O álbum que talvez seja a definição mais perfeita do rock progressivo
Por Bruce William
Postado em 06 de setembro de 2026
Poucos gêneros do rock são tão fáceis de reconhecer e tão difíceis de definir quanto o progressivo. Músicas longas ajudam, mudanças de andamento também, assim como teclados, conceitos ambiciosos e músicos dispostos a tocar muito mais notas do que o rádio normalmente permitiria. Ainda assim, nenhum desses elementos sozinho basta para transformar uma banda em prog.
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A Far Out lembra que as raízes estão nos anos 1960, quando psicodelia, jazz, música clássica e novas possibilidades de gravação começaram a empurrar o rock para além do formato tradicional de três minutos. Beatles, Pink Floyd, Soft Machine e King Crimson aparecem entre os nomes que ajudaram a abrir esse caminho.
Com o tempo, porém, "progressivo" e "prog" quase viraram coisas diferentes. A ideia inicial de experimentar e ampliar limites acabou associada também a suítes gigantescas, conceitos complicados e um tipo de grandiosidade que, na década de 1970, começou a ser atacada como excesso e pretensão.
Quando chega a hora de escolher um álbum que sintetize tudo isso, "The Dark Side of the Moon", do Pink Floyd, surge como candidato óbvio. É provavelmente a porta de entrada mais conhecida do público para aquele universo, além de ser um dos discos mais vendidos da história.
Mas a escolha da Far Out vai para outro trabalho: "Close to the Edge", lançado pelo Yes em 1972. Com apenas três faixas, o álbum mistura rock, folk, passagens instrumentais extensas, letras abstratas e estruturas que parecem mudar de direção justamente quando o ouvinte começa a entender onde está.
A faixa-título ocupa todo o primeiro lado do LP e é dividida em movimentos, enquanto "And You and I" ultrapassa dez minutos e "Siberian Khatru" fecha o disco. O próprio site oficial do Yes descreve o álbum como um registro definidor não apenas da banda, mas do próprio movimento progressivo.
O disco também mostrou que complexidade não precisava significar fracasso comercial. "Close to the Edge" chegou ao 4º lugar no Reino Unido e ao 3º nos Estados Unidos, tornando-se um dos maiores sucessos da carreira do grupo.
Para a Far Out, essa combinação faz dele praticamente o molde que muita gente imagina quando ouve a expressão "rock progressivo". E isso vale tanto para quem considera o gênero uma das grandes aventuras musicais dos anos 1970 quanto para quem ouve uma suíte de 18 minutos e imediatamente procura a saída de emergência.
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