Black Sabbath: Bio relata início em Birmingham até a morte de Dio
Por Paulo Orsi
Fonte: Blog Colecionarock
Postado em 30 de março de 2013
Biografia dos criadores do Heavy Metal, Black Sabbath, escrita pelo jornalista Joel McIver, especialista em escrever sobre bandas e que já escreveu, entre outras, a biografia do Metallica.
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Com quase 500 páginas, o livro conta toda a história da banda em 3 partes com os capítulos divididos por ano, indo desde a infância pobre de OzzY, Tony, Bill e Geezer no frio subúrbio de Aston, em Birmingham na Inglaterra no final dos anos 60 até a morte de Ronnie James Dio, vítima de câncer em 2010. Todas as fases da banda são cobertas contando detalhes sobre as gravações, histórias das turnês entre outras curiosidades.

O livro começa falando sobre Birmingham, cidade onde os 4 membros originais nasceram e fala um pouco da infância de cada um até o momento de se reunirem e resolverem formar uma banda. Daí em diante, o autor conta em detalhes os primórdios do Sabbath, as mudanças de nome e os desafios enfrentados no início de carreira até a gravação do 1º álbum que mudou os rumos do Rock no início da década de 70.
A fase OzzY pega as primeiras 100 páginas do livro, falando sobre os álbuns, turnês e shows aliados à histórias e curiosidades do que aconteceu no período entre o começo da banda e a saída de Osbourne em 79. O autor também faz questão de comentar música por música de todos os discos, não poupando críticas principalmente quando se trata dos 2 últimos álbuns; Technical Ecstasy e Never Say Die.

A partir daí, o livro praticamente se divide em 2, com o autor seguindo com história do Black Sabbath já com a entrada de Ronnie James Dio nos vocais e, em paralelo, fala também sobre a carreira solo de OzzY, com todos os músicos que o acompanharam e também falando um pouco sobre os seus discos. A rivalidade entre a banda e o antigo vocalista também é bem explorada nesse período.
As constantes mudanças de formação são o foco principal na segunda parte do livro com a polêmica saída de Dio após os problemas na mixagem de Live Evil e a gravação e consequente turnê de Born Again com Ian Gillan. O disco que deveria ter saído como solo de Iommi, mas acabou saindo como Black Sabbath, Seventh Star, que contou com Glenn Hughes no vocal para a gravação e posteriormente com Ray Gillen fazendo alguns shows. Depois disso a fase com Tony Martin também é bem explorada dando detalhes das gravações e turnês dos álbuns Eternal Idon, Headless Cross e TYR.
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Muitas curiosidades que eu nunca soube, por mais que conheça a carreira da banda são interessantes, como por exemplo, a contratação de Vinnie Appice em 1999 para ficar de stand by de Bill Ward, caso o mesmo passasse mal devido ao ataque cardíaco que sofrera meses antes durante um ensaio. Outros vocalistas temporários que chegaram a integrar a banda também são mencionados. Outro fato bastante explorado foram as intermináveis tentativas de retorno da formação original, uma hora vetada por OzzY (ou Sharon?), outra impossibilitada pela saúde debilitada de Bill ou por problemas burocráticos de gerenciamento dos artistas.

Os anos 2000, onde a banda teve pouca atividade até 2007, com o retorno de Dio, o foco fica mais na carreira solo dos integrantes como o disco solo de Iommi, os de Geezer com sua banda de Metal Industrial G/Z/R/, além obviamente, de OzzY, com a criação do OzzFest, o boom da fama com o seriado The Osbournes da MTv, e os constantes problemas de saúde por que passaram tanto OzzY quanto Sharon.
O capítulo final, que vai de 2007 a 2011, passa pelo retorno derradeiro de Dio e a criação do Heaven and Hell, que gerou o disco de inéditas The Devil You Know e duas turnês, a descoberta do câncer do vocalista e sua triste morte em 2010 e os rumores que se seguiram sobre o futuro da banda, que até então não havia anunciado o retorno da formação original que posteriormente perderia novamente o baterista Bill Ward. O capítulo também fala um pouco sobre os 2 últimos discos solos de OzzY e a reformulação de sua banda inclusiva com a troca de guitarrista, com Gus G assumindo o posto de Zakk Wylde.

Gostei bastante do livro, apesar de não concordar muito com algumas das opiniões do autor, embora talvez meu lado fã fale um pouco mais alto nesse quesito. Algo que me incomodou um pouco foram alguns erros encontrados no texto, não sei se de digitação ou de tradução, mas nada que atrapalhe a leitura. Recomendo a todos os Sabbathmaníacos e para os que gostam de livros sobre a história do rock!
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