In Flames: todos os álbuns da banda, do pior para o melhor
Por Mateus Ribeiro
Postado em 06 de setembro de 2019
O In Flames é uma banda sueca que ficou conhecida por ser, ao lado do At The Gates e do Dark Tranquility, um dos principais nomes do death metal melódico, também conhecido como "Som de Gotemburgo".
Ao longo dos anos, a banda passou por mudanças não apenas na formação, mas também na sonoridade, o que fez muito fã torcer o nariz. De fato, foi difícil digerir a transformação de uma banda que no início flertava com o metal extremo e tempos depois, é praticamente uma banda de rock alternativo.
Seja como for, fazendo metal extremo ou música mais acessível, o In Flames sempre manteve um alto padrão de qualidade em suas composições. Desde o lançamento do primeiro disco, é inegável a evolução musical do grupo. Sem mais conversas, confira abaixo todos os álbuns da banda, do pior para o melhor.
13 - "Siren Charms" (2014): Sem sombra de dúvidas, é o momento menos inspirado da banda. Segue uma linha bem moderna e abusa dos vocais chorosos de Anders Fridén. Sem contar o fato de que a faixa "Through Oblivion" está entre as coisas mais constrangedoras já escritas pela banda.
12 - "I, the Mask" (2019): O mais recente álbum do In Flames é a prova de que a banda passa bem longe do que já foi um dia. Apesar de algumas músicas pesadas, como a faixa título, "I Am Above" e "Voices", algumas outras como "Follow Me", "In This Life" e "All the Pain" poderiam facilmente entrar na trilha sonora de algum filme sem graça de adolescente. Mesmo assim, é muito mais audível que "Siren Charms".
11 - "Battles" (2016): Também flerta bastante com o lado alternativo, mas é um disco um pouco mais profundo do que os acima citados. O álbum tem ótimas músicas, como "Drained", "Like Sand", "Before I Fall", "The End" e "Wallflower".
10 - "Soundtrack To Your Escape" (2004): Embora seja, de longe, o disco mais pesado da "fase nova" do In Flames, acabou ficando meio deslocado na discografia. Apesar de não ser exatamente o disco mais querido pelos fãs, traz ótimos temas, como "Touch Of Red", "My Sweet Shadow", "F(r)iend", "Like You Better Dead" e "The Quiet Place".
09 - "Lunar Strain" (1994): O início de tudo. Guitarras pesadas, distorcidas, em alguns momentos até sujas, mas com muita melodia. Um tipo de som espantoso e novo, que anos depois, se tornou febre. Do primeiro disco vieram "Behind Space", as duas ótimas partes de "Everlost" e a música que leva o nome da banda.
08 - "Reroute To Remain" (2002): Foi o maior divisor de águas da carreira do In Flames, além de ser o ponto onde muita gente começou a desistir da banda. Moderno, o som ficou "americanizado", o que fez alguns até colocarem a banda na prateleira do new metal.
A faixa título, o hit "Cloud Connected", "Trigger", "System", "Drifter" e "Dark Signs" abriram as portas de outros mercados e públicos para o In Flames.
07 - "Come Clarity" (2006): Ao mesmo tempo que olha para o futuro, é um disco que traz um pouco do peso dos primeiros álbuns. Ajudou a livrar UM POUCO a cara da banda com a turma mais radical. Além da maravilhosa faixa título, apresentou ao mundo maravilhas como "Take This Life", "Vacuum", "Leeches", "Crawl Through Knives" e "Dead End".
06 - "A Sense Of Purpose" (2008): Último disco da banda a contar com Jesper Strömblad, já que o guitarrista estava apresentando sérios problemas com o que conhecemos popularmente no Brasil como cachaça. É um dos trabalhos mais sólidos do In Flames, e foi em sua tour que a banda passou pelo Brasil.
Pesado, rápido e bem trabalhado, mostra uma ótima junção de passado e presente, através de canções como "Alias", "I Am The Highway", "The Chosen Pessimist", "Delight And Angers", "The Mirror´s Truth" e "Sober and Irrelevant".
05 - "Sounds Of A Playground Fading" (2011): Primeiro disco da banda gravado com apenas uma guitarra, já que Jesper foi cuidar de seus problemas com o alcoolismo, deixando as seis cordas por conta de seu ex parceiro fiel Björn Gelotte.
A capa retrata bem o clima cinzento e nebuloso do disco, que é o melhor disco da "fase moderna" do grupo. A música "Deliver Us", que acabou se tornando indispensável nos shows, é só um aperitivo para as ótimas "Fear Is the Weakness", "Liberation", "The Puzzle", "All For Me", "Darker Times" e "A New Dawn".
04 - "Colony" (1999): Faz parte da fase de ouro do grupo e o primeiro a contar com a formação mais duradoura (Anders Fridén nos vocais, Björn Gelotte e Jesper Strömblad nas guitarras, Peter Iwers no baixo e Daniel Svensson na bateria).
TODAS as músicas do disco são excelentes e mostram uma capacidade enorme da banda em unir peso, velocidade e melodia. Até o momento, era o disco mais bem trabalhado e maduro do In Flames. Algumas músicas mexem até hoje com o coração dos fãs, como "Embody The Invisible", "Scorn", Colony', "Ordinary Story", "Resin" e "Zombie Inc."
03 - "The Jester Race" (1996): É considerado por muitos como um dos discos mais influentes do melodic death metal. De fato, é.
A banda ainda estava se posicionando na cena, e o segundo disco ajudou MUITO o In Flames a se tornar um grupo extremamente respeitado.
"The Jester Race", além de marcar a entrada de Anders Fridén, conta com "Moonshield", "The Jester´s Dance", "Dead Eternity", "December Flower" e outras músicas que ajudaram a definir o "Som de Gotemburgo".
02 - "Whoracle" (1997): A evolução natural de "The Jester Race","Whoracle" traz uma banda extremamente afiada e com sede.
Deste maravilhoso registro saíram "Jotun", "Episode 666", "The Hive" (que tem um solo estupendo), "Food For The Gods" e "Gyroscope".
Se você não sabe o que é death metal melódico, ouça esse disco.
01 - "Clayman" (2000): Definitivamente, foi difícil escolher o campeão. Mas esse foi o disco que fez muita gente conhecer a banda, inclusive este que vos escreve.
A faixa título, "Bullet Ride", "Pinball Map", "Only For The Weak" (maior sucesso do grupo até hoje), "Square Nothing" e "Sattelites And Astronauts" consagraram o auge de uma banda que hoje figura entre os maiores nomes da música pesada/alternativa.
Necessário em qualquer discografia, como todos os outros!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bangers Open Air divulga as primeiras atrações da edição 2027
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Após revelar primeiras atrações, Bangers Open Air abre venda de ingressos; veja os preços
As bandas clássicas e nem tanto que estarão no novo game dos criadores do Guitar Hero
Ouça Sebastian Bach cantando "Man on the Silver Mountain" em tributo ao Rainbow
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O álbum do Sepultura que a Classic Rock não recomenda aos ouvintes
A música de um disco seminal do Metallica que James Hetfield nunca quis tocar ao vivo
Copenhell vem aí com 76 bandas em 4 dias de shows; veja o line-up aqui
3 clássicos do rock nacional que todo mundo que foi criança nos anos 1980 sabe de cor
O que poderia ter evitado a saída de Halford do Judas Priest nos anos 1990, segundo Ian Hill
Os ícones do metal que faziam Robert Plant sentir vergonha da própria influência
Cinco bandas europeias de Heavy Metal que merecem mais atenção no Brasil
A banda esquecida dos anos sessenta que Ozzy Osbourne queria ter integrado


Os discos do In Flames que mudaram a vida de Matt Heafy, vocalista do Trivium
A melhor música do In Flames, segundo o site Classic Rock History
As bandas de heavy metal nem sempre farão a mesma coisa (e isso não é ruim)
A banda que influenciou gigantes do metal, mas era desconhecida pelo público deles
Os 20 melhores discos de heavy metal lançados em 1997, segundo a Louder Sound
Ultimate Classic Rock: as 25 músicas mais tristes da história
Music Radar: Os melhores álbuns de Heavy Metal de todos os tempos


