Dark Side of the Moon: os Bastidores da obra-prima
Por Cleyton Lutz
Fonte: Hotsite do Livro
Postado em 08 de fevereiro de 2007
"The Dark Side of the Moon" vendeu cerca de 30 milhões de cópias no mundo todo e passou 724 semanas, quase 14 anos, entre os álbuns mais vendidos nos Estados Unidos. Estima-se ainda que na Inglaterra, país natal da banda, uma em cada cinco casas possuam o disco. Mas um álbum que tem como tema os problemas universais que afetam o ser humano, destacando a loucura como conseqüência desses problemas, não pode se resumir ao sucesso comercial. E é justamente para desvendar a face oculta de "Dark Side" que o jornalista John Harris (colaborador de revistas publicações especializadas em música, como Rolling Stone, Q, Mojo e NME) escreveu "The Dark Side of the Moon – Os Bastidores da Obra-Prima do Pink Floyd" (Jorge Zahar Editor, 224 páginas, R$ 39).
O livro, traduzido por Roberto Muggiati, foi feito com base em dezenas de entrevistas realizadas por Harris com a banda, seus funcionários, equipe técnica e colaboradores. Trata-se de um estudo aprofundado sobre disco, um marco na história do Pink Floyd, uma das bandas mais influentes dos anos 70, e do rock.
O principal mérito da obra é a contextualização que Harris faz do início da carreira do Pink Floyd com a criação do álbum, algo essencial se pensarmos que a história de "Dark Side" é mais longa do que se imagina e se confunde com a própria história da banda. Da saída do líder Syd Barret à forma como ele próprio influenciou o conceito de "Dark Side", conforme relata o próprio autor. "Ao elevar as invenções humanas, como tempo e dinheiro, a um plano em que elas acabam por nos controlar, perdemos nosso conceito do que é ser humano – empáticos, compassíveis, sociáveis –, e chegamos a uma maneira tão corrompida de pensar que a loucura estava próxima de se tornar uma conseqüência lógica".
A loucura que serviu de exemplo era a do próprio Syd Barret, um sujeito incapaz de se adaptar à sociedade e que graças a isso, ao lado de outro fatores, esmaeceu com o tempo. Sem esquecer que entre esse meio tempo – a saída do principal compositor e o surgimento de "Dark Side" – há ainda a perda de rumo da banda, que resultou em álbuns irregulares como "A Saucerful of Secrets", "Ummagumma", "Atom Heart Mother" e "Meddle".
Desejando material novo para tocar em sua próxima turnê, algo que fez com que o embrião de "Dark Side" fosse executado nos shows por mais de um ano antes de ser lançado, o álbum começou a ganhar corpo graças ao conceito inicial proposto por Waters e sofreu as adaptações necessárias até ser lançado. O autor descreve minuciosamente como as incipientes "Travel Section" e "Mortality Sequence", ou "Religious Theme", se tornaram as famosas "On the Run" e "The Great Gig in the Sky", respectivamente.
O resultado todos já sabem. Um sucesso estrondoso comercial e de crítica, um marco na carreira da banda. Recheado de histórias interessantes como a idéia inicial de Waters de que as letras fossem diretas – algo que pode ser percebido em "Money", por exemplo –, apesar dos rumores de que o álbum serviria de trilha sonora para o "Mágico de Oz"; ou a das entrevistas com os funcionários da banda e a equipe técnica, cujos trechos podem ser ouvidos em quase todas as músicas; ou ainda o árduo processo de criação dos efeitos sonoros que fazem parte das músicas.
Apesar de boa parte das informações já teram sido transmitidas no documentário "The Dark Side of the Moon", filme da série "Classic Albums" que conta o processo de criação do disco, o livro se destaca pelo poder de interpretação. O conjunto de fatores que combinados deram origem a "Dark Side" e a conseqüência do álbum no futuro da banda, o sucesso que fez com que a banda caminhasse rumo ao fim. Harris acertou em cheio, um disco que fala sobre temas tão complexos precisa ser explicado a fundo.
A complexidade do álbum se confunde à complexidade do próprio ser humano. Os temas universais do disco (os tais problemas que afetam o ser humano como submissão ao tempo e dinheiro, paranóias, solidão, falta de empatia) ainda são vividos por todos. Aí reside a longetividade do álbum, que vende 250 mil cópias todo ano. O livro não explica apenas a complexidade do álbum. Explica também um pouco da complexidade do ser humano.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Acordo toda manhã e penso: 'Meu Deus, isso ainda continua'", diz Roger Glover
Dave Mustaine cita seus guitarristas preferidos de todos os tempos
5 músicas de heavy metal que todo tiozão brasileiro se lembra com carinho
A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
O hino clássico do Metallica que fala abertamente sobre vício em drogas
O hit de 1958 que Jimmy Page e Bob Dylan concordam ser obra-prima: "Fenomenal"
Guitarrista não se arrepende de ter recusado proposta de voltar ao Megadeth
Os guitarristas que para Angus Young fazem os melhores solos do rock com menos de três notas
Deep Purple lança "Splat!", seu disco mais pesado em muitos anos
O pior disco do Iron Maiden, de acordo com o Ultimate Classic Rock (e não é "Virtual XI")
As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
Geezer Butler exalta "o melhor jogo da Copa do Mundo" até agora
As 5 melhores músicas do Black Sabbath de todos os tempos, segundo Geezer Butler
O grupo dos anos 70 sem o qual Eddie Van Halen disse que o rock não existiria
O filme com a melhor trilha sonora de todos os tempos, segundo Edu Falaschi


Os cinco maiores compositores de todos os tempos para Roger Waters
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
O ex-colega de banda no Pink Floyd com quem David Gilmour nunca mais falou
A música do Pink Floyd que David Gilmour nunca mais vai tocar ao vivo
A obra-prima do Pink Floyd que, para Roger Waters, quase foi arruinada por David Gilmour
A música clássica do Pink Floyd que nasceu de uma trolagem feita com Rick Wright
O hit de 1969 que Robert Plant e Roger Waters concordam ser o mais poético de todos
Com a cantora Mona Miari, Roger Waters lança nova versão de "Comfortably Numb"
Morre Clive Davis, um dos nomes mais importantes da história da indústria musical
Eu Sou Ozzy - A Autobiografia de Ozzy Osbourne
Dark Side of the Moon: os Bastidores da obra-prima


