dos discos que mais ouvi na vida, e claro que é: são só três músicas (ignoramos as fillers, como combinado). Você aperta o play, cai numa fazenda de 40 minutos e só percebe que acabou quando o silêncio chega. É pra essa hora que talvez sirvam os porquinhos voadores. É o alarme pro trabalho na Battersea Power Station começar novamente.

Nota: 10/10. (Só não é 11 porque... ah, chega de dar atenção a quem não merece, aos porcos que voam.)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Foo Fighters

publicidadeGustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).
Mais matérias de Leonardo Daniel Tavares da Silva.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS