Jethro Tull: Martin Barre afirma que não há banda que seja Jethro Tull por definição

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Headbangers Brasil
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Matéria publicada originalmente no Headbangers Brasil.

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O JETHRO TULL é uma das bandas mais influentes da história do rock. Juntos, Ian Anderson, Martin Barre e outros grandes músicos lançaram álbuns clássicos como o fenomenal "Aqualung" e os maravilhosos "Thick as a Brick" e "A Passion Play". Comemorando 50 anos de sucesso da banda, o guitarrista Martin Barre chega ao Brasil para shows em quatro cidades, começando nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, em São Paulo. Nos shows, com clássicos nunca tocados ao vivo pela banda e outras canções que não poderiam faltar, Barre é acompanhado de Adam Wakeman, tecladista de Ozzy Osbourne e filho de Rick Wakeman, além de Dan Crisp nos vocais principais, Alan Thomson no baixo, Darby Todd na bateria, com Becca Langsford e Alex Hart nos vocais, percussão e violão. O show na capital paulista acontece no Espaço das Américas. De lá, Martin Barre e a banda seguem para Curitiba (6/3) e Rio de Janeiro (8/3), fechando a turnê em Belo Horizonte na terça, 10 de março, no Sesc Palladium. Conversei com Martin sobre essa nova vinda ao Brasil, sobre o rock progressivo hoje e, claro, sobre o JETHRO TULL e sobre o recente comunicado de Ian Anderson sobre a banda. Confira abaixo a opinião de Martin Barre sobre QUEM é o JETHRO TULL hoje.

Foto: Site Oficial
Foto: Site Oficial

Headbangers Brasil: Na próxima semana você estará no Brasil e tocará em quatro cidades (São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte). O que os fãs do seu trabalho solo e do seu trabalho com Jethro Tull podem esperar desses shows? Serão quatro shows diferentes ou seguirão a mesma sequência de músicas?

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Martin Barre: Estou comemorando meu retorno ao Brasil depois de muitos anos de distância !!!! Principalmente, este é um momento fantástico para mim e para a banda. Foi por isso que esperamos tanto tempo para podermos ter uma reunião com todos os meus fãs. A história do TULL na América do Sul é muito importante e como fomos a primeira banda de rock a visitar o Brasil, crescemos juntos e temos emoções muito fortes.

HB: Você poderia falar sobre sua banda? Como você escolhe os músicos que acompanham você?

MB: Minha banda faz oito anos ... Eu tentei muitos músicos excelentes e, finalmente, tenho a banda com a qual eu sempre quis compartilhar um palco, mesmo desde os primeiros dias !! Dan Crisp é um ótimo vocalista / guitarrista e interpreta a música do TULL de maneira incrível. Alan Thomson é um músico muito maduro, de anos com John Martin, Pentangle e muitos outros; ele é um baixista muito talentoso. Darby Todd é, simplesmente, o melhor baterista com quem já toquei! Adam Wakeman é novo na banda, mas se encaixou perfeitamente imediatamente e é um ótimo tecladista. Dee Palmer escreveu todas as partes de cordas conhecidas do Jethro Tull e entende a música até do avesso. Com Adam, você escuta como as teclas soavam com Dee e John Evans no Jethro Tull originalmente.

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HB: Eu tenho algumas perguntas de alguns fãs. Erasmo Silveira quer saber como era o processo de composição e, depois, ensaio durante os anos 70. Ele quer saber principalmente quanto tempo normalmente levava para uma música complexa passar do rascunho para a gravação.

MB:Trabalhamos na composição e arranjo de músicas o tempo todo, na estrada ou no estúdio. Algumas levaram um dia, outras levaram semanas, pois nenhuma peça era a mesma em complexidade. Nossa ética de trabalho era (e ainda é!) muito, muito alta.

HB: Erasmo também quer saber se Ian Anderson geralmente dava sugestões/ordens em outros instrumentos.

MB:Muito raramente, uma vez que ele sabia que éramos totalmente capazes de cobrir todos os aspectos de nossos instrumentos. As vezes, eu sugeria uma linha de flauta para ele!!!

HB: Hilbeth Azikri pergunta sobre suas expectativas na turnê na América do Sul? O que você sabe sobre a música da América do Sul (e especialmente a brasileira)? Algum outro ponto específico causa interesse ou curiosidade em você em termos de nossa cultura (literatura, artes gráficas, comportamento das pessoas, ...)?

MB:Adoro viajar e a mudança de culturas, como sempre fiz. Viajar sempre foi um bônus que veio com o meu trabalho ... Eu nunca fico só sentado em um quarto de hotel. Exploro os arredores e conheço as pessoas sempre que possível. Ainda fico empolgado com a perspectiva de fazer turnês.

HB: Vamos falar sobre "Roads Less Traveled", como você viu a recepção deste álbum na mídia e pelos fãs? O que você acha que mais diferencia esse álbum, ou qualquer outro em sua carreira solo, do que você lançou com Jethro Tull?

MB:Estou muito orgulhoso de Roads Less Traveled... é aqui que meu coração está e eu amo escrever, organizar e produzir música. Trabalhar com outros músicos também é uma delícia. Eu acho que Roads less Traveled é a minha melhor composição até agora e espero que essa turnê na América do Sul também seja. Acredito que ele se encaixa perfeitamente com o estilo de Tull e reflete o envolvimento que tive na composição de Tull.

HB: Ian Anderson enviou recentemente uma comunicação afirmando claramente que Jethro Tull é apenas o que ele está envolvido. O que você achou dessa declaração e palavras?

MB:Não há banda no mundo que seja Jethro Tull por definição musical ... Eu não sou Tull e nenhuma banda também. Ian chegou a dizer muitas vezes que, sem Martin Barre, não seria Jethro Tull. Eu sou dedicado a interpretar e manter a música viva !!

HB: Como está seu relacionamento com Ian atualmente?

MB:Não vejo ou falo com Ian há 9 anos

Ian Anderson e Martin Barre. Foto: Wikipedia
Ian Anderson e Martin Barre. Foto: Wikipedia

HB: Recentemente, perdemos Neil Peart, do RUSH. Como essa notícia chegou até você? O que você diria sobre ele e a banda?

MB:Ouvi na internet e falei com Doane Perry (baterista do Tull), que era seu amigo mais próximo. Tenho muito orgulho que o Rush fosse fã do meu modo de tocar!! O Rush foi uma grande parte da história de Tull e uma enorme influência musical para mim. Ele é uma perda maciça para músicos de todos os lugares e fará muita falta.

HB: O que você diria sobre o Rock Progressivo hoje? As vezes, parece que sobrevive apenas como Progressive Metal, com bandas como DREAM THEATER e similares. Você concorda ou discorda disso? O que você pode dizer sobre isso?

MB:Progressivo é um termo que perdeu o foco, para que ninguém saiba exatamente o que é !!!! Dream Theater ... sim, Porcupine Tree ... sim. muitos outros ...??????

HB: Quais outras bandas dos anos 70 que você mais gostava?

MB:Eu amo os grandes compositores .. Stevie Winwood, Neal Young, Don Henly e sinto a música deles vivendo tão forte como sempre. Hendrix, Beck, Chicago, Zappa, Beefheart, pra citar algumas.

HB: Ainda falando em metal, o riff de guitarra do Aqualung parece bastante pesado para uma música escrita em 1971. Embora o Black Sabbath já tenha lançado seu álbum de estréia em 1970 e o, digamos, peso em Aqualung, esteja concentrado principalmente nesse riff, você acha que o Jethro Tull também esteve na base do que seria chamado posteriormente de Heavy Metal?

MB:Não ... porque eu toquei toda essa música e nunca me vi tão pesado de forma alguma ... Eu apenas me certifiquei de que Tull sempre fosse poderoso, agitado e dinâmico ... Eu nunca deixei ser menos que isso!

HB: Agora, por favor, deixe uma mensagem para todos os nossos leitores. Convide-os para o seu show. Diga o que você gostaria de dizer aos leitores brasileiros e fãs de Progressive Rock.

MB:Você leu minhas palavras ... elas não significam nada sem a música ... então para completar nosso "relacionamento" você deve vir e ouvir! ! Eu vou fazer você sorrir !!!!!!

Serviço - Celebrando 50 anos de Jethro Tull, com membros originais Martin Barre e grande banda no Espaço das Américas - São Paulo

Data: 05 de março de 2020 (quinta-feira)
Local: Espaço das Américas (Rua Tagipuru, 795 - Barra Funda - São Paulo - SP)
Abertura da casa: 19h30m
Início do show: 21h30m
Censura: 14 anos

Ingressos:
Setor Platinum: R$ 380,00 (inteira) e R$ 190,00 (meia)
Setor Azul Premium: R$ 300,00 (inteira) e R$ 150,00 (meia)
Setor Azul: R$ 240,00 (inteira) e R$ 120,00 (meia)
Setor A, B, C e D: R$ 200,00 (inteira) e R$ 100,00 (meia)
Setor E, F, G e H: R$ 140,00 (inteira) e R$ 70,00 (meia)
Setor PCD: R$ 70,00.

Compras de ingressos: Nas bilheterias do Espaço das Américas (de segunda a sábado das 10h às 19h - sem taxa de conveniência) ou Online pelo site Ticket 360

Call center Ticket360: (11) 2027-0777




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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