Hellish War: entrevista para o New Horizons Zine
Por João Messias Jr.
Fonte: NEW HORIZONS ZINE
Postado em 21 de dezembro de 2013
"A VIDA DE UMA BANDA NA ESTRADA NÃO É FÁCIL, É PRECISO TER MUITA RESISTÊNCIA E OS PÉS NO CHÃO"
A frase acima, dita pelo baterista da banda Hellish War, Daniel Person reflete bem não apenas a banda na estrada, mas durante todo o período em que ela estiver no underground. Inúmeros motivos como mudança de integrantes, calotes de promotores, empresários, pressão da família são alguns fatores que podem determinar a vida de um grupo, pois é sabido que o metal aqui no Brasil, infelizmente não é algo rentável para a maioria das bandas.
Só que contrariando essas estimativas, o quinteto vem conquistando gradativamente o merecido sucesso. Retornando de mais uma bem sucedida tour pela Europa, Bil Martins (voz), Vulcano e Daniel Job (guitarras), JR (baixo) e o já citado Daniel Person (bateria) colhem a excelente repercussão que o recém lançado álbum, Keep it Hellish vem obtendo entre bangers e crítica especializada.
O referido trabalho, apesar de manter o estilo característico da banda, graças ao trabalho de Bil, aponta novos caminhos para o quinteto.
Nesta entrevista feita com Daniel Job, Daniel Person e Bil, eles nos contam do novo disco, da estreia do cantor em estúdio e ao vivo, a vida de uma banda na estrada e muito mais.
Confiram!
NEW HORIZONS ZINE: Amigos, em nossa última conversa, no final de 2012, vocês haviam confirmado a entrada de Bil Martins como o novo vocalista da banda. Nesse ano, vocês lançaram o tão aguardado álbum, Keep It Hellish. Como foi ver essa etapa vencida?
Daniel Job: É sempre muito gratificante ter em mãos um disco finalizado, pois é nesse momento que você percebe o fim de um longo e trabalhoso processo e tem a sensação de "missão cumprida". Mas ver esse disco pronto, especialmente, foi mais gratificante do que o normal, pois não significou apenas o final de mais um trabalho, mas também o final de uma fase muito difícil pela qual passamos, que foi a busca do vocalista certo para gravar esse disco. Ver essa etapa vencida nos fortaleceu em muitos aspectos.
NEW HORIZONS ZINE: À exceção do cantor, o grupo mantém a mesma formação há algum tempo. Como foi a experiência de trazer uma nova pessoa ao grupo num ambiente que já estava estabilizado?
Job: Do meu ponto de vista foi bem fácil e tranquila a integração do Bil na banda. Primeiro por ele já ser um músico experiente e talentoso e segundo por ser um cara muito legal e fácil de lidar. Ficamos muito satisfeitos com todo o empenho dele e com o resultado final do seu trabalho. Ele era o cara que estávamos procurando e isso facilitou muito a sua integração na banda.
NHZ: Essa questão eu queria que o próprio Bil nos respondesse: como foi entrar na banda com um repertório fechado? Em estúdio, você chegou a alterar algumas linhas vocais?
Bil Martins: Mesmo com tudo quase pronto foi difícil. Tive que tirar as nove músicas que estavam prontas, alterei algumas partes e acrescentei outras. Tive liberdade pra interpretar do meu jeito, desde que não descaracterizasse a identidade da banda. A única linha vocal que criei sozinho foi a de Phantom Ship, nessa eu também pude colaborar na letra junto com o JR.
NHZ: A audição de Keep it Hellish acaba gerando uma agradável surpresa. Além de terem consolidado seu estilo, apresenta grande performance de todos os músicos. Houve algum tipo de preparação ou mesmo aulas particulares para a concepção do novo disco?
Job: Eu estou sempre tocando e buscando aprender coisas novas, com isso acabo me aprimorando tecnicamente. Além disso, acho que a empolgação para gravar as novas composições também teve grande influência na minha performance.
NHZ: Os duetos de guitarras estão mais soltos e na música Scars (Underneath your Skin) as seis cordas apresentam solos fora do padrão do estilo. Houve alguma banda em especial que inspiraram essas passagens da canção?
Job: Não, acho que isso acontece naturalmente após quinze anos tocando juntos (risos)!
NHZ: Outra sacada foi em Darkness Ride, que começa com um dedilhado a lá Blackmore’s Night e descamba para um hard/heavy empolgante. Devida a variedade de estilos, podemos dizer que essa canção "deu trabalho para ser criada?
Daniel Person: Darkness Ride foi uma música que o Daniel Job trouxe pronta para a banda, e a versão que pode ser ouvida no CD é praticamente idêntica à idéia original que ele nos trouxe, com exceção de alguns poucos detalhes. Eu inclusive gostei muito das idéias de batera que ele trouxe nessa música, e incluí pouquíssimas mudanças quando fui gravar o som no estúdio. Na batera, a única alteração relevante que fiz nessa música foi incluir a levada nos surdos que pode ser ouvida junto com as primeiras estrofes, quando o vocal entra na música, além de uma ou outra virada.
Job: Essa música foi composta em um momento de inspiração e já saiu praticamente pronta, mas devo dizer que devido a todos os seus detalhes o processo de gravação foi bem trabalhoso.
A entrevista completa você vê no link abaixo:
http://www.newhorizonszine.blogspot.com.br/2013/12/hellish-war-vida-de-uma-banda-na.html
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



11 bandas de metal que são carregadas nas costas por um único integrante
O hit do Nightwish com que Anette Olzon não concordava e virava as costas no palco
Eluveitie, Soilwork e Kanonenfieber se apresentarão no Bangers Open Air 2027
A faixa do Guns N' Roses em que Axl Rose atingiu a nota mais alta de sua carreira
O álbum de heavy metal preferido de Rob Halford, vocalista do Judas Priest
A única banda dos anos sessenta que não foi roubada por empresários, conforme Paul Rodgers
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
Vocalista do Sex Pistols detona o visual "clichê" dos punks: "Sempre fui contra"
Soundgarden fará show do intervalo na abertura da temporada 2026/27 da NFL
Loudwire lista os 35 melhores discos de metal de 1991 e inclui brasileiro
O melhor baterista de todos os tempos, segundo David Gilmour do Pink Floyd
As três melhores músicas do Megadeth segundo Dave Mustaine
Como a morte da mãe de Bono deu origem à música que o U2 mais tocou ao vivo
A canção do Led Zeppelin que Geddy Lee usa para mostrar o talento de John Paul Jones
5 clássicos do metal que escondem letras bem menos assustadoras do que o som
Quando Slash e Tom Morello quase foram mortos em um show de Ozzy Osbourne
Os três melhores guitarristas base de todos os tempos, segundo Dave Mustaine
O talentoso rockstar que deixou de tomar banho e fazer a barba pra ficar feio

Lemmy: tatuagens, política, strippers e atrizes pornô
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne



