Resenha - My Bloody Roots - Max Cavalera
Por Rodrigo Noé de Souza
Postado em 17 de outubro de 2013
Nas palavras do João Gordo, em seu programa Cagando na Saída, na recém-extinta MTV Brasil: "O Sepultura estavam quase no mesmo nível do Metallica. Aí, eles acabaram! Por quê? Foram burros, cara!". Se você leu esse comentário, você deve estar se perguntando o que aconteceria se a banda continuasse, caso eles não se separassem, em 1996. Com a palavra: Massimiliano Antônio Cavalera, ou melhor, Max Calavera.
Aproveitando sua turnê com o Soulfly, o vocalista lançou sua autobiografia, intitulada My Bloody Roots, contando toda sua trajetória de vida, desde sua origem em Belô (colo ele gosta de chamar Belo Horizonte), em que, com a companhia do seu irmão Iggor formaram a banda que, posteriormente, se tornaria a maior banda brasileira com maior projeção internacional. Mas, antes, Max conta como isso tudo aconteceu.
Com o auxílio de outro escritor, Joel McIver (o mesmo que escreveu O Reino Sangrento do Slayer), My Bloody Roots retrata a vida do Max quando viajava com seu pai, um funcionário da embaixada italiana, para todos os lugares que ele jamais imaginaria estar. Após a morte dele, toda a sua família se mudou para BH recomeçar sua vida. Mesmo assim, Max e Iggor tiveram a ideia de montar o Sepultura, inspirados na música do Motörhead. O vocalista comenta que pegou um violão usado do seu pai e ouvia os discos dele para tirar o som.
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Com isso, a sua história confunde com a do Metal brasileiro, pois várias bandas surgiram no cenário, como Sarcófago (liderado por Wagner Antichrist, ex-vocalista do Sepultura), Overdose (com quem dividiu o EP), Mutilator, Chakal e Holocausto. Sobre a rixa do Sepa com o Sarcófago, Max conta que, na época, Wagner roubava os equipamentos e expulsou-o, causando um racha que durou anos.
Com a reputação estabilizada, o Sepultura sofreu várias mudanças de formação, inclusive com a chegada do Andreas Kisser, que ditou os rumos musicais. Max rasga elogios ao guitarrista, enquanto ele fala que o baixista Paulo Junior era muito inseguro durante as gravações, apesar dos esforços de motivar a tocar. Desde então, o nome Sepultura virou mania no mercado internacional, ao serem contratados pela Roadrunner.
Durante os anos 80/90, a banda fez de tudo um pouco, causando estrago em quatro cantos do globo. Ate mesmo aprontaram com várias bandas em suas turnês, como o Sodom e o Motörhead, em que a banda derramou bebida em cima dos músicos. Assunto que o vocalista comentou com mais naturalidade, já que ele enfrentou o problema desde a morte do seu pai. Tudo isso com o apoio da sua empresária e esposa Glória, que cuidava do Sacred Reich.
Após o auge da fase Chaos AD/Roots, um dos momentos mais turbulentos de sua vida: seu enteado Dana Wells sofreu um acidente fatal. Abalado, ele resolveu acompanhar sua esposa e empresária Glória para o funeral. Depois disso, teve uma decisão que mudaria sua vida: teria que escolher entre sua esposa e a banda que ajudou a criar. Aliás, no prólogo, ele conta sobre sua última apresentação com o Sepa, no Brixton Academy (ING), em 1996, que resultou no ao vivo Under A Pale Grey Sky.
Quando montou o Soulfly, Max renovou sua carreira, sua vida e sua alma. De forma muito emocionada, ele conta que sua saída poderia ter sido repensada, sugerindo que todos pudessem tirar uma folga. Mas não foi o que aconteceu. Outro fato escrito foi o emocionante encontro com seu irmão Iggor, que resultou no projeto Cavalera Conspiracy, para a alegria dos fãs do Sepultura, e para a sua mãe Vânia, que sonhou com a reunião deles.
Depoimentos não faltam nesse livro, como o então chefe da Roadrunner Monte Conner, Glória Cavalera, sua mãe Vânia, seu irmão Iggor, além dos seus filhos Zyon, Igor e Richie. Outro que deu ar da graça foi Dave Grohl (Foo Fighters, ex-Nirvana), que escreveu o prefácio do livro, relatando toda sua paixão pelo Sepultura, como também o convidou para seu projeto Probot.
Apesar de faltar vários fatos, como o polêmico episódio da bandeira brasileiro no Hollywood Rock em 1993, My Bloody Roots é uma leitura obrigatória para quem quer recordar dos tempos em que o Sepultura era grande, diferentemente do outro livro, Sepultura: Toda a História, do André Barcinski e do ex-roadie Sílvio Gomes.
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