Stress: um resumo da história da banda pelo vocalista/baixista Roosevelt Bala

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Por Écio Souza Diniz, Fonte: Pólvora Zine
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A década de 80 foi o período de explosão do Metal brasileiro e apesar das dificuldades em se manter uma banda e gravar um disco naquela época, vários clássicos foram lançados. Agora, se já era difícil para bandas da região sudeste do Brasil que vinham despontariam por volta de 1985/1986 como CENTURIAS, DORSAL ATLÂNTICA, HARPPIA, METALMORPHOSE, entre outras, tente imaginar como deveria ser a aventura de uma banda da longínqua Belém (PA). Pois então, foi exatamente desta cidade que veio o STRESS, o grupo que com a cara e coragem se aventurou no Rio de Janeiro para gravar o primeiro álbum de Heavy metal do Brasil, autointitulado “Stress” (1982). Com idas e vindas a banda está firme na ativa e participando de diversos projetos e eventos históricos que tem sido realizados nos últimos anos para celebrar as bandas clássicas deste período e manter a chama acesa de nosso bom e velho Metal brazuca cantado em português. O vocalista e baixista Roosevelta Bala é quem nos conta aspectos gerais sobre a trajetória da banda, fazendo-o de uma forma bem informativa e desenvolta.

PÓLVORA ZINE: O STRESS foi a primeira banda brasileira a gravar um LP completo de Heavy metal (nota: em 1982), contrariando todas as probabilidades, visto o fato de serem de Belém do Pará, uma localização até então bem distante do sudeste do país onde a cena era mais abrangente. Relembre-nos um pouco sobre a aventura que foi irem até o Rio de Janeiro para voltar com o disco gravado, os principais desafios e o que isso representa hoje para você.

ROOSEVELT BALA: Era infinitamente mais difícil gravar um disco naquela época, os custos eram altíssimos, equivalente ao de um apartamento de dois quartos. Não havia mais o que fazer, já tínhamos tocado nos melhores e mais conceituados teatros e ginásios da cidade, era preciso seguir à diante. Através de um amigo (o Profeta), contatamos o estúdio Sonoviso, no Rio, que nos garantiu que saberia gravar o nosso estilo Rock, já tinham feito isso várias vezes e dispunham de todo equipamento necessário para a gravação. Juntamos dinheiro com shows, vendemos objetos, pedimos pros pais e pegamos um ônibus pra enfrentar três dias de estrada até o Rio. Ficamos numa modesta pensão no Catete, dividindo beliches num único quarto. Ao chegar no estúdio nos foi oferecida uma bateria toda fodida, quebrada e desmontada, jogada num canto de uma saleta. Usamos barbantes e fita adesiva pra deixa-la armada. Recebemos a informação de que todo o equipamento prometido (bateria, efeitos, pedais, instrumentos..) deveria ser alugado.
Finalmente começamos a gravar, tínhamos de ser rápidos, a grana estava curta e a hora de estúdio era uma facada. Começamos a perceber que os caras não manjavam porra nenhuma de gravação de Rock pesado. Chegaram ao cúmulo de propor que tocássemos sem distorção, que eles dariam um jeito de colocá-la na mixagem. Tratamos de fazer nossa parte, tocamos como se estivéssemos num show, com toda fúria e crueldade que as músicas pediam, afinal, naquele momento estávamos registrando anos de trabalho e defendendo nossas ideias e pontos de vista não só sobre a música em si, mas, sobre o cenário social injusto para a maioria das pessoas. Gravamos tudo em 16 horas, foi meio “nas coxas” mesmo, não tínhamos mais grana pra pagar outras horas de estúdio e ainda teria a mixagem. Quando tudo terminou tivemos a certeza de que os caras não estavam preparados pra gravar Rock pesado. Ficamos extremamente decepcionados com o resultado, esperávamos algo compatível com o que estávamos acostumados a ouvir. Não havia mais nada a fazer, não tínhamos mais recurso pra refazer qualquer coisa, nem pra pagar as horas extras de mixagem. Esperamos o técnico de som ir ao banheiro e fugimos com a fita mixada.
Relutamos muito em prosseguir com a produção desse disco, tamanho nosso desapontamento. Resolvemos, então, fazer uma tiragem mínima de 1000 cópias , só pra termos um registro oficial das músicas e não jogar fora a grana já investida. Juntamos mais dinheiro e fizemos a prensagem. O show de lançamento aconteceu no estádio do Payssandu, no dia 14 de novembro de 1982, para uma plateia estimada em 20.000 pessoas, um record absoluto que persiste até hoje para eventos musicais locais. Esse disco foi o grande responsável pelo pioneirismo da banda, é o registro de que aqui em Belém nós fazíamos Heavy Metal, antes dos grandes centros, é o marco zero do Metal brasileiro, devemos muito a essa obra, seria um grande erro deixar de lançá-la pela baixa qualidade de gravação. Ainda bem que mudamos de idéia.

Com o crescimento da popularidade do Heavy metal na mídia brasileira vocês decidiram após o primeiro álbum tentar a sorte se mudando para o Rio. Assim, em 1985, apenas três anos depois lançaram o excelente “Flor atômica”, que foi relativamente bem divulgado, inclusive com o vídeo clipe da faixa título sendo veiculado no antigo programa “Fantasia”, numa época que este tipo de divulgação era incomum. Hoje, Como você analisa ambos o processo até o lançamento deste disco e sua qualidade musical?

ROOSEVELT BALA: Com a frequência dos shows no Rio tivemos de tomar uma atitude arrojada e de grande impacto pras nossas famílias e pra banda. Resolvemos nos mudar para o Rio, não dava pra ficar indo e vindo constantemente. Larguei meu emprego concursado na Petrobrás (a grana era preta) e o André (batera), recém formado em Direito com emprego na mão, embarcou nessa comigo. O Leonardo (teclado) não encarou, tinha cursos de pós-graduação – robótica era um deles – pra fazer em vários países diferentes (o cara é meio gênio, aliás, só pra ilustrar, os caras da banda eram – são – pessoas extremamente inteligentes e criativas, beirando a genialidade, por isso, quase esquisitos, eu diria). O Pedro (guitarra) já tinha se mudado pra França, pra estudar ciências políticas, estávamos contando com Paulo Gui (atual guitarrista) para fazer os shows no Rio. Mas, ele também não pôde nos acompanhar nessa “aventura suicida”, era ele quem sustentava a família. Contatamos um dos membros da banda METAL PESADO de Niterói, que tinha feito a abertura de um show nosso no Circo, a qual nos agradou bastante. Alex Magnum assumiu a guitarra e pediu que aceitássemos o Bosco no baixo, fiquei, então, só como vocalista e não teríamos mais teclado. Tudo isso aconteceu no início de 85, dali a pouco aconteceria a primeira edição do “Rock ‘in’ Rio”. Com a vinda de várias bandas consagradas de Heavy metal para o festival, criou-se a expectativa de que o mercado fonográfico para esse tipo de produto seria aquecido. No entanto, a gravadora Polygram foi a única das grandes que resolveu “investir” (já explico). O produtor João Augusto, hoje presidente da Warner, através de sua produtora – Deck Produções – entrou numa parceria com a Polygram para a produção do disco. Antes, porém, ele fez uma minuciosa pesquisa com produtores de shows e eventos pra obter à indicação unânime de que o STRESS seria “a banda” para o seu projeto. Um pouco antes de recebermos a confirmação da Polygram fomos convidados pra compor a coletânea “SP Metal”, mesmo não sendo paulistas. Mas, tudo se confirmou e teríamos um disco só nosso, com o apoio de uma multinacional, isso era fantástico, estávamos a menos de um mês morando no Rio e já tínhamos conseguido tal proeza. O ritmo de composições acelerou bastante, precisávamos de 10 músicas pra compor o disco, a gravação tinha data certa pra começar. Resolvemos incluir as músicas “Mate o Réu” e “Sodoma e Gomorra” do primeiro disco, pois além de serem cultuadas pelos roqueiros, tínhamos em mente que poucos no Brasil as conheciam, pelo fato de termos feito 1000 cópias daquele disco e boa parte delas foram consumidas em Belém. A gravação foi corrida, não havia muita verba para aquele projeto. Tivemos a infelicidade de nos deparar com um problema técnico durante a gravação das guitarras, os alto-falantes do amplificador de guitarra estavam estourados e não seguravam a potência necessária pra dar aquela distorção “desgracenta” que precisávamos pra dar peso às músicas. Conseguimos apenas uma modesta saturação, o que foi uma pena, pois fico imaginando aquelas músicas tocadas com uma distorção de verdade. Não tinha como trocar a caixa, era madrugada e o estúdio era lá na Barra, perderíamos horas preciosas de gravação, já que naquele dia estávamos preparados e programados somente pra gravar as guitarras, nada podia ser adiado. Ainda tivemos outro problema, que só foi percebido quando pusemos o disco pra tocar, a faixa “Forças do Mal” veio sem o vocal, o técnico de edição selecionou o BG, a versão sem voz que se costumava ter não sei exatamente o porquê, talvez pra fazer colocando a voz em programas de TV ou coisa parecida. Como a música tem uma base fantástica, toda trabalhada, passou como instrumental, quase ninguém sabe disso (há dois anos botei voz nela e virá assim no relançamento do “Flor Atômica”). Contratempos à parte, era grande a expectativa em torno desse lançamento, afinal, seria o primeiro (e único) disco de Heavy brasileiro lançado por uma gravadora multinacional à época. As revistas, jornais e rádios deram um bom apoio promocional e teceram críticas elogiosas ao disco e à banda. Fizemos até apresentações em alguns programas de TV, inclusive o da Xuxa, quando era na extinta TV Manchete. Porém, toda a publicidade conseguida foi aquela em que não se gasta nada, sabemos que os programas de ponta nas principais redes de TV do país carecem de um investimento financeiro, que hoje e sempre fez parte dos custos de divulgação de qualquer artista. A Polygram não reservou nenhuma verba de divulgação para o “Flor Atômica”, se hoje ele é conhecido por uma boa parte dos roqueiros brasileiros, deve-se ao interesse e o apoio que as revistas especializadas e os fanzines (com o seu trabalho heroico) deram a essa obra.

Um dos grandes exemplos da fidelidade do STRESS ao Metal foi a criação de um circuito Underground no Caverna no Rio de Janeiro, no qual várias bandas iniciantes, dentre elas o SEPULTURA, tiveram oportunidade de mostrar seu trabalho através da abertura de shows de vocês. Você acha que hoje em dia esta união colaborativa entre as bandas, produtores e até mesmo publico está mais fraca ou forte do que no passado, principalmente com relação a bandas mais novas?

ROOSEVELT BALA: Nos meados dos anos 80, apesar do surgimento de bandas pesadas em todos os cantos do país, o movimento perdeu força, pelo “racha” que aconteceu no movimento, refletindo diretamente na quantidade do público que costumava frequentar os shows. Havia até uma “richa” entre admiradores de estilos diferentes, surgia aí o Radicalismo, a pior “praga” que o Rock já enfrentou. O STRESS, pela sua história de pioneirismo e respeito conquistado, era uma das poucas bandas que podia tocar em qualquer tipo de evento, desde os mais pops (com as bandas do Rock Brasil) até os mais undergrounds (com pessoas dos estilos hardcore, punk, thrash…). Nesse contexto, o STRESS ainda representava a possibilidade de uma banda pesada dividir o palco com artistas consagrados da música brasileira, sempre tocando para um público numeroso e variado, tirando aquela falsa imagem criada pela Globo de que o Metal era sinônimo de violência, vandalismo, radicalismo e mediocridade musical. Éramos bem recebidos por todas as tribos, fizemos muitos amigos nas várias vertentes do Rock, pois sempre levantamos a bandeira do Rock pesado como uma evolução do bom e velho Rock’n’roll, violência só no palco. Tínhamos em mente que o Rock pesado brasileiro poderia ganhar as rádios e lotar estádios sem perder sua essência e filosofia. Apostávamos nisso, pois a diferença musical, sonora e cênica das bandas pesadas – que tinham como referências as performances de IRON MAIDEN, SCORPIONS, JUDAS PRIEST etc… – era gritante quando se apresentavam ao lado de LEGIÃO URBANA, KID ABELHA, TITÃS, LOBÃO e outros do gênero, em festivais de Rock que ofereciam aquela mega-estrutura que dava prazer em tocar. Mas, o radicalismo foi dominando a cena e poucos conseguiram superar a fase difícil que estaria por vir. Tornar-se-ia impossível a convivência pacífica entre as diversas facções do Metal.

Qual foi a principal motivação para o retorno de vocês após a decisão de pausar a banda lá pelos idos de 1986, que culminou no lançamento de “Stress III” (1994)? Qual o principal diferencial para você dele em relação ao “Flor Atômica”?

ROOSEVELT BALA: Por não abrirmos mão do estilo pesado não conseguimos gravar um outro disco depois do “Flor Atômica” pela mesma gravadora, a Polygram. Vivíamos exclusivamente da grana dos shows e precisávamos nos manter morando no Rio, não podíamos sobreviver só com a grana dos shows alternativos, que, além de pouco frequentes, não rendiam bons cachês. Como estávamos fora da “panela”, sem uma grande gravadora a nossa participação em eventos maiores começou a diminuir. Ficou impossível continuar morando no Rio. Resolvemos dar um tempo e esperar uma reviravolta no cenário musical vigente, tínhamos esperança de que chegaria o dia em que as bandas voltariam a ter autonomia nas composições e conseguir bons contratos pelo seu próprio som, sem cabrestos e/ou castrações. Se morássemos mais perto do Rio ou São Paulo acredito que teríamos resistido mais. O nosso maior problema é que nossas famílias (nosso apoio nas horas difíceis) estavam a 3.000 km de distância, de onde estou escrevendo agora (Belém do Pará). A reviravolta no cenário musical que esperávamos não aconteceu, assim, tomamos rumos diferentes, afinal, a vida não para. Passaram-se quase oito anos e nos reunimos numa das férias do André, aqui em Belém, em 95. Resolvemos fazer uns ensaios pra matar a saudade, dali surgiram algumas composições que decidimos gravar em estúdio uma demo. Como as demo tapes já haviam dado lugar aos demo CDs, achamos por bem registrar as músicas num CD independente, o “Stress III” . Só 500 cópias foram feitas e rapidamente vendidas. Trata-se de um disco experimental, com muito Hard rock, Rock’n’roll e umas pedradas também, tem músicas excelentes e umas duas ou três que fizemos meio na sacanagem mesmo (Risos). Tal qual os outros dois álbuns, este é uma raridade também, muito procurado. Ainda fizemos um belo show de lançamento em Belém e outro no Rio, mas foi só isso, o mercado tava o pior possível pro Rock em geral e estávamos cheios de compromissos particulares. Não foi dessa vez que a banda sentiu que poderia voltar efetivamente à estrada, não era um momento bom para o Rock no Brasil.

Um dos marcos da carreira da banda foi a mais do que merecida abertura para o IRON MAIDEN em Belém no ano de 2011. Fale-nos um pouco desta experiência.

ROOSEVELT BALA: Foi a realização de um sonho de garoto. Era inimaginável pra nós, nos meados dos anos 70, que um dia pudéssemos assistir a um show do IRON MAIDEN. Imagina tocar junto com eles? Era o maior evento das nossas vidas até então. Fizemos um show excelente, colocamos a multidão pra bater cabeça conosco, tocamos só clássicos, cantaram tudo, em voz alta, com muito orgulho de estarmos representando eles, os roqueiros de Belém. O show foi tão porrada, com o público participando ferozmente, que os caras do IRON MAIDEN foram para trás do palco assistir, isso não é comum. Fomos aplaudidos pela equipe deles na saída do palco, e considerados a melhor banda de abertura da turnê, com elogios nos site deles… Tudo perfeito, histórico e inesquecível!

Outros fatos importantes foram o lançamento do DVD “Stress ao vivo” (2007) e a participação como uma das bandas brasileiras no documentário “Global metal”. Como foi exatamente o saldo desses lançamentos para o STRESS?

ROOSEVELT BALA: Tínhamos pouquíssimos registros ao vivo, apenas alguns vídeos raros e mal gravados. Achamos que era hora de registrar uma apresentação da banda em tempos atuais, com boa qualidade de som e imagens. Este DVD de 2007 teve poucas cópias feitas, mas alguns vídeos extraídos dele tiveram muitas visualizações no Youtube, tornando a banda bem mais conhecida, especialmente do público mais jovem. A participação no “Global Metal” foi uma grande honra, estar no meio de ícones como SABBATH, DIO, IRON, MOTORHEAD, entre outros, é algo que não esperávamos. Nos encheu de moral.

Nos últimos anos o STRESS tem tocado com muita frequência, participando de grandes e importantes festivais como o “Super Peso Brasil” em 2013 organizado por André Bighinzoli (METALMORPHOSE) e Ricardo Batalha (ROADIE CREW), que culminou num DVD/CD homônimo lançado por meio da renda obtida com uma campanha de financiamento coletivo idealizada por André Bighinzoli (METALMORPHOSE) e também saiu no documentário “Brasil Heavy metal” lançado agora em 2016. Acredito que este é o melhor momento da história de vocês, o que você acha?

ROOSEVELT BALA: Concordo contigo. Não estamos direto na estrada, nossas vidas particulares dificultam isso. Entretanto, selecionamos alguns eventos para participar, onde temos certeza de que vai valer a pena. O “Super Peso Brasil” foi a maior reunião dos ícones do Metal brasileiro de todos os tempos, só caras fodas circulando e interagindo nos camarins e no palco. Vi pessoas chorando de emoção, eu mesmo fiquei balançado com aquele encontro histórico. Acho difícil acontecer algo parecido novamente. O documentário “Brasil Heavy Metal “ é o maior e mais importante registro dos primórdios da nossa cena pesada, contando com cenas e depoimentos maravilhosos. Nossa música foi escolhida por unanimidade pra ser o tema do documentário, pois retratava na sonoridade, na melodia e na letra, tudo o que os primeiros Headbangers brasileiros sentiam e viveram nos anos 70/80. Hoje ela é um dos maiores hinos representativos desse movimento, todos cantam conosco, impossível de não constar no nosso set list. Estamos com muito boa visibilidade e reconhecimento atualmente, até mais do que antes!

É interessante notar que o Heavy tradicional cantado em português tem ganhado muita força nos últimos 10 anos revelando excelentes bandas ao cenário nacional. Como você enxerga esta forma de continuação do que vocês e outras bandas clássicas iniciaram na década de 80?

ROOSEVELT BALA: Somos ferrenhos defensores do Metal 100% Brasileiro, aquele cantado em Português, pois é muito mais difícil compor e cantar na nossa língua, as palavras devem ter boa sonoridade e, sobretudo, uma mensagem de bom conteúdo, não dá pra falar abobrinhas. Por tudo isso eu acho muito “peito” a garotada que canta em Português, não é pra qualquer um. Espero que essa tendência se amplie e se multiplique, que nossos “herdeiros” sigam levantando essa bandeira, que nosso legado perdure. Deixando claro que respeitamos as bandas que cantam em Inglês, absolutamente nada contra, cada um com seu estilo e objetivos. O nosso intuito é fazer com que os brasileiros entendam imediatamente as nossas mensagens, sem precisar de tradução.

Algo que seria muito bem vindo é o quarto disco do STRESS. Essa possibilidade é real para um futuro próximo? No geral, quais são os seus planos no momento?

ROOSEVELT BALA: Faz tempo que não gravamos um álbum completo. Nos últimos anos lançamos três singles: “Coração de Metal”, “Brasil Heavy Metal” e recentemente “Heavy Metal é a lei”. Todas se tornaram hinos, são muito pedidas e cantadas por todos nos shows. Em 2017 vamos completar 40 anos desde o primeiro show em 1977. Achamos que é um bom momento para lançar um álbum inédito. Já começamos a gravar as baterias, em breve vamos inserir os demais instrumentos e os vocais. Preparem-se, vem pancada por ai, em alto nível!

Aproveitando, agradeço ao Écio Diniz, pela oportunidade de contar um pouco na nossa história, e deixo aqui um “pesado” abraço aos leitores do PÓLVORA ZINE, direto da Selva Amazônica!

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Sobre Écio Souza Diniz

Graduado em Ciências Biológicas e pesquisador na área de Ecologia e Evolução vegetal, sempre foi aficionado por leituras sobre o mundo do Rock/Metal. Além do metal, tem como paixões filmes de terror e épicos. Já participou como vocalista de várias bandas de Death/Grind, mas como nenhuma vingou se encontrou melhor em redigir matérias, fundando há alguns anos atrás o Pólvora Zine. Colabora também com vários sites especializados e com a revista Roadie Crew. Suas bandas preferidas são Iron Maiden, Black Sabbath, Dio, Dorsal Atlântica, Candlemass e Sarcófago.

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