Marilyn Manson: "Vou contra o sistema e provoco a audiência"?

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Por Narcissus Narcosis, Fonte: Provider Module, Tradução
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MARILYN MANSON foi entrevistado pela estação de rádio de Moscou Rock FM. Ele fala sobre o vindouro álbum, que foi escrito com o Tyler Bates, tatuagens de prisão e seu papel na temporada final de "Sons of Anarchy"; além dos planos para tocar músicas do novo álbum no show do Park Live, dia 27 de junho.

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De 27 a 29 de julho, acontecerá o festival anual Park Live, patrocinado pela rádio Rock FM. Um dos headliners será o shock-rocker americano MARILYN MANSON. Em antecipação ao Park Live, falamos com o músico sobre a cultura russa, seu novo álbum e as suas músicas favoritas.

O que você gosta na Rússia?

A Rússia é frequentemente vista pelos americanos e europeus como um país de vanguarda, mas em todas as vezes em que visitei o país, eu percebi que a forma de pensar difere essencialmente. Mesmo agora, na era da internet, há uma diferença fundamental entre os russos e, por exemplo, os americanos. Os americanos consideram as obras de arte que são criadas na Rússia como "Avant-garde". Eu acho que, embora seja estranho na América, vocês realmente gostam disso. Eu vou amplamente contra o sistema e provoco a audiência. Com a cultura russa eu sinto uma união espiritual, que não se encaixa na cultura americana - mas é muito consonante com a de vocês. Eu me interessei pela sua cultura desde a infância, apesar das tensões que existiram em relação à Guerra Fria. Eu era uma criança e não entendia o que era o inimigo sob um ponto de vista político, ou o que era o mal em um contexto religioso. Agora, entretanto, eu percebo em Moscou uma americanização russa. Mas, acima de tudo, eu gosto das diferenças na sua cultura. Qual seria o sentido em deixar a América se todos os outros países não diferissem dela? Na Rússia, as pessoas pensam que a América é um tipo de país glamouroso. Eu cresci em Ohio. Não há nada tão glamouroso. Só então eu mudei para Los Angeles e comecei a viajar pelo mundo. E eu gosto da Rússia, especialmente porque é um país frio. Gosto quando está frio.

Você provavelmente deve ter ouvido que, por causa de leis rigorosas da Rússia, às vezes têm surgido problemas para músicos estrangeiros. Por exemplo, a Madonna foi processada após um show em São Petersburgo por promover a homossexualidade. Mais recentemente a banda polonesa de death metal Behemoth foi deportada sob a alegação de ter violado regulamentos do visto. Você é conhecido pelas performances provocativas. Não tem medo de problemas com a lei?

Bem, em primeiro lugar, eu definitivamente não sou gay. Geralmente, é como na América. Eu já fui preso várias vezes pelo que eu fiz. O problema é que é muito difícil determinar onde estão os limites da arte. Na América, há muitos exemplos desses mal compreendidos, Jim Morrison ou eu aqui. Um juiz disse certa vez em uma audiência: "Eu não podia definir o que é ofensivo, mas depois de ver isso, eu entendo". Mas eu não levo tudo tão a sério. Desde o começo eu provoco a audiência, inclusive nesse novo álbum. A propósito, eu tocarei algumas músicas novas no festival Park Live - serão canções que ninguém jamais ouviu na Rússia por ser a primeira vez que eu as tocarei. O meu novo álbum será diferente do que eu produzi antes. Ele está imbuído do espírito do rock 'n' roll, em particular com a influência do The Doors. Ainda há algo cinematográfico, porque eu trabalhei com o Tyler Bates, que criou a trilha sonora dos filmes "300" e "Watchmen". Logo, o álbum soa como um filme, e eu amo isso. Eu sempre quis criar uma bíblia musical, mas não no sentido cristão, e sim no que concerne a sua universalidade. Esse álbum desafia todas as acusações contra mim. Reflete todos os aspectos da minha personalidade. As canções são inspiradas na mitologia grega, no seu simbolismo, que é a fonte de todas as formas de arte. Para mim, foi um grande prazer trabalhar nesse álbum, porque eu estava finalmente apto a me abrir em minha verdadeira essência, a ser a pessoa que eu sempre quis. E nesse momento de impulso criativo, eu venho a Moscou. Vamos ver o que acontece.

Você não é apenas um músico, é também um artista. Quais formas de arte ainda não te envolveram? O que você ainda gostaria de tentar?

Recentemente eu tentei como ator na série de TV "Sons of Anarchy". Esta é a última temporada do programa, e eu faço o papel de um líder de uma gangue ariana na prisão. Tive que desenhar várias tatuagens artificiais em adição às que eu já tinha. Eu também desenhei uma tatuagem de prisão russa na perna. Alguém me deu um livro sobre tatuagens de presídios russos, e eu assisti a vários filmes sobre a cultura da prisão na Rússia, sobre os significados das tatuagens e como elas diferem das americanas e japonesas. A que eu fiz na perna tem um significado, que eu não vou revelar. Eu mesmo a escolhi, mas não direi o que significa - porque a tatuagem conta a história da personagem.

Que música você gosta de ouvir?

Eu gosto do grupo DIE ANTWOORD (o grupo também está no festival Park Live). Eles são bons amigos. Na verdade, eu tenho um gosto variado - de Jay Z a THE BEATLES e ROLLING STONES, ou mesmo música gospel...As vezes até Justin Timberlake está na minha playlist. Eu amo heavy metal, e obviamente, cresci com isso. No heavy metal eu gosto das histórias. A música tem uma característica - você gosta porque ela descreve a sua vida. E algumas dessas canções são tão fortes que elas simplesmente não são esquecidas. Há algo mágico. Há uma combinação de letra e música e, às vezes, essa combinação cria uma verdadeira química. E me parece que nesse novo álbum eu captei essa mágica, produzi essa reação química. Eu acho que esse disco será chamado de "rock" no sentido exato que a palavra descreve a música do THE DOORS, THE STOOGES e SEX PISTOLS.

Qual banda você diria que é a sua favorita?

Bem, provavelmente, MARILYN MANSON! Eu amo a minha banda! Na verdade, muitas delas...é uma pergunta difícil! Mas se fosse escolher, seria THE BEATLES. Eu ouvi muito deles. A minha mãe sempre colocava o "White Album". Ela faleceu recentemente, e agora a música do THE BEATLES me lembra dela. Deste ciclo da vida.



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Sobre Narcissus Narcosis

Narcissus Narcosis é fã de Marilyn Manson desde o final dos anos 90 e tirou o seu nome de uma música do cantor. Além do roqueiro, também é apreciador de literatura, cinema, filosofia, psicologia, teatro, shows, etc.

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