O maior álbum feito em Los Angeles de acordo com Robert Plant e The Doors
Por Bruce William
Postado em 30 de setembro de 2026
Los Angeles produziu uma quantidade obscena de discos importantes nos anos 1960, mas há quem coloque "Forever Changes", do Love, acima de todos eles. Lançado em 1967, o terceiro álbum da banda de Arthur Lee teve desempenho comercial modesto nos Estados Unidos, mas sua reputação só cresceu com o passar das décadas.
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Em artigo publicado pelo LA Weekly, Jeff Weiss chegou a descrevê-lo como possivelmente o maior álbum já feito em Los Angeles. O curioso é que, mesmo sem ter alcançado o sucesso de outros nomes da cidade, o Love era admirado por músicos que em pouco tempo se transformariam em gigantes. Robert Plant, por exemplo, já citou "Forever Changes" entre seus discos favoritos.
O The Doors também fazia parte desse grupo de admiradores, embora sua relação com o Love fosse ainda anterior ao álbum. Arthur Lee foi quem insistiu para que Jac Holzman, chefe da Elektra Records, fosse conferir a banda de Jim Morrison. Segundo Ray Manzarek, Morrison chegou a dizer nos primeiros anos do grupo: "Ray, se conseguirmos ser tão grandes quanto o Love, minha vida estará completa."
Manzarek também lembrava do impacto causado pela banda de Lee na cena local: "Love era uma das coisas mais quentes que eu já tinha visto. Era a banda mais influente de Los Angeles naquela época, e todos achávamos que era apenas questão de tempo até eles conquistarem a América."
A conquista nacional nunca aconteceu. "Forever Changes" parou no 154º lugar da parada americana, enquanto "Alone Again Or", hoje a música mais conhecida do disco, sequer entrou no Hot 100. No Reino Unido a recepção foi melhor, e o álbum chegou ao 24º lugar.
Musicalmente, porém, o disco acabou sobrevivendo muito melhor que seus números comerciais. Violões, cordas, metais e psicodelia aparecem ao lado das letras inquietas de Arthur Lee, que na época acreditava estar registrando suas últimas palavras. Ele contou posteriormente que fez o álbum quando achava que não havia mais esperança no mundo e que poderia morrer.
Talvez seja justamente essa mistura entre beleza e sensação de fim que tenha mantido "Forever Changes" tão vivo. O álbum que pouca gente comprou nos Estados Unidos em 1967 acabou se tornando um daqueles casos raros em que o tempo corrigiu boa parte da injustiça inicial.
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