Maestrick: buscando novos caminhos e prontos para o segundo álbum

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Por Junior Frascá
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Por Junior Frascá.

O MAESTRICK é sem dúvida uma das bandas mais ousadas e criativas do atual cenário do prog metal, não apenas nacional. Se bem que não é tão simples assim classificar a sonoridade dos caras!Com uma proposta diferenciada, unindo várias formas de arte em sua obra, que não se resume exclusivamente à música, a banda se destacou após o lançamento de seu debut, "Unpuzzle!", em 2011, que foi aclamado pela mídia especializada nacional e internacional. E agora, prestes a lançarem seu novo trabalho, os caras colocam no mercado um EP de covers, para preparar os fãs para o que virá. Conversamos com Heitor Matos e Fabio Caldeira, que nos contam um pouco sobre a repercussão do primeiro trabalho da banda, o novo EP, e o que esperar do novo álbum. Confiram:

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Olá pessoal. O primeiro disco do MAESTRICK, "Unpuzzle!", lançado em 2011, foi um dos grandes destaques do mercado nacional naquele período. Quais foram os principais frutos colhidos por vocês após o seu lançamento?

Heitor Matos - Em minha opinião, o maior fruto que colhemos foi o reconhecimento do público, mas estamos muito felizes com tudo que conseguimos no primeiro álbum da banda.
Já fizemos show em dois países que nos acolheram muito bem, Peru e Argentina, tivemos uma gravadora alemã, o álbum foi aceito muito bem pela mídia no geral, enfim... Foi ótimo!

Fabio Caldeira - Um elogio como esse seu com certeza é um dos frutos que colhemos. Nós queríamos mostrar que o Maestrick existia e que tínhamos uma proposta embasada fortemente no que acreditávamos e certamente, ainda acreditamos. É algo que com certeza superou as nossas expectativas e nos deu um senso de responsabilidade maior ainda para o segundo disco. O principal sentimento que o exercício de olhar para trás nos traz é simplesmente a gratidão.

Olhando para trás, vocês se sentem satisfeitos com o debut, ou mudariam algo nele?

Heitor - Essa é uma pergunta bem legal. Eu ouvi uma entrevista do nosso produtor, o Adair Daufembach, onde ele disse algo como: "O ideal para um disco de uma banda seria: Compor, tocar por um ano as músicas e depois gravar o disco". Daí eu pensei... Esse seria mesmo o ideal, porque nós que estamos em constante estudo, tentando aprender coisas novas, sempre vamos olhar pra trás e pensar: "Porra, eu poderia ter colocado isso nessa música, ter feito com uma dinâmica diferente aquela música..." Mas como um todo e conversando com os caras depois de algum tempo do lançamento do "Unpuzzle!", nós vimos que era o que tínhamos para a época e sem dúvida ficamos muito felizes com o resultado.

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Fabio - Totalmente satisfeitos e não mudaria absolutamente nada! A palavra álbum, que é usada como sinônimo de disco, é simplesmente perfeita se você parar pra pensar. Um álbum é um registro de um momento, um conjunto de algo importante, que sejam fotos, músicas, e o "Unpuzzle!" foi pra gente isso, um exato reflexo do momento que estávamos, de quem éramos e o que buscávamos. Eu olho para aquela época com muito carinho, inclusive para as dificuldades, que foram muito importantes para chegarmos fortes até aqui. Temos muito orgulho do disco e dos aprendizados que tivemos com o produtor Gustavo Carmo, que se tornou um grande amigo.

E como vocês vêem a banda hoje, após esse primeiro lançamento, e estes anos de estrada posteriores?

Heitor - Acho que depois do que fizemos e passamos até agora, o que é pouco ainda, vejo que "cada época é cada época". Hoje nós trabalhamos para o Maestrick e sabemos onde queremos chegar.
É como se a banda tivesse atingido a idade adulta agora!

Fabio - Isso que o Heitor falou é muito importante, de entender o momento e concordo com ele. Hoje nós somos adultos, começando nossas famílias, incorporamos outros valores e responsabilidades, como músicos somos mais experientes e, portanto, estamos mais conscientes de quem somos e do que precisamos fazer para chegar onde queremos e, se depender do nosso esforço e trabalho, vamos chegar.

Vocês também lançaram recentemente um EP de covers, denominado "The Trick Side of Some Songs". Como se deu a escolha das faixas e bandas "homenageadas", e porque lançaram um EP de covers antes do novo álbum?

Fabio - Nós sempre tivemos a ideia de lançar algum registro de covers e entre os dois discos autorais foi o momento perfeito. Primeiro porque não queríamos um tempo ainda maior entre os dois sem lançar material novo, e essa homenagem foi muito sincera, para bandas que nos inspiram e um presente para o público que nos acompanha. No final percebemos também que acabou sendo um rito de passagem, uma linha divisória entre o projeto novo e o antigo.

Duas das versões, em especial, me chamaram muito a atenção: "Rainbow Eyes", do RAINBOW, justamente pela carga emocional envolvendo inclusive o falecimento do mestre Dio; e "Yes, It's a Medley", trazendo trechos de várias faixas do YES. Falem-nos um pouco sobre estas duas versões.

Fabio - A "Rainbow Eyes" acabou entrando no EP como bônus, porque tinha sido lançada meses antes como um clipe tributo aos cinco anos de falecimento do Dio, com a Orquestra OBA. Foi uma homenagem que já vínhamos planejando há um tempo e foi um sonho realizado.
Agora o medley do Yes foi um desafio que nós nos propusemos, coisa que sempre fazemos (risos), e todos abraçamos. Como tínhamos pouco tempo pra arranjar e gravar os covers, pois as gravações do disco novo já tinha sido agendadas, nós decidimos por escolher o formato medley, mas não queríamos algo como uma "colcha de retalhos", nossa ideia era de fazer uma faixa com formato de música mesmo, ou seja, com movimentos que se interligariam e formariam algo uniforme. Não preciso dizer que foi uma tremenda aula pra todos nós, e um desafio particular para mim como cantor. A voz e interpretação do Jon Anderson são únicas, então eu precisei fazer algo que não destoasse com o original, mas não poderia soar como uma cópia. Espero que quem ouviu tenha achado que consegui passar no teste.(risos)

Alias, vocês estão prestes a lançar o segundo trabalho autoral da banda. O que os fãs podem esperar, algo na linha de "Unpuzzle!", ou vocês pretendem trilhar por caminhos não antes explorados?

Heitor - Acho que agora eu entendo o porquê das bandas falarem que o próximo álbum será inesperado e tal... Como nós estamos totalmente envolvidos com isso no momento, não temos como não falar que vai ser animal. E vai!. O álbum será diferente, eu acho, mas ainda terá "Maestrickisses"! (risos). Exploramos outros mundos, e países!(risos)
Lembrando que teremos um disco duplo lançado em duas partes, então além das músicas dessa primeira parte, terão as outras que temos muito delas já encaminhadas.

Fabio - Como o Heitor disse, eu reitero: será um disco do Maestrick no mais amplo sentido da palavra. Teremos elementos novos, algumas participações especiais, instrumentistas e cantores. A pesquisa foi muito grande, creio que maior do que a do "Unpuzzle!" que já foi grande. Estamos nada menos do que ansiosos pra finalizar as gravações e lançar o disco.

Como foi o processo de composição do novo álbum? Todos os integrantes participam das composições, ou há um compositor principal?

Heitor - Nós sempre prezamos o lance de grupo no geral, sempre trabalhamos as idéias juntos.
Acho que assim fica com mais cores as músicas, mas isso é o que funciona pra nós, talvez pra outras bandas não.

Fabio - O fato de estarmos há dez anos juntos, nos trouxe um entendimento da importância do papel de cada um no processo de composição. Cada um tem a sua maneira de somar ao trabalho final e ninguém tem mais peso e valor que outro em uma decisão, por exemplo. Por isso eu digo que foi muito tranquilo e intenso.

O novo álbum também será conceitual? Se sim, conte-nos um pouco sobre o conceito lírico abordado.

Heitor - O novo álbum terá um conceito, mas as músicas não terão ligações diretas umas com as outras. O que posso adiantar é que esse disco terá bastante das nossas vidas nas letras, melodias, divisões e harmonias.

Fabio - Exatamente. O projeto se chama "Espresso Della Vita" e retrata uma viagem de trem de um dia, onde essa primeira parte, que se chama "Solare", terá doze músicas representando as doze horas do dia. É um disco muito emocional e intenso. Ele é uma metáfora para a nossa vida, onde entramos no trem no dia que nascemos. Vemos diversas paisagens, conhecemos pessoas, mudamos de vagão, as vezes presenciamos pessoas queridas descendo nas estações, outras entrando. É algo muito simbólico e procuramos retratar de acordo com as nossas perspectivas e experiências de vida.

E qual a previsão de lançamento do trabalho, e em que fase se encontram as gravações? Por que tanto tempo para lançarem esse segundo trabalho?

Heitor - A previsão é para o fim do ano de 2016. Ainda temos muito que fazer pra deixar esse disco como queremos! Estamos em fase de gravações das guitarras, mas estamos mexendo com os teclados e pensando na logística de gravações dos instrumentos extras.
Com relação ao tempo de um disco pro outro... Nós, como fãs, também gostamos de ouvir coisas novas, mas compor um disco envolve muita coisa. As vezes é melhor esperar um tempo maior e fazer algo com mais coração. Passamos por trocas de integrantes, alguns problemas familiares, então acho que foi um conjunto de coisas que fez demorar um pouco mais pra concluirmos as composições do novo álbum, mas daqui a pouco vamos ouvi-lo. Eu também estou muito ansioso pra ouvir tudo pronto!

Fabio - Já foram gravados bateria e baixo e muita coisa dos teclados já está adiantada. Sobre o tempo entre um disco e outro, existe o fator de que o Maestrick sempre procura unir diversos universos artísticos, então até que tenhamos algo que nos convença em termos conceituais, musicais e líricos, a pesquisa é intensa e muito grande. Esse disco, por exemplo, terá vários conceitos e referências para quem buscar. Então, mais do que um conjunto de músicas que represente algo pra nós, temos tudo que permeia o disco conectado.

Após o lançamento do trabalho, quais são os planos da banda para o futuro? Já há previsão de um tour de divulgação do disco, ou lançamento de um DVD ao vivo?

Fabio - O ano que vem será focado nos shows e na divulgação da primeira parte do projeto. Nossa ideia é começar a gravar a segunda parte, a Lunare, no começo de 2018 para lançar no final do ano. Aí um DVD não será uma má ideia, já que teremos material suficiente pra fazer um duplo!(risos)
Planos não faltam por aqui, mas temos muito trilho pra correr até que isso aconteça! Até lá estaremos trabalhando e muito para que tudo aconteça da melhor forma possível.

Obrigado pessoal. Por favor, deixe um recado final para nossos leitores.

Heitor - Valeu galera pelo apoio, nós estamos muito ansiosos pra ouvir e mostrar o novo álbum pronto. Abraço a todos.

Fabio - Agradeço ao espaço, pela entrevista e desejo o melhor para a vida de todos vocês! O trem do "Espresso Della Vita" já está a caminho e trará o melhor de cada um de nós mais uma vez. Luz, paz e arte, meus amigos!

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Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

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