Fates Prophecy: The Cradle Of Life é o melhor álbum da carreira

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Por Marcio Antunes, Fonte: revista online Die Fight, Tradução
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Hoje iremos bater um papo com Sandro Muniz e Paulo Almeida, ambos da Banda Paulista Fates Prophecy, os quais nos contam detalhes sobre a carreira da Banda, além de fatos interessantes desses gigantes do Metal Nacional que ao longo de seus anos de estrada sempre foram e fizeram de nossa cena o espelho para que novas Bandas de Heavy Metal Nacional surgissem e fizessem História no Brasil. Sempre com grandes lançamentos o quinteto agora solta seu mais novo álbum de Estúdio intitulado "The Cradle Of Life", o qual vem alcançando grande repercussão em todo o Brasil, e que em breve estará sendo executado ao vivo na cidade de Sorocaba/SP, no Die Fight Festival V.

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Primeiramente é uma honra entrevistar vocês, e pra quem não conhece o Fates Prophecy, conte um pouco mais de como foi o começo da Banda e de como foi trilhado o caminho do quinteto até os dias de hoje?

Sandro: Bom, a banda já existia antes da minha entrada, mas começamos a leva-la com mais seriedade a partir da demo "Pay For Your Sins" que lançamos em 1996. Quando cheguei já existia material da banda pronto e algumas outras músicas estavam pré-montadas, o que resultou no nosso primeiro trabalho, o álbum INTO THE MIND de 1998.

Paulo: Eu considero realmente que a banda começou para valer com o lançamento do nosso primeiro álbum, a partir dele tudo fluiu naturalmente, simplesmente fomos dando continuidade com a mesma seriedade.

Como toda Banda Brasileira o FP teve um árduo caminho até chegar em seu 4º álbum, como foram as gravações dos álbuns anteriores, nos cite curiosidades sobre a gravações de álbum a álbum?

Sandro: Bom, cada álbum teve a sua peculiaridade. O INTO THE MIND foi nosso primeiro álbum, então chegamos com muitas expectativas e também com muitas dúvidas, mas estávamos em um momento em que a banda estava muito entrosada. Para o segundo álbum o EYES OF TRUTH já tínhamos uma visão melhor para as gravações, nesse álbum inclusive passei a usar o metrônomo para gravar. Nesse álbum infelizmente foi o último registro do André Boragina. Para o 24TH CENTURY toda a produção já foi diferente, uma vez que os dois primeiros álbuns foram inteiramente bancados pela banda, no terceiro álbum tivemos um dos melhores estúdios de SP fechado para nós durante todo o processo de gravação. Para o 4º álbum voltamos a fazer tudo por conta própria, e dessa vez inclusive toda a produção do álbum ficou por conta da banda, o que nos deu maior liberdade em todos os aspectos.

The Cradle Of Life é o 4º álbum de Estúdio do quinteto, e o primeiro com produção assinada por Paulo e Fernando Poles, o que vocês acharam do resultado final do disco?

Sandro: A cada novo álbum, depois de finalizado, sempre achamos que poderia melhorar, até mesmo pelo perfeccionismo, mas em THE CRADLE OF LIFE encontramos a fórmula que nos remete ao nosso som, a nossa cara e realmente foi um resultado muito satisfatório.

Paulo: Eu nunca estou contente com o resultado final, sempre tenho a sensação que poderia ter ficado melhor, mas sinceramente este álbum tem músicas e sonoridade exatamente como deveria ser. Em minha opinião é um dos melhores trabalhos da banda, e foi produzido por nós mesmos, então foi um trabalho em dobro e por ser a primeira vez desta maneira, o resultado foi mais que satisfatório.

"The Cradle Of Life" traz nos vocais Ricardo Perez, um grande vocalista já conhecido da cena por outros trabalhos em outras bandas, o que ele acrescentou a sonoridade da banda?

Paulo: Ele tem um timbre bem próprio, que não lembra outros vocalistas, isto em si já é algo que acrescenta muito e ajudou bastante na nova identidade que procurávamos. Além disso ele contribuiu bastante com melodias de voz, como eu acredito que todo vocalista deve contribuir para se sentir a vontade cantando.

Sandro: O que nós procurávamos em um novo vocalista era algo que destoasse do que já tínhamos na banda e que se encaixasse em nosso som

Quais são os principais compositores da Banda? E quais as influências da Banda no geral?

Sandro: Eu diria que temos um principal compositor, o Paulo é sem dúvida a alma da banda, pois é ele o maior compositor, 95% das músicas são dele e as que são de outros integrantes é em participação com ele. As influências são diversas, temos influência de progressivo, de metal tradicional, eu sou um grande fã de thrash metal, gostamos de coisas de fora do metal também, então a gama é grande.

Paulo: Eu costumo compor bastante mesmo, para mim é algo que gosto muito e não consigo ficar parado sem escrever nada por muito tempo, além de que é um exercício que faz com que as musicas melhorem, então geralmente quando decidimos começar um álbum novo, eu já tenho boa parte do material pronto. As influencias no geral são as bandas da NWOBHM, porém todos ouvem de tudo na banda, eu por exemplo, sou fanático por Iron Maiden, Marillion e The Mission, três bandas totalmente diferentes entre si, que gosto e ouço com a mesma intensidade.

O Fates Prophecy ainda não gravou seu Vídeo Clipe oficial. Vocês acham que nos tempos de hoje é essencial se ter um?

Sandro: Com certeza é essencial sim, diria apenas para aguardar, novidades sempre acontecem!

Paulo: Na verdade, o primeiro clipe oficial deste álbum estará disponível em pouco tempo, mas é só o que posso adiantar...

No álbum The Cradle Of Life temos faixas com a mesma classe de lançamentos em álbuns anteriores, mesmo gravado com membros novos, onde de fato está a verdadeira fórmula do Fates Prophecy?

Sandro: A fórmula principal que sempre tivemos dentro da banda é a de fazer boa música que principalmente nós gostássemos de ouvi-las e tocá-las. Apesar das mudanças de formação a base principal da banda sempre se firmou no Paulo em mim e até então no ex-baixista o Alexandre. Portanto o núcleo para os quatro álbuns sempre foi o mesmo.

Paulo: A ideia é que temos um certo padrão a seguir, é algo que nós mesmos temos como critério, ao contrário de muitas bandas que escrevem 20 ou 30 músicas para escolher 10 para entrar no álbum, nós escrevemos 10 músicas que realmente achamos boas, se for para escolher uma música para ficar de fora quer dizer que ela não é boa o bastante! Então a fórmula é se comprometer ao máximo, seguir o padrão da banda e principalmente tocar o que gostamos de ouvir.

A capa de Cradle Of Life mostra uma forma mais natural e foge um pouco das mais tradicionais e usadas pela banda no passado. Quem fez a arte da Capa e qual seu significado?

Paulo: A ideia da capa é ilustrar realmente o título, retratando a origem da vida um pouco com a teoria da evolução, mostrando bem a natureza e o surgimento de civilizações, mas ainda com uma possível influência alienígena. Eu acabei desenvolvendo algumas idéias para a capa, por isso acabei decidindo eu mesmo fazê-la, e desde o princípio eu queria fugir do padrão das capas de heavy metal atuais, a maioria delas possuem as mesmas ideias, mesmas texturas, parecem todas iguais, e realmente muitas também são feitas pelo mesmo artista.

Hoje podemos ver que as bandas nacionais de grande porte não fazem tantos shows no Brasil, você vê isso devido a grande demanda de shows gringos ao país, a falta de público que a cena nacional enfrentando a tempos, ou que os promotores atuais não querem apostar em bandas do Brasil?

Sandro: Eu iria um pouco mais longe, juntaria todos os fatores, muitos shows internacionais, muitas bandas cover, o público acaba "curtindo" de casa via facebook, produtores de má índole, que acabam por prometer coisas que não cumprem, as próprias bandas que não se valorizam e aceitam qualquer tipo de oferta apenas para tocar, enfim, são diversos fatores que acabam por culminar nessa "falta de público".

Paulo: Existem muitos produtores de shows bem intencionados também, porém a maioria não sobrevive disto, o que acaba tornando tudo menos profissional, então hoje em dia é mais garantido promover shows de bandas cover porque é garantia certa de público, aliado ao fator econômico do país e uma enorme comodidade de uma grande parte do público, que, como mencionou o Sandro é fã virtual, tudo fica muito difícil.

Para ler a entrevista na íntegra clique no endereço abaixo:

http://diefight.com.br/index.php/201308105995/Entrevistas/en...




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Sobre Marcio Antunes

Nascido em 78, Começei a ouvir Rock/Metal aos 13 anos, e desde então virei fanãtico pelo estilo, também sou Criador e Editor da revista Online e Selo Die Fight, a qual trabalha 100% em prol do Metal Nacional desde 2001 e também sou vocalista da banda de Heavy Metal Dragon Ring.

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