Collectors Room: os melhores discos de hard desta década

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Por Ricardo Seelig, Fonte: Collectors Room
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Post escrito a dez mãos pela equipe da Collector's Room. Ricardo Seelig, Guilherme Gonçalves, Rodrigo Simas, Rodrigo Carvalho e Nelson Júnior passaram as últimas semanas encarregados de responder a uma nova pergunta: depois de escolhermos os melhores discos de metal da década, quais seriam os melhores álbuns de hard rock lançados no mesmo período?

Cada um poderia indicar dez álbuns lançados entre 2011 e 2013, fazendo um breve texto sobre os títulos escolhidos. No final, chegamos aos discos citados por nossa equipe.

A lista (abaixo) está em ordem alfabética. Cada título conta com um comentário justificando a sua escolha, e os álbuns indicados mais vezes possuem mais textos sobre eles.

Não é uma lista definitiva, é claro, mas serve como um bom ponto de partida para você mergulhar no que de melhor está sendo produzido no hard atual. 


Aumente o volume e boa leitura!

Anjo Gabriel - O Culto Secreto do Anjo Gabriel (2011)

Sim, existe krautrock no Brasil. E, claro, só poderia vir da terra do sol. Moradores de Ripohlandya, uma comunidade hippie de Recife, esses pernambucanos desenvolveram um som hipnótico, psicodélico e cheio de ruídos esquisitos e dissonantes – na linha de Amon Düül II, Faust, Can e Neu!. Tudo sem deixar de apresentar uma forte veia nordestina.

O hard tradicional também se faz bastante presente via influências mais óbvias, como Black Sabbath e Deep Purple. Destaque para os riffs da Gibson SG de dois braços do guitarrista Cris Ras e o teclado de André Sette. "Peace Karma", "Sunshine in Outer Space" e "O Poder do Pássaro Flamejante" são ótimas viagens sonoras. (por Guilherme Gonçalves)

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Audrey Horne - Youngblood (2013)

Melodias inspiradas, refrões grudentos e um excelente trabalho de guitarras gêmeas em composições muito bem feitas fazem de "Youngblood", quarto disco do Audrey Horne, não apenas o melhor álbum da banda, mas um dos grandes CDs de hard rock lançados nos últimos anos. Excelente do início ao fim, é daqueles discos que teimam em não sair do player por semanas. Recomendadíssimo! (por Ricardo Seelig)

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Black Country Communion – 2 (2011)

Ótimos músicos tocando juntos é quase sempre garantia de um som com qualidade técnica impecável. No caso do Black Country Communion, o supergrupo capitaneado por Glenn Hughes, não só a qualidade técnica mas também a qualidade artística foi lapidada com o feeling que seus integrantes sabem muito bem usar. Dos três discos lançados pelo Black Country Communion até então, "2" é o mais coeso, onde a banda afinou definitivamente sua fórmula. (por Nelson Júnior)

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Black Country Communion – Afterglow (2012)


Às vezes, em tempos de crise, é quando as melhores obras são feitas. "Afterglow" foi composto e gravado pouco antes das desavenças entre Glenn Hughes e Joe Bonamassa se tornarem públicas e mostra uma banda, em estúdio, mais coesa do que nunca, com composições maduras e sem alguns exageros dos discos anteriores. (por Rodrigo Simas)

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Blackberry Smoke - The Whippoorwill (2012)

Southern rock do mais alto quilate, em um disco simplesmente brilhante. O terceiro álbum deste quinteto de Atlanta é um bálsamo para os ouvidos, com canções muito bem feitas e que grudam de imediato. Sem exageros, a associação é válida: "The Whippoorwill" é o melhor LP do Lynyrd Skynyrd desde "Street Survivors", de 1977. (por Ricardo Seelig)

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Chris Robinson Brotherhood - Full Moon Ritual (2012)

O primeiro trabalho desta nova empreitada de Chris Robinson, vocalista do Black Crowes, soa psicodélico, com pegada folk e levada blues, em melodias para serem degustadas em um audição relaxada em sintonia com o que a banda propõe. (por Rodrigo Simas)

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El Caco – Hatred, Love and Diagrams (2012)

Mesmo sendo um grande nome do hard rock dentro da Noruega, o El Caco alcançou projeção internacional apenas depois de assinar com a gravadora Indie Records (que apesar do nome, também já teve em seu casting bandas como Borknagar e Enslaved, por exemplo) para o lançamento deste que é o seu sexto álbum de estúdio. "Hatred, Love & Diagrams" traz um leque de influências praticamente infinito, o que explica a identidade musical única dos noruegueses. (por Rodrigo Carvalho)

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Europe - Bag of Bones (2012)

O melhor trabalho da carreira do Europe não lembra em nada a banda que ficou conhecida em todo o mundo com o hit “The Final Countdown”. Executando um hard maduro e muito próximo do blues rock, o grupo sueco chega a lembrar o Led Zeppelin em algumas passagens de "Bag of Bones". Ouça e surpreenda-se! (por Ricardo Seelig)

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Graveyard - Hisingen Blues (2011)

Estonteante. "Hisingen Blues" superou o homônimo disco de estreia do Graveyard, que já havia dado o que falar em 2007, e aumentou a capacidade da banda de nos arrebatar de forma absurda. São nove canções irretocáveis, cada qual com uma qualidade em especial.

Hard mofado e setentista é o caminho das pedras num trabalho que encanta em todos os aspectos. Ora pela linha vocal carregada de sentimento, ora pela guitarra, fundindo blues e psicodelia em profusão, ou ainda pela percussão sincopada. Impossível ficar indiferente ao ouvir "Uncomfortably Numb", "No Good, Mr. Holden", "Hisingen Blues" e "The Siren". (por Guilherme Gonçalves)

Os suecos do Graveyard se tornaram um dos nomes mais conhecidos atualmente quando o assunto é o resgate do hard classudo e psicodélico dos anos setenta, principalmente graças ao impacto positivo que "Hisingen Blues" trouxe na época do seu lançamento, em abril de 2011. Esse, que é o segundo álbum na curta discografia do Graveyard, é uma evolução em relação ao debut, da mesma forma que serve como base para o que foi feito em Lights Out, do ano passado. (por Rodrigo Carvalho)

Uma surpresa incrível foi ouvir "Hisingen Blues" em meados de 2011 e ficar com o queixo caído com a musicalidade da banda. Com um inebriante apelo setentista, este quarteto sueco conquistou de imediato com um disco que virou uma das trilhas sonoras da vida. (por Ricardo Seelig)

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Graveyard - Lights Out (2012)

Depois de um álbum genial, a prova de fogo: conseguiria o Graveyard superar, ou pelo menos manter, o nível alcançado em "Hisingen Blues"? A resposta veio com o magnífico "Lights Out".

Se uma análise comparativa com o disco anterior acaba sendo bastante particular e subjetiva, algo, no entanto, é universal: mais uma vez, os suecos conseguiram se reinventar e, revigorados, soltaram outro trabalho estupendo. Algo por si só louvável, ainda mais se lembrarmos que o intervalo foi de apenas um ano. Sem exagero, uma das melhores bandas da atualidade. "Slow Motion Countdown", "Goliath", "Hard Tomes Lovin" e "Endless Night" garantem isso. (por Guilherme Gonçalves)

Aguardado com enorme expectativa, o terceiro trabalho dos suecos do Graveyard mostrou o motivo do grande reconhecimento que a banda recebeu nos últimos anos. Hard rock setentista da melhor qualidade! (por Rodrigo Simas)

Ainda mais esfumaçado que o trabalho anterior, "Lights Out" trouxe o Graveyard dando um passo além em relação ao já excelente "Hisingen Blues", alcançando resultados ainda melhores. Além disso, traz a espetacular “Slow Motion Countdown”, certamente a melhor música da carreira da banda. (por Ricardo Seelig)

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Gypsyhawk - Revelry & Resilience (2012)

Segundo disco da banda norte-americana Gypsyhawk, "Revelry & Resilience" atualiza uma das sonoridades mais cativantes da história do hard. Ouvir o álbum é como ouvir um trabalho do clássico Thin Lizzy da década de 1970 em pleno 2012. Com melodias incríveis e guitarras gêmeas inspiradíssimas, levará às lágrimas os admiradores do estilo. (por Ricardo Seelig)

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Howlin Rain - The Russian Wilds (2012)

Rock 70´s, funk, AOR, folk, country, psicodelia, soul, flamenco e outros ritmos latinos são apenas alguns dos ingredientes que tornam o hard rock praticado pelo Howlin Rain diversificado e irresistível. É essa amálgama que faz desses californianos uma das bandas mais originais e interessantes dessa virada de década.

Em "The Russian Wilds", eles simplesmente atingem a estratosfera. Muita guitarra, muito teclado e linhas vocais sublimes - Ethan Miller canta que é um absurdo. Música surpreendente, sem qualquer tipo de rótulo e que a cada passo te mostra uma caminho diferente. Deixe-se levar com "Self Made Man", "Cherokee Werewolf", "Phantom in the Valley" e "Beneath Wild Wings". (por Guilherme Gonçalves)

Formado em 2004 em São Francisco, o Howlin Rain faz um clássico hard rock com um teclado que lembra alguns dos bons momentos do Deep Purple. A banda mistura a psicodelia moderada de seu som a algumas pitadas de influências menos convencionais para o rock, como a levada caribenha ao fim de “Phantom in the Valley”, canção de "The Russian Wilds", seu quinto e melhor disco de estúdio. (por Nelson Júnior)

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Imperial State Electric – Pop War (2012)

Projeto formado pelo vocalista e guitarrista Nicke Andersson depois da dissolução do The Hellacopters, o Imperial State Electric já lançou dois discos que soam como uma natural continuação da sonoridade da sua antiga banda. Indo mais fundo ainda em direção ao hard rock setentista em sua personificação mais simples e festeira, "Pop War" é um dos mais despojados e descompromissados álbuns de 2012, e exatamente por isso é ótimo. (por Rodrigo Carvalho)

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Jess and the Ancient Ones – Jess and the Ancient Ones (2012)

Jess e os seus asseclas finlandeses estrearam em 2012 com o excelente álbum auto-intitulado, que traz elementos de occult rock mesclados à folk, psicodélico e rock progressivo, acompanhados da belíssima e versátil voz da sua vocalista. A produção cristalina e equilibrada é um fator diferencial importantíssimo para o álbum se destacar entre outros trabakhos da mesma vertente lançados nos últimos anos. (por Rodrigo Carvalho)

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Joe Bonamassa - Driving Towards the Daylight (2012)

Joe Bonamassa parece incansável: com uma agenda absurda de shows e lançamentos em série, tanto de álbuns de estúdio como de gravações ao vivo, ele ainda consegue manter um nível excelente em tudo que leva seu nome. "Driving Towards the Daylight" se destaca nessa crescente discografia, com repertório bem escolhido que mescla covers e canções autorais. (por Rodrigo Simas)

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Kadavar - Kadavar (2012)

Diretamente do país do krautrock, ou seja, apenas colocando em prática as influências sonoras que recebeu desde cedo, o Kadavar estreou muito bem com seu debut homônimo. Oriunda de Berlim, a banda traz um álbum de sete músicas bem interessantes, que mesclam o groove do hard e o experimentalismo do space rock, com direito a vários riffs com cara de Tony Iommi.

Cabe ressaltar ainda um tempero occult rock nas letras e no visual desse trio alemão, que promete bastante. Um som que agrada em cheio os amantes dos combos mais obscuros dos anos 70. "All Our Toughts", "Goddess of Dawn", "Living in Your Head" e "Black Sun" dão um bom panorama a respeito. (por Guilherme Gonçalves)

O primeiro disco do Kadavar surgiu ano passado como uma grande promessa, sendo vendido como uma banda que misturava o hard rock setentista com bem dosadas passagens de krautrock. Talvez dizer que eles tragam muito do estilo à sua sonoridade seja um pouco de exagero, porém, não se pode negar que o som dos alemães é diretamente influenciado pelas bandas germânicas e dos países baixos, com bons toques do blues rock americano e a sua inconfundível psicodelia. (por Rodrigo Carvalho)

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Lonely Kamel – Dust Devil (2011)

Basicamente, podemos dizer que o Lonely Kamel está mais para uma banda de blues com elementos de hard e stoner, do que o oposto. Em "Dust Devil", terceiro álbum dos noruegueses, isso se torna ainda mais evidente, com faixas mais arrastadas e contemplativas, de forma que é impossível não se imaginar em um mal iluminado, esfumaçado e sujo bar no meio do nada. (por Rodrigo Carvalho)

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Michael Monroe - Sensory Overdrive (2011)

Michael Monroe foi vocalista do Hanoi Rocks, banda finlandesa que exerceu influência seminal sobre todo o hard rock americano da década de 1980. "Sensory Overdrive", lançado em 2011, traz o cantor acompanhado de uma banda de primeira linha e mostrando que quem já foi rei jamais perde a majestade. Discaço! (por Ricardo Seelig)

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Orcus Chylde – Orcus Chylde (2012)

Uma das mais dinâmicas bandas dos últimos anos, o Orcus Chylde lançou o seu debut no início de 2012 e soa como um grupo de hard psicodélico de várias décadas atrás que se perdeu no tempo. Um notável trabalho dos sintetizadores e Hammond tão um toque ainda mais refinado no som dos caras, que por si só já é extremamente versátil e agrega influência de doom e folk em diversos momentos. (por Rodrigo Carvalho)

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Rival Sons - Pressure & Time (2011)

A aura “zeppeliana” em "Pressure & Time" fez o Rival Sons ser apontado como o “novo Led Zeppelin”. A despeito do exagero, a comparação é inevitável. Tudo remete à banda britânica. A faixa título caberia tranquilamente em qualquer um dos quatro primeiros discos do Led.

Em muitos casos, tanta semelhança pode ser prejudicial. Porém, esses californianos também souberam fazer sobressair suas qualidades próprias. Destaque inevitável para o vocalista Jay Buchanan. Além de cantar muito, o cara é o sincretismo entre o vocal de Robert Plant, a aparência de Jim Morrison e os trejeitos de Ozzy Osbourne. Comprove com "All Over the Road", "Young Love", "Burn Down Los Angeles" e "Pressure & Time". (por Guilherme Gonçalves)

Muito tem se falado sobre o Rival Sons nos últimos, e não é a toa: os californianos conseguiram lançar três discos de qualidade ímpar desde 2009, trazendo a descarada influência de Led Zeppelin (evidentemente, isso é dito de forma positiva) com uma veia blueseira e com alguns elementos de soul aqui e ali. E "Pressure & Time" foi a meia hora mais do que o suficiente para apresentar o seu som ao mundo e obter o reconhecimento. (por Rodrigo Carvalho)

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Rival Sons - Head Down (2012)

Assim como o Graveyard, o Rival Sons retornou em 2012 com um álbum tão poderoso quanto o que abriu a década para a banda. Em apenas um ano, compuseram canções vigorosas e acrescentaram novas influências, conseguindo fugir, ao menos um pouco, do estigma zeppeliano.

Principalmente no que se refere a Jay Buchanan, que explora novas formas de cantar e agrega algumas influências que antes não estavam tão latentes. Paul Rodgers, por exemplo, é uma delas. "Wild Animal", "Until the Sun Comes" "You Want To" e "Jordan" refletem um pouco dessa nova faceta do grupo. (por Guilherme Gonçalves)

Talvez a maior revelação do rock dos últimos anos e já tratados como uma das melhores bandas da atualidade, o Rival Sons não decepcionou com "Head Down", mostrando um trabalho ainda melhor e mais coeso que "Pressure & Time", sabendo mesclar suas influências sem perder sua essência. (por Rodrigo Simas)

O terceiro e melhor álbum do Rival Sons trouxe a banda se afastando da incômoda sombra do Led Zeppelin e diversificando a sua gama de influências, e o resultado disso foi um disco completo e dono de grande qualidade. A melhor banda de hard rock dos últimos anos em seu momento mais alto: este é "Head Down". (por Ricardo Seelig)

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Rush - Clockwork Angels (2012)

Os álbuns clássicos do Rush estão, claro, nos anos 70 e 80. Só que é preciso ser surdo, ter um apego doentio pelo passado ou usar de muita má fé para não ver que "Clockwork Angels" foi direto para a linha de frente dos melhores trabalhos dos canadenses. "Moving Pictures" (1981), "2112" (1976), "Fly By Night" (1975), "Permanent Waves" (1980) e "A Farewell to Kings" (1977): da extensa discografia da banda, com 19 discos de estúdio, penso que somente esses cinco são melhores ou fazem frente a "Clockwork Angels".

As canções são inspiradíssimas, a produção é cristalina e há muito peso. Um disco no ponto exato de equilíbrio entre o hard rock e o progressivo. Além disso, feito por uma banda que vive sua melhor fase, inclusive recebendo o tardio reconhecimento de crítica e público. Ouça "Caravan", "BU2B", "The Wreckers", "Headlong Flight" ou "The Anarchist" e tente me provar o contrário. (por Guilherme Gonçalves)

O Rush foi a banda que melhor fundiu as viagens – muitas vezes – sem rumo do rock progressivo com o peso objetivo e certeiro do hard rock. É essa a fórmula de "Clockwork Angels". Nada novo para quem faz isso desde o início dos anos 70, entre uma pausa e outra para experimentar novos sons.

O grande trunfo dos canadenses é explorar as nuances de sua música e criar novas misturas com velhos elementos. Em "Clockwork Angels" essa regra se repete criando mais um bom disco. Nada novo para quem também faz isso desde o início dos anos 70. (por Nelson Júnior)

O primeiro trabalho conceitual do Rush em décadas foi um dos mais esperados do ano e conseguiu suprir as expectativas da grande maioria dos fãs. Ainda em forma exemplar, o trio compôs uma obra que rivaliza com alguns de seus melhores momentos, apresentando músicas que só poderiam ser escritas por quem tem muito orgulho de sua história e ama o que faz. (por Rodrigo Simas)

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Slash - Apocalyptic Love (2012)

Riffs certeiros, produção primorosa, grandes composições, uma performance vocal inspirada de Myles Kennedy e a guitarra marcante de um dos maiores ícones vivos do instrumento. O espírito do Guns N' Roses original ainda está vivo, mas em outra banda. (por Rodrigo Simas)

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Status Quo - Quid Pro Quo (2011)

Depois de inúmeros percalços ao longo dos anos 80 e 90 (leia-se discos ruins), o Status Quo já havia conseguido retomar parte do fôlego com "Heavy Traffic" (2002). Em 2011, conseguiu se recuperar de vez com o excelente "Quid Pro Quo".

Culpa de Francis Rossi, que, mesmo com 50 anos de carreira, acertou em cheio nesse mais recente trabalho do grupo. Nada além daquele hard/boogie rock primário e descompromissado que sempre caracterizou esses ingleses. Afinal, pra que mais? Das 15 canções, umas 11 são, no mínimo, ótimas. Casos de "Frozen Hero", "Leave a Little Light On", "Dust to Gold" e "Better Than That". (por Guilherme Gonçalves)

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The Answer – Revival (2011)

O irlandês The Answer surgiu alguns anos atrás como o novo queridinho dos grandes veículos especializados, que alegavam que eles seriam a banda a resgatar o rock nos seus moldes clássicos e levar aos seus tempos áureos. Balelas a parte, completamente influenciado por AC/ DC e Led Zeppelin, eles cumprem de forma primorosa a proposta de trazer para o cenário atual essa sonoridade do hard setentista. "Revival", de 2011, é o terceiro disco e soa ainda mais melódico, mais bluesy, com uma cuidadosa produção que, ao invés de comprometer, destaca ainda mais as suas influências. (por Rodrigo Carvalho)

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The Flying Eyes - Done So Wrong (2011)

Segundo álbum dessa banda de Baltimore. Dez canções de um som maldito, que mistura hard rock, blues e space rock, onde o ponto de convergência provavelmente seja The Doors. Muito talvez pelas linhas vocais de Will Kelly, às vezes parecidas com as de Jim Morrison.

No geral, o disco passa a impressão de ser uma grande jam, com vários caminhos sendo explorados. Sonoridade intrigante e bastante promissora. Dá pra perceber isso de cara com "Overboard", "Death Don't Make Me Cry" "Poison the Well" e "Sundrop". (por Guilherme Gonçalves)

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The Sheepdogs – The Sheepdogs (2012)

Apesar de ser canadense, o The Sheepdogs bebe diretamente na fonte do southern e boogie rock sulista dos Estados Unidos, e foi um dos principais destaques na Rolling Stone, o que alavancou a sua popularidade em infinitas proporções. Seu quarto disco, auto-intitulado, de 2012, foi produzido pelo baterista do The Black Keys, Patrick Carney, o que explica os flertes que o quarteto deu com o indie nesse trabalho. Isso é ruim? Pelo contrário, tornou o som dos caras ainda mais dinâmico e interessante de se ouvir. (por Rodrigo Carvalho)

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Van Halen – A Different Kind of Truth (2012)

"A Different Kind of Truth" é um prato com o ingrediente que fazia muita falta na cozinha do Van Halen: o vocalista David Lee Roth. Depois de parcerias equivocadas e um bom período de férias dos estúdios, a banda voltou em 2012 com um disco perfeitamente alinhado, tanto nas composições quanto na química entre seus integrantes. Sem fórmulas açucaradas, como costumava usar nas gravações com Sammy Hagar, o Van Halen abusou da energia e da capacidade de Eddie Van Hallen de compor empolgantes linhas de guitarra para criar um disco bom do início ao fim. (por Nelson Júnior)

O primeiro registro do Van Halen desde o retorno de David Lee Roth é um marco na história da grupo, que soa afiadíssimo e pronto para mais uma década de hard rock - se não implodir por desavenças internas novamente. (por Rodrigo Simas)

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Von Hertzen Brothers - Stars Aligned (2011)

Influenciado por ícones como Queen, Yes e King Crimson, esta banda finlandesa gravou um álbum que explora ricos arranjos vocais com texturas surpreendentes, resultando em um disco belíssimo e arrepiante. Se você ainda não ouviu, ouça já! (por Ricardo Seelig)

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Whitesnake - Forevermore (2011)


Em grande forma desde o seu retorno com o bom "Good to Be Bad", o Whitesnake acertou em cheio com "Forevermore". David Coverdale comanda a festa com excelentes composições e a dupla de guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach desempenham seu papel em total sintonia, sem dever em nada para as fases anteriores do grupo. (por Rodrigo Simas)

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ZZ Top - La Futura (2012)

O ZZ Top não precisa provar mais nada a ninguém há muito tempo. Mesmo assim, os veteranos barbudos provaram com o lançamento de "La Futura" que ainda sabem fazer um hard setentão sem parecerem datados. Aqui a guitarra de Billy Gibbons continua pesada o suficiente para não deixar ninguém sair do lugar, estimulando um headbanging lento e irresistível. (por Nelson Júnior)

O esperado retorno do ZZ Top foi ainda melhor do que muitos esperavam. Produzido por Rick Rubin com uma performance animal de Billy Gibbons, "La Futura" é cru, direto e muito inspirado. (por Rodrigo Simas)

Após 9 anos de silêncio, o trio texano voltou inspiradíssimo e entregou um dos seus melhores discos. "La Futura" é hard, é blues, é boogie, tudo temperado por riffs incríveis, malícia em doses cavalares e o melhor timbre de guitarra de 2012. (por Ricardo Seelig)

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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