Silver Mammoth: entrevista para o site FullRock

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Por Fabio Pitombeira, Fonte: FullRock, Press-Release
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Matéria originalmente produzida para o site FullRock


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Um dos gêneros mais respeitados e cativantes do planeta é, sem sombra de dúvidas, o Classic Rock. Desde o início, o Black Sabbath ditava a nova ordem mundial, influenciando as mais diversas bandas mundo afora, que passaram naturalmente a criar uma nova cena, se se multiplicaria pelos quatro cantos do mundo! É dentro desta perspectiva que tenho o prazer de lhes apresentar o representante brasileiro do bom e velho Classic Rock: a Silver Mammoth. Fomos bater um papo com o seu carismático vocalista, Marcelo Izzo, para sabermos mais sobre este grande nome do cenário nacional, que está prestes a lançar o seu novo e mais audacioso álbum. Com vocês, Silver Mammoth...

01 - O Silver Mammoth é uma banda que já possui dois álbuns lançados, e agora está partindo para o terceiro lançamento em três anos consecutivos. Como funciona o processo de composição do grupo, e por qual razão optar por registrar tantos trabalhos em um curto espaço de tempo?

Marcelo Izzo - Primeiramente, quero agradecer a oportunidade de contar um pouquinho da trajetória da banda aos nossos fãs e seguidores. As composições, geralmente, eu tenho a ideia sobre o tema, e a partir daí evoluímos. Quanto aos trabalhos, não há uma essência ou obrigatoriedade. Se tenho uma ideia ou inspiração, aproveitamos.

02 - "Pride Price", segundo álbum do grupo, vem sendo muito bem elogiado no Brasil, e ele realmente é uma obra prima para quem curte o bom e velho Classic Rock. Conte-nos como se deu o processo de composição deste trabalho, e o que ele representa na história de vocês?

Marcelo Izzo - Obrigado por suas palavras! “Pride Price” teve uma produção simples, compomos muito rápido, e gravamos mais rápido ainda, sem nos preocuparmos com detalhes minuciosos. Procuramos deixá-lo com a sonoridade mais simples possível, com características de um disco ao vivo. O que mais gosto neste trabalho, é de ter feito numa tacada só, o que tocamos, gravamos. Não houve aquele lance de precisa arrumar isto e aquilo, ou gravar novamente por que não ficou tão bom, ou tão “perfeito”! Acho que isso acabou sendo o grande lance. Ainda bem que as pessoas entenderam nossa proposta para este trabalho.

03 - Outro grande ponto positivo no Silver Mammoth é a qualidade de produção dos seus videoclipes, todos produzidos com muita estrutura. Qual a importância deste tipo de mídia na carreira de vocês? E quais destes vídeos os deixaram mais satisfeitos?

Marcelo Izzo - Particularmente, eu adoro videoclipe. Acho a maneira mais eficaz e direta de levar sua música ao público. Gostei dos dois últimos. “Tuning Paranoia” pela dificuldade para captar várias cenas com uma simples câmera, e pela proposta do tema. E de “Soldier of Prey”, que teve uma ótima produção.

04 - É sabido que o Silver Mammoth está em estúdio, registrando o seu terceiro álbum. Ele me foi muito bem referendado, apesar de não termos muitas informações do mesmo. O que você pode adiantar sobre este material para os nossos leitores? Ele traz elementos dos álbuns anteriores ou parte para um direcionamento musical completamente novo?

Marcelo Izzo - Esta pergunta é ótima. Creio que este álbum será um divisor de águas para o mercado fonográfico brasileiro! A ideia inicial era compor uma “Opera Rock” como “Tommy” ou “Joe´s Garage” do Zappa, enfim. Mas quando comecei a escrever a história do álbum, fui percebendo que poderia mudar um pouco o conceito, diante disso, foi sendo escrito de forma branda. O engraçado e mais do que “complexo” é que o álbum acabou contando a história de um indivíduo, que sofre de problemas psíquicos, ora megalomaníaco, ora achando que está sendo perseguido pelo governo russo, por possuir o código secreto do Czar Vermelho, ou que está perdido em um labirinto, onde só o lobo selvagem poderá leva-lo à saída. Vamos parar por aqui, se não eu conto tudo! Gosto daquela expectativa, pois faz parte da essência e magia do gênero Rock. Quanto à sonoridade, surpresa!

05 - Fomos recentemente informados que um single para este trabalho dará as caras em setembro. O que podemos esperar deste material? A música para receber este formato de lançamento já foi escolhida? Se sim, por quais razões?

Marcelo Izzo - Verdade, nós vamos disponibilizar o primeiro Single deste novo trabalho em setembro. A música já foi escolhida, trata-se da canção que ostenta o álbum. Um grande som! Tomara que sacudam as cabeças mais tranquilas (risos).

06 - Um dos pontos que mais gosto no trabalho do grupo, é que ele não soa forçado, e tudo parece se conectar de forma muito harmoniosa. Letras inteligentes, dentro de uma estrutura musical bem coesa e maturada. Hoje, como você classificaria o trabalho do grupo? Quais as principais influências da banda?

Marcelo Izzo - Acredito que a evolução é uma constante em uma banda, pois com o tempo você vai simplificando o caminho, assim é a vida, e com uma banda não é diferente. Estamos mais maduros, mais seguros, bem resolvidos é o termo. Quando se obtém esta maturidade, o trabalho tende a crescer, tanto musicalmente quanto espiritualmente. Sobre as influências, gostamos em geral das mesmas coisas, ouvimos muito as bandas dos anos 60, 70 e 80, e coisas atuais também, e aí se vai desde o Rock N’ Roll, Rhythm and Blues, passando pela Psycodelia, Progressive Rock, Hard Rock, Heavy Metal e até Jazz Fusion. Ouço muito esta fase do Frank Zappa.

07 - O lançamento do novo álbum está programado para sair em outubro no Brasil, através da MS Metal Records, com distribuição da Voice Music, sendo este o primeiro da sua discografia a ser lançado de forma não independente. Quais as expectativas acerca deste trabalho no Brasil e no exterior?

Marcelo Izzo - A expectativa é muito grande! Fizemos tudo com muito cuidado, desde a escolha dos profissionais envolvidos, produtor, co-produtor. Escolhemos pessoas que tínhamos certeza que nos ajudariam a fazer o que tínhamos em mente. Foi tudo checado em cada detalhe, desde o estúdio que gravaríamos para obter o som que queríamos, enfim. Estamos muito ansiosos, sem sombra de dúvidas. Fizemos um grande álbum, espero que tenham a mesma impressão ao ouvirem.

08 - Em uma determinada época, álbuns conceituais vinham se tornando uma espécie de moda entre as bandas de Rock/Metal, todavia, esta tendência parece estar passando. O novo álbum do Silver Mammoth terá uma história toda costurada em suas letras, ou cada canção tratará de um tema específico?

Marcelo Izzo - Esta pergunta eu acabei me precipitando e respondendo lá atrás, I´m sorry!

09 - A cena para shows de conjuntos autorais em São Paulo, onde o grupo está atualmente radicado, está cada vez mais diminuta, diante de uma verdadeira infestação de bandas covers ou atrações internacionais. Como o Silver Mammoth consegue se manter atuante nesta área, tendo uma realidade tão difícil como esta que acabei de citar?

Marcelo Izzo - Esta é a parte triste da cena! Infelizmente é uma verdade, como falei para a Roadie Crew, eu acho que isto é um pouco cultural, se você for até nossa vizinha Argentina, para não citar os de sempre, percebe que eles valorizam o trabalho autoral, procuram por novidades, bandas que estão buscando um lugar ao sol, desenvolvem festivais. Por aqui, ou você se submete a experiências nem sempre favoráveis, ou sua música não terá alcançado as pessoas. O lugar de uma banda é no palco, os promotores, empresários, organizadores, sites, blogs, portais, todos que defendem a cena Rock, deveriam se unir, trocar ideias. Você vai para o nordeste, apenas para citar uma região fora do sudeste, e se depara com bandas excelentes! O Brasil é imenso, e o que de repente pode ser comum em São Paulo, pode sacudir uma cidade do interior. Se uma banda lança um álbum, tem que fazer uma tour, pois temos tantas cidades do mercado interno que receberiam tantas bandas de braços abertos. Acredito ser possível, basta idealizar. Uma boa estratégia, com responsabilidade, profissionalismo e talento, tem chance.

10 - Obrigado pelo tempo cedido para o FullRock Marcelo. Parabéns pelo grandioso trabalho, e esperamos ansiosos pelo novo álbum do Silver Mammoth. O espaço agora é seu para as considerações finais...

Marcelo Izzo - Eu que agradeço a oportunidade de poder falar de música, pois é algo que eu amo. Espero que curtam o disco novo! COMPREM ele, pois nem só de downloads vivem as bandas! Posso assegurar que trata-se de um trabalho com início, meio e fim. Para terminar, quero deixar um poema que gosto muito.

“Os animais não têm ansiedade. A memória não os perturba e as imaginações não agitam seus corações. Eles são simples. A existência não tem qualquer complexidade para eles. Quando eles vivem, eles vivem. Quando eles morrem, eles morrem. Eles são inocentes. O tempo não chegou para corromper o ser deles. Mas o homem vive no tempo. Ele é consciente de que ele é, mas ele não é consciente de quem ele é. E isso se torna um grande problema. Quem sou eu?”

Osho

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Sobre Fabio Pitombeira

Trabalha desde 2002 com produção de shows em Teresina. Teve a oportunidade de trabalhar com grandes nomes do Heavy Metal e Rock and Roll como Paul Di Anno, Ira!, Hangar, Angra, Shaman, Andralls, Drowned, Clamus, Dark Season, Megahertz, Anno Zero Empty Grace, Mordydia, Káfila, entre outros.

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