Nervochaos: "Apoie a sua cena e não apenas se apoie nela"

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Daniel Tavares
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NERVOCHAOS, um dos nomes mais conceituados do death metal no Brasil está em turnê por onze cidades com a carioca COLDBLOOD e a FUNERUS, banda de John McEntee (INCANTATION). Por intermédio da Gallery Productions, na figura de Emydio Filho, conversamos com Edu Lane, baterista da banda sobre a turnê, sobre o show em Fortaleza entre vários outros assuntos.

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Da última vez que vocês vieram a Fortaleza, fizeram aquele show bombástico no Grab. Que novidades vocês estão trazendo para este novo show em Fortaleza?

NERVOCHAOS: Na verdade tocamos em Fortaleza desde 97, quando estivemos ai pela primeira vez. Tocar em Fortaleza é sempre muito gratificante para gente, pois na nossa opinião, o Nordeste do Brasil é um dos melhores lugares do mundo para tocar. A receptividade, a dedicação e o amor/paixão pelo METAL sao muito especiais. Desta vez, vamos apresentar um show que passa por toda carreira da banda mas com foco nos discos mais recentes como o 'Battalions of Hate', 'To The Death' e o mais novo 'The Art of Vengeance'.

Em alguns lançamentos anteriores, vocês contaram com membros do INCANTATION em participações especiais. Como é dividir o palco com o John McEntee, no FUNERUS, agora?

NERVOCHAOS: Sim, o John McEntee fez uma participação em uma música no CD 'Quarrel in Hell'. Ja tivemos o prazer de dividir o palco com o INCANTATION algumas vezes no passado, tanto no Brasil, como na Europa. Ja com o FUNERUS está sendo a primeira oportunidade que temos de dividir o palco com eles. Tem sido muito gratificante para gente estar fazendo essa tour com eles e com o COLDBLOOD.

Vocês já fizeram algumas turnês na Europa. Como é a recepção da banda no Velho Mundo?

NERVOCHAOS: Ja fizemos 5 tours pela Europa. O publico é parecido com o do Brasil com exceção de alguns locais onde o pessoal costuma ser mais frio, mas isso não significa que não estão curtindo, é apenas a maneira deles curtirem. Acredito que headbanger é headbanger em qualquer lugar do planeta.

E no Brasil, vocês estão em turnê constantemente. Antes do show em Fortaleza vocês tocam em BH, Rio, Macapá e continuam por São Luís, Belém, vão pro sul, voltam pra São Paulo, como é essa vida na estrada?

NERVOCHAOS: Acreditamos que uma banda de verdade se faz ao vivo e por isso procuramos sempre estar na estrada. Esta tour com o FUNERUS e COLDBLOOD começou na quinta-feira passada com um show em Sao Paulo, depois tocamos em Coronel Fabriciano e Belo Horizonte e no domingo no Rio de Janeiro. Nestas duas ultimas datas ainda tivemos a participação do AZAGHAL. A partir de quinta próxima estaremos em Macapa e na sexta de volta a Fortaleza. Tudo que gostamos fazer é estar na estrada e essa é a vida que desejamos, ha momentos difíceis, assim como há momentos inesquecíveis.

Em 18 anos vocês lançaram 6 discos full-length de estúdio, um ao vivo, três demos, um DVD duplo e dois splits. Além de passar tanto tempo na estrada, vocês também parecem compor o tempo inteiro. A banda é incansável. Fale mais um pouco sobre isso.

NERVOCHAOS: Procuramos nunca deixar de compor, é um processo contínuo e tem funcionado muito bem conosco. Em nossa concepção, uma banda se faz ao vivo e para se poder agendar/fazer tours é preciso ter material lançado, ter novidades e por isso procuramos manter uma alta freqüência de shows e lançamentos.

E a recepção aos últimos lançamentos, o box "17 Years of Chaos" e o disco "The Art of Vengeance", que vem com mais um DVD, como está?

NERVOCHAOS: Esta sendo excelente. O box-set '17 Years of Chaos' foi muito bem recebido pelo público e pela crítica. Já o novo CD 'The Art of Vengeance' tem sido também muito bem recebido, se bem que acabou de ser lançado então estamos apenas começando a colher os frutos dele. A banda está extremamente satisfeita com ambos os lançamentos e com a receptividade que estamos recebendo.

Por favor, fale um pouco sobre esse DVD "Warriors on the Road - Part 2". Que novidades temos nele?

NERVOCHAOS: No box-set o primeiro DVD conta a historia da banda ate antes do lançamento do CD 'To The Death'. O segundo DVD conta a composição, gravação, lançamento do CD 'To The Death' e o primeiro ano desta tour. O DVD que vem de bônus no novo CD conta o segundo ano da tour 'To The Death' e ainda conta com dois shows inteiros da banda.

A arte da capa "The Art of Vengeance" fugiu da linha que o NERVOCHAOS tinha seguido a partir de "Quarrel in Hell". Você poderia falar um pouco mais sobre isso?

NERVOCHAOS: Isto foi algo proposital e premeditado. Uma vez que neste novo CD a gente resolveu realmente dar um passo a frente e mudamos completamente todo o processo, ou seja, pela primeira vez tivemos a participação, em tempo integral, de um produtor (Alex Azzali); foi a primeira vez que gravamos com metrônomo; este é o segundo disco que conseguimos gravar com a mesma formação; pela primeira vez temos músicas mais pesadas..... então nada mais correto do que buscar inovar mas sem deixar de ser fiel as nossas raízes e proposta inicial. Ficou excelente o trabalho do Marco Donida na parte gráfica do novo CD e estamos muito contentes com ele.

Ano passado a Tumba Productions encerrou as atividades, depois de trazer ícones do thrash e death, como DESTRUCTION e OBITUARY. O que levou a este fato e você vislumbra a possibilidade da produtora retornar às atividades em um futuro próximo?

NERVOCHAOS: A TUMBA encerrou as atividades no inicio de 2012. A ultima tour que organizamos foi do TANKARD/WAR-HEAD. Tudo é possível e não descarto uma volta da TUMBA no futuro, mas por enquanto a mesma esta parada. Chegou um momento, após 17 anos produzindo, que entendi que o meu ciclo tinha sido concluído e que seria o momento correto de parar e foi o que fiz.

O Brasil tem recebido inúmeras bandas de metal e, nos últimos anos, elas deixaram de se apresentar apenas no eixo Rio-São Paulo e descobriram cidades como Recife e Fortaleza. Nesta semana receberemos a FUNERUS, depois a ENTHRONED. Mês que vem teremos TOXIC HOLOCAUST e, possivelmente, SKULL FIST e DREAM THEATER. Você vê isto como um incentivo ao crescimento das cenas locais ou é preciso algo mais por parte dos produtores ou headbangers?

NERVOCHAOS: Não, acho muito legal esta pulverização pelo Brasil e sou um incentivador para que isso ocorra cada vez mais.

Fique à vontade para convidar os fãs para o II Gallery Festival.

NERVOCHAOS: Contamos com a presença de todos os headbanger de Fortaleza e da região neste evento. Apoie a sua cena e não apenas se apoie nela. Vejo vocês na sexta! Hail! \,,/




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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