Garimpeiros das Galaxias: entrevista com a Spidergawd
Por Nino Lee Rocker
Fonte: Garimpeiros das Galaxias
Postado em 28 de abril de 2015
Decidi criar essa espécie de coluna para dividir com todos as descobertas que tenho feito em garimpagens que rendem o vasto conteúdo de meu blog, o garimpeiro das galáxias.
Me deparo diariamente com bandas excelentes que muito poucos tem percebido a existência, mas que vale muito a pena conferir, ontem troquei uma ideia com o guitarrista e vocalista Per Borten, da banda Norueguesa SPIDERGAWD, uma banda que manda um rock de pegada setentista genial.
O resultado do bate papo você confere agora:
Per, Eu percebo que as bandas da sua região e países ao redor tem uma referência muito forte ligada aos anos 70, quais são as bandas que você considera importantes em suas vidas e são influências na obra de SPIDERGAWD?
Acho que é acima de tudo Rock`n Roll, se fosse para definir isso como um gênero, nossas raízes são os anos 60 e 70, não importa o quê. E sim, nós, os escandinavos temos uma história de amor ao rock e sons retrospectivos. Mas hoje em dia, eu diria que 99% da música popular norueguêsa é baseado em computador. Mas isso provavelmente reflete apenas os gráficos e hit- mundo do rádio.

Eu vejo muita gente feliz quando fazemos turnês. Todos os tipos de pessoas. Em todas as idades. Então, meu palpite Rock'n Roll ainda não está prestes a morrer a qualquer momento. As pessoas vão estar sempre em energéticas performances ao vivo.
O que vocês possuem já lançado até agora?
Nós lançamos dois discos até agora, Spidergawd 1 e 2, lançados me vinil também.
Como guitarrista, quais são os seus ídolos, Per?
Eu gosto de quem é realmente bom no que faz. Eu não sou interessado em gêneros. Eu gosto de todos os tipos de música. E, independente do estilo, a parte da guitarra sempre vai chamar minha atenção se for bem feita. Mas eu acho que, com esta pergunta, você quer saber quem me influenciou como guitarrista, claro. Assim, a minha resposta "rock'n roll" seria Angus Young, Jimi Hendrix e Pete Townsend.

Quais bandas você considera mais importantes hoje na Noruega?
Para mim, pessoalmente, as bandas mais impressionantes da Noruega sempre foram as jazz-bands. A maioria são fortes desde os anos 90, tiveram uma forte influência do jazz dos anos 60,há muito para ser citado, o hard-core é forte por aqui e o rock n' roll também. Para mim é tudo sobre a energia. Então, quem tem a maior parte da energia são as que mais acho interessante.
Quais são as bandas mais importantes do passado no seu país?
Hmmm .... pergunta difícil. Na Noruega a música interessante começou a nascer antes da virada do século. Claro que houve alguma banda grande aqui ou ali, mas nada comparado com o desenvolvimento dos últimos 15 anos. A cena musical realmente explodiu por aqui, e agora há um monte de coisas interessantes acontecendo.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Como é a vida com a banda, há espaços legais para tocar, em que os países você tem andado?
Até o final deste ano iremos correr toda a Europa, nosso sonho é expandir cada vez mais.
Muitas bandas de fora tem vindo o Brasil, desde de bandas tradicionais como bandas mais undergrounds, há alguma possibilidade de vir para o nosso país?
Eu nunca estive no Brasil. Mas eu adoraria ir. E eu tenho certeza que os outros da banda pensam da mesma maneira. Esse é o grande ponto positivo das turnês. Se você ficar sóbrio durante o dia, você realmente começa a ver muitos novos lugares.
Quando voce é um músico, provavelmente não está entre a lista das pessoas mais ricas do mundo. Mas, em turnê, você pode experimentar algo como umas férias pagas. Se você quiser. Além de tocar nos fascina muito conhecer os povos e suas culturas, os aspectos de cada lugar que você nunca sonhou em estar.

O Brasil vive um momento cultural difícil, os espaços são poucos, mas há a iniciativa dos produtores, poucos, mas existem, o rock não atinge as pessoas de modo geral, as coisas não caem de mão beijada, é preciso procurar por ele e cada um dentro e fora dele fazer um pouco a sua parte para o manter em certa evidencia, nós que defendemos a causa da divulgação de novas bandas somos como guerreiros, a música popular de massas projetada por cada estado brasileiro é a realidade soberana, para o rock é uma luta árdua, como é no seu país?
Bem, até certo ponto, poderia dizer que a situação é bastante similar, não posso mentir, é sempre uma batalha difícil, mas por aqui os meios ao menos atingem mais longe., o problema da logística atrapalha muito, pois tudo se torna longe, caro e depende do tamanho que você é para o mundo.

É apenas a maneira que supostamente eu vejo, se o rock n' roll se conformar com tanto novos estilos de música surgindo todos os dias isso não pode ser motivo para que ele perca sua força, muitas coisas soam como merda, é muito fácil criar arte chata e muito fácil aceitar ela também."
Vocês já tocaram no circuito de grandes festivais de rock Europeus?
Sim, mas SPIDERGAWD é uma nova banda. Todos os membros da banda tocaram muito tempo em diferentes projetos, como a MOTORPSYCHO, mas a própria banda tem apenas dois anos de idade. Por causa de outros projetos que envolvem membros da SPIDEERGAWD, não vamos tocar em muitos festivais neste verão, mas eu acho que isso vai mudar no próximo ano. Um novo disco está para vir no caminho, nesse meio tempo.

O novo álbum é um grande trabalho, foi lançado em CD e LP, como está a aceitação da imprensa?
A imprensa tem respondido a SPIDERGAWLD 2, então tenho que dizer que está sendo realmente uma resposta muito positiva. Estou muito feliz que tantos amantes do rock em todo o mundo tem acenado positivamente para a nossa música. E eles acham que o segundo álbum é melhor do que o primeiro, o que significa que estamos no caminho certo.
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