Belphegor: religião é boa para ovelhas que não sabem tomar suas próprias decisões

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Detector de Metal
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Continuamos aqui nossa polêmica entrevista com Helmuth Lehner, do BELPHEGOR. Helmuth (vocal/guitarra), Serpenth (baixo/vocal) e Bloodhammer (bateria) já estão na América do Sul e se apresentam em 28/02 no Manifesto Bar, em São Paulo. Depois seguem para Minas Gerais, apresentando-se em 03/03 no Clube Aprigio, Campo do Meio. Com abertura da INNER DEMONS RISE e da KRAPULA, a banda se apresenta em 04/03 no Burburinho Bar no Recife. A última parada terá o ENCÉFALO como anfitrião no Teatro Boca Rica, em Fortaleza, no dia 5 de março.

Daniel Tavares: Especificamente para Fortaleza, onde eu moro, por que não pode qualquer fã de Black/Death metal não pode pensar em ficar em casa no dia 5 de março? Que mensagem você envia para Fortaleza?

Helmuth Lehner: Espero que um monte de pessoas do Metal comparecem a estas cerimônias, que prometem um inesquecível e excelente ritual de Death / Black Metal. O BELPHEGOR é um esquadrão ao vivo sim, e é claro que escavamos para destruir em nossas faixas com brutalidade extrema e precisão para as multidões em todo o mundo. Estamos ansiosos para a invasão da América Latina, ... vamos fazer dessas noites inesquecíveis e diabólicas, cheias de magia negra !!

Daniel Tavares: Juan Brujo, do BRUJERIA, é um dos artistas mais conhecidos a ser contra o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Eu às vezes faço perguntas difíceis, porque eu acredito que isso é interessante para nossos leitores. Perguntei a ele se ele conseguia ver alguma coisa boa no Trump. Então, para você, eu estou perguntando: você vê algo de bom nas religiões?

Helmuth Lehner: Tudo tem algo bom. A questão é, a religião é boa para livres pensadores, um indivíduo, artista ou xamã... para a horda de ovelhas que não são capazes de tomar suas próprias decisões é provavelmente uma coisa boa, deixar as outras pessoas decidir por suas fraquezas. Para outros como eu é apenas nojento. Eu sou Alfa. Eu não preciso de ninguém pra me dizer o que fazer ou como fazer as coisas na minha vida. Eu não rastejo, me curvo ou rezo para nenhum deus. Que eles se explodam..

Daniel Tavares: Bem, vamos seguir por outro caminho agora. Vocês são de Salzburg, o local de nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart, um dos maiores artistas que já viveu. Vocês acham que ser desta cidade teve alguma influência sobre vocês, trouxe alguma coisa para o seu som, teve alguma importância em sua carreira?

Helmuth Lehner: Eu sou certamente inspirado por compositores clássicos. Você tem que ser se você é da Áustria. Em cada LP você encontra algumas melodias /padrões clássicos - canções. Quanto ao MOZART, eu adoro a sua composição 'Requiem'…para mim, o ponto alto de seu legado. Em 'Blood Magick Necromance', nós tivemos, por exemplo, como maior inspiração para a canção 'In Blood - Devour This Sanctity' a 'Hungarian Dances', de Johannes Brahms, e usamos a melodia do refrão. Claro, com uma muralha sonora perturbadora de Death/ Black. Eu amo essa peça da arte de Brahms. É intensa.. cheia de energia negra. O mesmo vai para a obra 'Requiem', de Mozart. Ele a escreveu em seu leito de morte, sabendo que iria morrer brevemente e não poderia terminá-la. Isto é arte na sua forma mais pura.
Intensidade no fio da navalha, em equilíbrio na beira da morte, sentindo o hálito do ceifador respirando em seu pescoço... Isso é Death/ Black Metal em estilo clássico. Dê uma escutada... Você terá arrepios se você tiver um pouco de compreensão da arte arcaica, teatral e obscura. Escrever música, criar... enquanto está morrendo, o que poderia ser mais intenso... ou eu deveria dizer, mais perfeitamente insano?

De qualquer forma, um segredo aqui. No novo LP nós teremos uma faixa bombástica chamada 'The Devil's Son'. Ela lida com a estória de vida de Nicolau Paganini. Sua virtuosidade com o violino, suas técnicas inumanas enquanto tocava, que levava às pessoas a ideia de que ele era possuído e tinha um pacto com o diabo. Muito interessante... A canção é muito clássica, com guitarras fritando e bateria muito rápidas. Eu não quero revelar mais aqui...

Daniel Tavares: E já que estamos falando de influências, há uma pergunta que eu sempre faço a todos os meus entrevistados. O que você sabe sobre a música brasileira? Há algum artista que você goste, que escute em sua casa ou mesmo que tenha tido qualquer influência sobre a sua música?

Helmuth Lehner: Eu apoio o que eu gosto e ignoro o resto. Sou muito mente aberta quando o assunto é música. Eu vasculho tudo relacionado de a Rock, Hard Rock, Metal a música extrema. Além disso, eu adoro compositores clássicos e engenhosos, o dedilhamento rápido da guitarra flamenca. Eu sempre tenho um pouco de inveja quando eu ouço ou vejo um guitarrista flamenco. A sua magia, tão inspiradora e magnificente para mim, o ataque, a velocidade, o tom... a paixão quando eles tocam. Quero dizer, guitarristas habilidosos que tocam muito dinâmica e agressivamente com sua própria afinação e assinatura de som em geral. Claro que os nossos amigos do KRISUN são a nossa banda de Death Metal brasileira favorita.
Considero pra caralho estes irmãos. Nós excursionamos com eles por 7-8 semanas pela América do Norte, se bem me lembro. Foi em 2007 ou 2008? Tantas boas memórias - tivemos muitos excessos na estrada com esses caras haharrr. Sim, nós divertimos bastante. Os irmãos suecos do UNLEASHED eram a atração principal. Foi um grande faturamento naquela época também. Considero demais esses caras.

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Daniel Tavares: Você está com a Nuclear Blast desde 2005, depois de trabalhar com a Last Episode (que você chamou de rip-up label) e com a Napalm Records (que você disse que não lhe oferecia apoio suficiente). Você considere assinar com a Nuclear Blast tem dado o alcance necessário para a banda?

Helmuth Lehner: Eu não gosto realmente de falar sobre a indústria ou negócios, nem de reclamar. A Nuclear Blast tem boa distribuição e eu nos garante um orçamento sólido para trabalhar em bons estúdios etc. O que sempre é o nosso principal objetivo, para forjar um álbum do BELPHEGOR com um som brilhante. É por isso que ensaiamos tanto quanto possível e estamos bem preparados quando entramos no estúdio e começamos a gravar. Nós estamos definitivamente sempre visando um som brilhante e agressivo. O novo LP é o #VI para Nuclear Blast e todos ficaram excelentes. Nós assinamos um outro contrato com eles anos atrás depois de 3 LPs para mais três e este é o último, o sexto LP para a Nuke Blast. Vamos ver onde a nossa viagem vai depois disso.

Daniel Tavares: Vamos terminar com uma mensagem para todos os fãs brasileiros do Belphegor, principalmente para aqueles que vão assistir a um dos shows da próxima turnê.

Agradecemos pelo espaço e estejam preparados para o nosso novo LP em meados de setembro. Esperem por uma overdose de Metal, extremo e brutal!!! Hails para o Brasil. Não posso esperar para rasgar para vocês, demônios, novamente. Uma honra - este horror ..

Leia a primeira parte da entrevista no link abaixo.
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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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