Zênite: Metal Warriors entrevista a banda Thrash

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Por Júlio Neto, Fonte: E-mail
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Entrevista com a banda Zênite.

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Por Júlio Neto.

01) A banda foi formada em 1987. Este período foi de trabalho ininterrupto ou teve alguma pausa até hoje?

R. Bom Júlio. Primeiro obrigado por esta oportunidade. Bem o Zênite foi formado em 87 e apesar das constantes trocas de componentes, nunca havíamos passado muito tempo no estaleiro. Isso aconteceu entre 2006 e 2008 quando ficamos sem guitarrista já aqui em São Paulo, mas foi só este espaço de tempo mesmo.

02) Ao longo da trajetória, mudança de componentes ocorreu algumas vezes. Como considera a estabilidade do line up atual?

R. A formação atual está bem coesa, no entanto, a cada show e com o passar do tempo a tendência é sempre melhorar.

03) A Zênite apesar de radicada em São Paulo há um bom tempo, é de Belém no Pará, estando assim, longe dos principais centros da música pesada no país. Como vocês situam a cena aqui no norte/nordeste? Encaram preconceito por serem daqui?

R. Preconceito pode ter ocorrido bem no início, logo que chegamos, mas isso acabou depois que lançamos o Tales of Death e mostramos que não estávamos de brincadeira aqui em São Paulo. Fizemos muitos shows importantes aqui no estado e também em outras regiões pela “Tales Tour” e acabamos ganhando um respeito muito grande. Este respeito aumentou ainda mais quando as bandas daqui começaram a viajar para Belém para fazer shows. Quando eles retornavam, na ocasião que nos encontravam, perguntavam o porquê de termos vindo para São Paulo já que Belém possui um público tão insano... Portanto, a cena norte/nordeste, com certeza ganhou um bom espaço nos últimos anos

04) Apesar da longevidade, a discografia ainda e relativamente pequena (apesar de ser de alta qualidade). Alguma razão específica para isso?

R. Acho que o problema maior para as bandas underground é “grana”. Temos sempre que negociar os melhores preços e condições de gravação, sem poder deixar de lado a qualidade do trabalho. O Zênite, no entanto, paralelo ao lançamento do “Following The Funeral”, já está compondo o material do próximo álbum e tentaremos lançá-lo num espaço de tempo mais curto desta vez.

05) Um ponto a ser destacado é a evolução na qualidade de produção dos seus álbuns. Da crueza do Brutal Enigmatic Prophecies lançado em 2000, à grande melhora com o Tales of Death de 2002 ao estupendo Following The Funeral lançado agora em 2013. Este é um ponto que se preocupam na hora de gravar um novo trabalho?

R. Sim. O próximo trabalho, com certeza manterá a mesma qualidade ou será superior, pois sempre buscaremos a excelência.


06) No novo disco, a última faixa Cursed Cemetery é um cover de uma antiga banda do Lobato. Porque resolveram inclui-la no disco?

R. Bom, o Black Mass foi e sempre será uma lenda do Metal Paraense e, a exemplo do Tales of Death quando gravamos “Satan’s Empire”, no Following decidimos gravar “Cursed Cemetery”. Desta feita, com mais uns cinco ou seis discos do Zênite, teremos um inteirinho do Black Mass. Já estamos pensando qual música do Black Mass gravaremos no quarto cd.

07) Na carreira de vocês, já tocaram em praticamente todas as regiões do país, seja em shows de tour ou em festivais. Como compara o underground nacional de 1987 quando começaram ao de hoje em dia com muitos “web bangers” colecionadores de MP3?

R. Não importa a tecnologia, os shows das verdadeiras bandas sempre serão carregados de energia. O mercado de CDs, com certeza, não é mais o mesmo. Isso fica evidente pois, atualmente, existem bandas que apenas gravam em estúdio, mixam, masterizam e depois disponibilizam os sons direto na internet para que o público baixe. Mas, ainda existem e sempre existirão aqueles que gostam de ter o cd físico em mãos, ver o encarte, acompanhar as letras, sacar a banda por completo. Os verdadeiros “bangers” da década de 80 ainda se fazem presentes e agora trazendo seus filhos que, sem dúvidas, também herdarão esta paixão por discos de vinil e CDs, sem deixar de lado seus MP3.

08) Falando em shows, em dezembro participarão do Zombie Ritual ao lado de nomes consagrados como Kreator, DRI, Benediction, Tim Ripper Owens, dentre muitos outros. Qual a expectativa para este evento?

R. A maior expectativa possível. Ouvíamos essas bandas quando éramos adolescentes e agora, iremos dividir o palco com elas, participando do mesmo festival. Não há palavras para descrever a sensação. Com certeza, vamos levar bastante material promocional para colocar nas mãos dessa rapaziada. Quem sabe, mais portas se abrem...

09) Para encerrar, espaço aberto para falar aos seus fãs que estiverem lendo esta entrevista no Metal Warriors. Um grande abraço e parabéns pelo novo play matador!!!

R. Obrigado pelo apoio de todos. Sem o público não teríamos grandes motivos para continuar. Aos bangers brasileiros prometemos shows cada vez mais insanos e, de maneira específica, aos bangers paraenses prometemos estender esta insanidade em nossas próximas apresentações na terra natal. Os shows do Zênite continuam com a mesma potência de um soco na cara. Porrada seca no ouvido! Aguardem.

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Sobre Júlio Neto

Ligado ao Heavy Metal há mais de 25 anos. Zineiro, produtor de shows underground. Colecionador voraz de CDs, vinil e livros. Fã incondicional do metal nacional, sempre apoiando as bandas e não deixando de adquirir seus materiais. Mora no sul da Bahia e apesar da distância, sempre a par do que acontece no underground.

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