Jenner: banda sérvia concede entrevista inédita ao Bolha Musical
Por Rafael Fioravanti
Fonte: Bolha Musical
Postado em 08 de março de 2017
A Jenner é uma banda de thrash metal formada em dezembro de 2013, na cidade de Belgrado, capital da Sérvia (no sudeste europeu). É uma banda formada só por garotas. Apesar de elas estarem tão longe daqui do Brasil, a equipe do site Bolha Musical sentiu que elas mereciam uma voz. Uma grande vontade delas é que a música da banda chegue aos ouvidos dos Brasileiros, e para isso, nosso jornalista musical Rafael Fioravanti foi até elas para entrevistá-las.
Bolha Musical: "To Live is To Suffer" é o primeiro disco de estúdio da banda. O que vocês, garotas, fizeram questão de inserir nas músicas?
Jenner: Sim, "To live is to suffer" é nosso primeiro disco e estamos bastante orgulhosas dele. Nós não esperávamos que ele seria tão bem recebido quanto foi enquanto ainda o gravávamos. Todas as causas de sofrimento humano estão inseridas em nossas músicas, tal como doença, julgamento final, ganância, demônios internos, o inevitável, etc. Então nós colocamos tudo isso sob o nome de "To Live is To Suffer". As músicas são baseadas em solos de guitarra melódicos, riffs cativantes e em vocais altos. Toda parte rítmica já é mais sutil, compacta, e por isso as canções não ficaram sobrecarregadas, complexas e muito difíceis de entender. Alexandra, nossa guitarrista e compositora, conseguiu mostrar que o thrash metal pode ser audível e melódico. Ela fez o melhor que pôde durante a composição para deixar tudo certinho (e não aquele negócio chato e sem sentido, com riffs jogados, gritos desconexos e bateria rápida demais). Tudo foi elaborado com harmonia para criar um efeito infinito, assim o pessoal estaria pronto para tocar o disco várias e várias vezes.
Bolha Musical: Quais são as principais influências da banda?
Jenner: Nossas influências são, basicamente, bandas old school de thrash metal, como Anthrax, Exodus, Heathen, Overkill, coisas desse tipo. Nós também temos como influência bandas amigas daqui da Sérvia (como Alitor, Space Eater, Deadly Mosh, etc). Originalmente, a Jenner deveria ser uma banda old school de heavy metal – influenciada por Judas Priest, Grim Reaper e Warlock –, porém, depois de um ano de trabalho duro, a gente optou em mudar nosso estilo e tocar mais rápido, numa pegada mais feroz.
Bolha Musical: E qual a principal conexão do seu primeiro disco com o cenário da Sérvia? Eu não me refiro apenas ao cenário musical, eu me refiro também ao cenário político e cultural.
Jenner: A Sérvia é um país bem pequeno aqui na Europa e muita gente nunca ouviu falar dele. Isso, inclusive, acontece com nós, metalheads, aqui da Sérvia. Nós temos muita dificuldade também por parte da nossa mídia, porque nosso estilo musical não é parte da cultura daqui. Por isso foi preciso a gente construir aqui na Sérvia uma comunidade e uma subcultura (que é a nossa cena underground). Outra coisa que temos que destacar é que a política aqui em nosso país é difícil e poucas coisas a respeito dela podem ser encontradas na internet, embora muitas pessoas discordem disso. São poucas coisas que de fato chegam ao público. Somos limitados e eles ainda insistem em falar de liberdade de imprensa por aqui! A política afeta tudo e nós, que somos diferenciadas, acabamos sendo o problema maior. Ano passado, muitos bares onde a gente costumava tocar (e dar rolês) fecharam por aqui. Então a gente tenta lidar com as coisas do nosso jeito, a gente não desiste. Atualmente, somos ajudadas por muitos sites na internet. Eles sempre publicam coisas sobre nosso progresso, sobre os nossos discos e é basicamente assim que as coisas funcionam. Todas informações sobre nós podem ser encontradas apenas na internet.
Bolha Musical: Garotas, vocês ouvem alguma banda Brasileira de metal (ou alguma banda Brasileira de rock n' roll)? Se sim, qual?
Jenner: Nós tivemos a honra de abrir um show para uma banda Brasileira de metal, formada só por garotas, chamada Nervosa. O show aconteceu aqui em Belgrado, no dia 23 de junho de 2016. Elas são incríveis e a gente espera poder tocar junto com elas (e dar uns rolês) num futuro próximo.
Para continuar lendo a entrevista, acesse www.bolhamusical.com
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