Warfire: entrevista da banda ao site True Metal Brazil

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Por José Carlos Briotti, Fonte: Warfire/True Metal Brazil
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Conduzida por Márcio Rebelo a entrevista abrangente e bem estruturada aborda pontos de toda a relativamente curta carreira de banda, assim como dos músicos. Confiram.

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PRIMEIRO CONTATO COM A MÚSICA

Quando a música entrou na sua vida?

Andrews: Desde criança na minha casa sempre se ouviu muita música, meu pai era o cara que virava a noite tocando violão nas reuniões de família, amigos e etc... Sempre foi algo que eu gostei muito...

Cerbo: Meu irmão mais velho curtia heavy metal, então por influência dele acabei conhecendo e começando a curtir também...

Gamba: Minha tia sempre encheu meu saco para que eu entrasse no conservatório para tocar violão clássico. Então, quando tinha 7 ou 8 anos de idade minha tia me matriculou lá. Na verdade eu queria tocar bateria quando era "pivete" (Risos), mas depois que ouvi as primeiras bandas de rock me interessei mais pelos instrumentos de corda.

Loiz: Comecei com Gian e Giovane, evoluindo pra Leandro e Leonardo e Chitãozinho e Xororó... Até que vieram coisas mais pesadas como Fat Family, P.O. Box e Bonde do Tigrão... Tive uma fase meio punk também quando Os Travessos e Soweto estavam na moda (Risos).

Paul: Comecei a gostar de música ainda criança, também influenciado pelo meu pai q me deu um violão de presente. Acho q eu tinha uns 10 anos de idade mais ou menos.

Quando o Metal entrou na sua vida e vocês resolveram seguir esse estilo musical?

Andrews: Quando eu era bem jovem, tipo uns 4, 5 anos eu lembro de achar uns LP's que meu irmão tinha dos Guns'N'Roses e pedia para meu pai colocar no rádio para eu ficar ouvindo, depois os discos acabaram sumindo e só mais tarde com uns 14, 15 anos que comecei a me interessar para valer, pesquisar sobre bandas, comprar CD's, camisetas... Com o acesso a internet ficou muito mais fácil estar pesquisando e conhecendo as bandas...

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Cerbo: Como eu já disse o meu irmão mais velho curtia heavy metal, tinha discos do Twisted Sister, Iron Maiden, Skid Row... Quando eu tinha uns 14, 15 anos comecei a me interessar bastante por aquele tipo de som e buscar mais informações e talz...

Gamba: Meu pai tinha algumas fitas k7 do Scorpions e do Queen que eu gostava de escutar. Quando escutei o Psycho Circus do KISS com meus 10,11 anos de idade fiquei mais envolvido com o rock, aliás sou "fanzaço" do KISS até hoje, mas quando eu tinha uns 15 anos um amigo meu me apresentou Slayer, King Diamond/Mercyful Fate e Grave Digger... Daí por diante, para conhecer outras bandas foi "um pulo"... (Risos)

Loiz: Bom, eu comecei a curtir meio por acaso... Ia jogar videogame na casa de um colega de classe quando tinha uns 8 ou 9 anos, todo mundo que viveu o final dos anos 90 deve se lembrar como isso era emocionante (risos)... E o pai dele tinha uma baita coleção, no fim fiquei mais amigo do pai que do filho e com o tempo ele foi me apresentando às bandas. A Fissura explodiu quando escutei o "On Stage" do Rainbow, aquilo mudou o mundo pra mim. Eu descobri que queria fazer música quando tinha uns 14 anos e percebi que todas as bandas que eu "curtia" tinham mais de 20 anos e que eu não gostava do que estavam fazendo de novo, decidi fazer música do jeito que gostaria que ela fosse.

Paul: Aos 12 anos, comecei ouvindo uns discos da minha irmã mais velha... Dentre eles tinha Raul Seixas, A-ha, Camisa de Vênus, Titãs e etc. Daí, com o passar do tempo, fui conhecendo novas bandas, Aerosmith, Pink Floyd, Led Zeppelin, Black Sabbath, Rush, Iron Maiden, enfim, entre muitas e muitas outras bandas q se tornaram inspiração pra mim até hoje.

Como é crescer e viver em uma cidade pequena e curtir Heavy Metal?

Andrews: Pra mim foi indiferente, pois nunca fui do "rolê", nunca tive contato com o "bangers" da cidade. O único cara que curtia som que eu tinha amizade mesmo era o Loiz, de resto uns colegas na escola que curtia uma bandinha ou outra e só...

Cerbo: É complicado, pois não tinha acesso aos materiais das bandas, não havia lugar para comprar CD's e etc...

Gamba: Para mim foi tudo tranquilo, por ser uma cidade pequena a gente acaba conhecendo todo mundo e sabendo sobre todo mundo. (Risos) Conheci pessoas e fiz amigos aqui.

Loiz: É complicado por não ter acesso a shows e a competitividade natural dos grandes centros. Tirando isso é normal, sou um cara caseiro (Risos) nunca fui de me misturar muito com essa coisa de cena e talz. Na verdade fui conhecendo mais o pessoal através do finado Orkut e da própria banda. Na juventude eu andava com o pessoal do futebol, não com da música.

Paul: Na minha adolescência, nos final dos anos 90 foi até meio preconceituoso, principalmente pelos meus familiares q achavam q eu era meio louco ouvindo aqueles "Rockão Pesado" como eles diziam!!! (Muitos Risos). Mas, acostumaram com a ideia, viram q eu era um cara cabeludo normal e aceitaram de boa (Risos).

INÍCIO DA BANDA

Conte-nos um pouco sobre o início da banda.

Andrews: A banda começou após o término de uma outra banda aqui de Tatuí em que o Cerbo, Gamba e o Paul tocavam juntos, nessa banda eles tocavam clássicos do Heavy Metal e devido a desentendimentos a banda acabou. O Gamba tinha contato com o Loiz via redes sociais e acabou convidando o Loiz para a banda, eles também estavam precisando de um outro guitarrista e devido ao fato eu e Loiz sermos amigos acabei indo no "pacote"...

Qual a idade média dos integrantes da banda?

Andrews: Média de 25, 26 anos...

ESCOLHA DO NOME DA BANDA

Conte-nos um pouco sobre o processo de escolha do nome para a banda.

Andrews: Na verdade a escolha do nome foi a primeira "batalha", porque um sempre detestava a sugestão do outro, no final acabou surgindo o nome Warfare (se não me engano o toque do celular do Loiz era a música

Warfare, do Jag Panzer, daquele álbum Ample Destruction, álbum maravilhoso por sinal...) e creio que foi assim que apareceu o Warfire, aí conversando alguém acabou falando Warfire, como ninguém detestou, ficamos com esse... Engraçado que hoje todos nós adoramos o nome...

A banda possuía outro nome? Ou já nasceu Warfire?

Andrews: Não, Warfire desde o início...

Quantas pernas e braços foram quebrados para que se chegasse ao nome atual?

Andrews: Como eu disse foi bem difícil, não chegamos as vias de fato, mas rolou muita ameaça e uns olhares de ódio... (Risos).

Qual o significado (não a tradução do inglês para o português) do nome da banda? O que esse nome significa para cada membro da banda?

Num primeiro momento o nome não tinha nenhum significado específico, pois tínhamos acabado de nos conhecer e não sabíamos no que ia dar, ou qual seria o resultado de tudo aquilo, então só queríamos um nome forte pois seria a primeira impressão que as pessoas teriam da banda. Mas depois creio que o "War" e mesmo o "Warfare" no qual o nome se baseou representa bem a realidade que é se fazer metal no Brasil, é realmente uma batalha incessante, por isso eu acho que tantas bandas ficam pelo caminho, se você não desejar, amar realmente, e não der a sorte de encontrar mais pessoas assim , acaba ficando difícil...

Quais são as principais influências de cada membro da banda?

Andrews: Tem muita coisa boa nesse mundo rock/metal, e várias coisas te influenciam de certa forma, mas para resumir creio que seja Dio (tudo que ele participou é fantástico, tudo que ele canta fica perfeito) e Pantera, que é a banda que eu mais ouvi na minha vida, e que tinha meu maior ídolo no que diz respeito a guitarrista que era o Dimebag.

Cerbo: Thash metal dos anos 80, Kreator, Tankard, Sodom e por aí vai...

Gamba: Cara eu adoro o KISS pra caralho, quando vi o Ace tocando que me deu mais vontade ainda de tocar guitarra, então posso considerar o KISS a banda que me fez ser guitarrista hoje. Mas curto muito as bandas de Heavy Metal dos anos 80, principalmente Grave Digger, Mercyful Fate e Running Wild. Curto também o Thrash Metal da Bay Area (Anthrax, Testament, Megadeth, Exodus...). Acho que é isso.

Loiz: Em resumo é Blackmore e Dio com umas "pitadas" de Ripper Owens...

Paul: Como vocês perceberam acima, ouço muito Rock'n'roll, e é claro que minhas influências também são clássicas... Gosto muito de Black Sabbath em todas as suas fases, Pink Floyd, Rush, Lynyrd Skynyrd, Deep Purple, Creedance, Jimmi Hendrix, The Door's, Led Zeppelin, Boston, Ásia, Europe, The Mission, The Who... e por aí vai...

GRAVAÇÃO DO CD DEMO

Como foi o processo de gravação do CD demo?

Andrews: Ansiosa, tensa no início, e maravilhosa no final. Quando resolvemos gravar o EP, optamos por um estúdio renomado com profissionais de qualidade para termos uma opinião de quem realmente conhece o assunto. Queríamos um choque de realidade, porque ás vezes as pessoas fazem elogios de forma leviana, com demagogia, não por maldade, mas meio que um protocolo social de convivência, uma política da "boa vizinhança" entende? Então queríamos ir a um lugar onde ninguém fosse "passar a mão na nossa cabeça", queríamos uma crítica sincera. Eu achava sinceramente que os caras não iam gostar, iam falar pra gente voltar dali uns 5 anos e talz... Mas no final, saiu tudo bem, o Heros e o Pompeu nos deixaram completamente a vontade, explicaram como tudo funcionava, nos deixaram o mais relaxados possível, e o processo acabou sendo bem simples e tranquilo. No final deu tudo certo, e ouvir um cara com 30 anos de carreira, que ajudou a construir a cena brasileira elogiar seu trabalho foi realmente muito bom.

Porque as composições do CD demo são com temáticas tão discrepantes, eu diria, temos assassinos seriais, cavaleiros religiosos e uma ode ao Heavy Metal?

Andrews: Creio que se deva as discrepâncias de personalidades e preferências encontradas nos membros da banda, e ao estado de espírito de cada um no momento que as escreve.

Encontraremos mais dessas variáveis no CD?

Andrews: Sim, não é a nossa intenção estar fazendo um álbum conceitual, já temos todas as músicas prontas, e "navegamos" por diversos assuntos nas letras...

Quais as dificuldades que a banda teve que superar para a gravação deste EP?

Andrews: Creio que o que sempre "pega" é a parte financeira né? Gravamos em um dos melhores estúdios do país, talvez o melhor em se tratando de Heavy Metal, e isso não é barato. Além disso, tínhamos de viajar 300 km cada sessão da gravação, enfrentar trânsito, gravar o dia inteiro e muitas vezes até tarde para aproveitarmos a viagem e etc... Se tivéssemos mais capital poderíamos alugar uma casa, ou ficar em um hotel próximo ao estúdio durante as gravações, fazer uma pré-produção, gravar uma música por dia, bem tranquilo, sem stress e isso com certeza surtiria efeito no resultado final da gravação. Mas no final conseguimos gravar tudo em apenas duas sessões e o que demorou mais tempo mesmo foi a mixagem e masterização...

O que a banda mudaria (se é que o faria) no CD demo?

Andrews: Acho que deveríamos ter "experimentado" mais, o estúdio além de tudo é um laboratório onde você tem a oportunidade de fazer uns testes para ver como as coisas funcionariam. Creio que devido a nossa inexperiência e a cobrança por parte do público nós estávamos muito ansiosos e querendo terminar tudo o mais rápido possível, então apesar de parecer ter demorado o processo de gravação na verdade foi muito rápido, de gravação mesmo foram dois dias, um sábado das 14 h ás 22 h (gravamos batera, baixo, todas as guitarras base e solos do Gamba) e outro das 14h ás 18h (Vocal e os meus solos), o resto foi mixagem e masterização, o problema é que íamos um dia e só retornávamos após 2, 3 semanas, dependendo de folgas e disponibilidade de cada um, então o que pareceu demorar quatro meses na verdade só durou umas 30 horas. Para uma futura gravação temos que arrumar uma forma gerir melhor o tempo e trabalhar com mais tranquilidade...

Quais "defeitos" (sabemos que todo músico enxerga, ou ouve no caso, algum "defeito" em sua obra) passaram despercebidos e só foram notados quando já não havia mais jeito de arrumá-los? Agora vocês podem contar, toda mídia já teceu comentários sobre o CD demo, inclusive o True Metal Brazil já os parabenizou pelo excelente trabalho.

Andrews: O que acontece bastante comigo e creio que com os outros também é uns pensamentos do tipo: "Será que se eu tivesse feito isso de outro jeito não teria ficado melhor?". Por isso eu digo que devíamos ter experimentado mais. Houve um problema com uma das letras, que no inglês acabou ficando com um erro de gramática, e não dava para deixar passar, tivemos que voltar para o estúdio para o Loiz cantar a frase corretamente, foi coisa de 5 minutos a correção, mas tivemos que fazer. E tem também um espaço "em branco" após o final da Bang Your Head que o Heros esqueceu de cortar, esse nós só percebemos após o CD prensado, não tinha jeito. Mas no final foi bom, depois de duas porradas que nem Teutonic Pride e Bang Your Head é bom um intervalinho para a galera dar uma respirada antes de B.T.K. (Risos).

Como esses "defeitos" foram encarados pela banda para a gravação do CD vindouro? Que já está composto se não me engano.

Andrews: Acho que perceber e reconhecer os erros são os resultados naturais da evolução, do progresso. Os erros nos fizeram ficar atentos a pontos importantes até então ignorados, desconhecidos. O CD provavelmente terá alguns defeitos também, é natural, mas a gravação do EP nos fez mudar várias coisas nas músicas já compostas que estarão no nosso CD.

Qual foi a repercussão do CD demo? A banda se surpreendeu com essa repercussão? No site temos uma sessão chamada "Clipando o dia", então para efeito de arquivo, qual a data de lançamento do CD demo?

Andrews: A repercussão apesar de ótima foi muito estranha, porque de uma hora para outra começou aparecer pessoas de todo lado elogiando, dizendo que conheceu a banda, dizendo que éramos revelação, que tínhamos de ir tocar na cidade deles e talz... Só que na nossa cabeça ainda éramos (e na verdade acho que ainda somos) só cinco caras ensaiando num quartinho sabe? Então isso foi um pouco estranho, ver pessoas como vocês da True Metal Brazil, Márcio, Mauro, por exemplo, que são conhecedores de metal falando da gente como se fossemos nomes fortes da cena heavy metal, e elogiando o EP, comprando produtos da banda, nos pegou de surpresa, sinceramente... Eu lembro que o Gamba ficou sabendo de um concurso de bandas que ia rolar em alguma cidade aqui da região, e quando ele enviou o material da Warfire o cara respondeu que seriam só bandas de garagem mesmo, que era "underground", e eu lembro dele me contar isso e eu falar: "Como assim? Nós somos banda de garagem, nós somos completamente "underground" porra!" (Risos). Então tudo isso foi muito surpreendente para nós.

Onde é possível encontrar material da banda (camisetas, CD demo, autógrafos, palhetas, baquetas, chinelo, entre outros) à venda? (risos).

Andrews: Nos shows, sempre montamos a famosa "lojinha" da banda nos fests, lá tem todo o material de divulgação da banda. Também tem o nosso EP disponível no site da Diehard, e tem um amigo do Gamba, o Rodrigo Marques da Warlock Camisetas, que fez um modelo de camisetas da Warfire e vende nos shows em São Paulo. Nós preferimos vender nos fests, pessoalmente, porque aí já conversamos diretamente com o público, conhecemos a galera, tiramos fotos e etc... Gostamos e valorizamos muito esse contato com o público, enquanto pudermos manter essa proximidade, manteremos...

REPERCUSSÃO DO CD DEMO NA MÍDIA

Após o lançamento do CD demo, qual foi a repercussão que o este teve na mídia? E nos fãs da banda?

Andrews: Muito boa, houve vários reviews publicados em grandes canais do meio Heavy Metal, procura por entrevistas, contatos com produtores e tudo mais. Conseguimos alcançar um maior público com o EP, pois com as músicas pudemos fazer Myspace, Reverbnation, Canal Youtube e etc. E com as cópias físicas alcançamos as pessoas que ainda hoje não são muito ligadas na internet...

Quais tipos de retorno por parte da mídia e do público vocês tiveram?

Andrews: Elogios, novos contatos, gente nos adicionando nas redes sociais, ofertas de contratos para agenciamento, convite para festivais, entrevistas para rádios, convite para participar de programas voltados ao heavy metal na internet... O mais importante creio que tenha sido o fato de que dada a qualidade de gravação e prensagem do nosso EP e da forma como o veiculamos conquistamos um respeito enorme, as pessoas perceberam a seriedade do nosso trabalho...

Há alguma pretensão de gravarem um vídeo?

Andrews: Sim, essa já é uma ideia que vem entrando na pauta dos "pós" ensaios há vários meses, provavelmente antes do CD gravaremos um clip para alguma das músicas do EP...

E como encaram a inexistência, pelo menos no Brasil, de uma rede de televisão que transmita os vídeos de Heavy Metal? Uma vez que a produção de vídeos demanda um gasto monetário e de tempo por parte dos músicos.

Andrews: O lance do Heavy Metal no Brasil é um lance cultural, não adianta forçar a barra, apesar de termos excelentes bandas e um dos melhores públicos do mundo esse sonho de Heavy Metal no horário nobre no Brasil não vai acontecer. E temos de ser sinceros e reconhecer que caso isso acontecesse muito "headbanger" não ficaria satisfeito, nos achamos especiais por sermos diferentes, o fato de vivermos em um grupo alheio a sociedade cotidiana e a grande maioria nos dá um sentimento de prazer...

Como encaram essa "nova" modalidade de venda de músicas pela internet, sem a necessidade de comprar o CD físico?

Andrews: É boa, tudo aquilo que contribui para que mais pessoas tenham acesso ao seu trabalho é em sua forma geral benéfica...

GRAVAÇÃO DO CD

Qual a preparação que estão fazendo para a gravação do CD?

Andrews: Juntando dinheiro e ensaiando até decorar cada minúsculo detalhe das músicas... (Risos). Já temos as músicas dos CD prontas e tocamos elas há muito tempo, é só entrar em estúdio e gravar...

Houve um direcionamento quanto a temática das músicas compostas para o CD? Em caso afirmativo como foi o processo de composição das músicas e elaboração das letras?

Andrews: Quem compõe na banda somos eu, Gamba e Loiz. Eu e o Gamba gravamos a música completa no PC, com bateria, baixo e guitarra (ás vezes até vocal) e enviamos para ver o que os outros acham, se todo mundo curtir começamos a ensaiá-la e sempre vão surgindo ideias de mudanças que vamos testando... As do Gamba na maioria das vezes já vem com letra, as minhas na maioria das vezes eu deixo para o Loiz fazer a letra. Quando o Loiz tem alguma ideia de música ele vem aqui em casa e vai "cantando" a ideia para eu ir fazendo na guitarra, baixo e bateria... Como compomos muito, fizemos uma seleção de forma a deixar o álbum o mais equilibrado possível, com um pouco de tudo, músicas rápidas, lentas, baladas e etc...

Já tem previsão de inicio dos trabalhos de gravação?

Andrews: Estamos fazendo contatos e enviando o EP para vários selos para ver se talvez não apareça uma proposta de contrato razoável, mas caso não apareça muito provavelmente ainda esse ano iniciaremos a gravação.

Quem será o produtor para esse CD?

Andrews: Salvo alguma novidade vindoura continuaremos trabalhando no Mr. Som com o Pompeu e o Heros...

A banda está procurando uma gravadora?

Andrews: Sim e não. O lançamento do CD independe disso, com ou sem gravadora lançaremos. Mas é claro que se aparecer uma boa proposta vamos aceitar...

Numa entrevista de Maio de 2012, a banda disse que recusaram um convite para tocar na Europa por motivos que até nós do TMB concordamos o que mudou de lá para cá?

Andrews: Ganhamos mais experiência, e amadurecemos tanto individual quanto coletivamente, mas como já dissemos antes pensamos que não faz sentido ir para a Europa sem um CD gravado, melhoramos significativamente daquela época para agora, mas ainda podemos melhorar bastante, e creio que essa segunda experiência que teremos com a gravação do CD nos deixará mais preparado para tocar fora, além de termos um material de divulgação mais sólido do que o EP...

Essa mudança pode ser considerada um amadurecimento por parte da banda e de seus membros? Ou como é encarada essa mudança pela banda?

Andrews: Sim, foi um amadurecimento, e uma mudança na forma de encarar determinadas coisas...

OS MÚSICOS

Digam-nos um pouco sobre vocês, além do Heavy Metal, quais outros interesses (fora cerveja, mulher e futebol) vocês tem?

Andrews: Eu me interesso por música de uma forma geral, tanto a origem quanto a evolução, teoria e etc...

Cerbo: Jogar videogame...

Gamba: Procuro sempre me manter atualizado sobre os acontecimentos do mundo e gosto de debater sobre diversos assuntos, principalmente politica e religião.

Loiz: Militaria, política, política e militaria. (Risos) Na verdade eu me interesso por praticamente tudo, desde ufologia e astronomia até Serial Killers, psicanálise e aquela dor de estomago que Napoleão Bonaparte teve antes de Waterloo.

Paul: Cara, gosto muito de mecânica automotiva! Leio muito manuais de montagem e manutenção de motores, identificação de defeitos, etc... Também gosto muito de ficar atualizado com as notícias que ocorrem no mundo, e é claro, meu principal interesse futuramente é criar coragem e começar uma faculdade.

Possuem algum hobby? Praticam algum esporte? Leitura?

Andrews: Meu hobby é comprar livros (Risos). Apesar de ler bastante acabo comprando mais do que consigo ler e eles vão se acumulando... Antigamente jogava futebol, treinava no Sesi aqui de Tatuí, joguei no time do bairro, eu e o Loiz tínhamos um time até, fazíamos uns "contras" com a galera do bairro e ás vezes até de outros bairros... Mas depois acabei acometido pela lesão dos craques, menisco, e me afastei dos gramados... (Risos).

Cerbo: Gosto de jogar futebol, no meu antigo emprego sempre nos juntávamos nos finais de semana para jogar, agora mudei de emprego e acabei parando de jogar com os caras. Mas sempre estou jogando, com amigos, conhecidos e mesmo que não conheça ninguém se me chamar eu vou... (Risos). Gosto de tocar guitarra também, ainda estou aprendendo, mas curto bastante...

Gamba: Eu gosto de jogar video game e ler quadrinhos, como qualquer criança da minha idade (Risos). Eu e o Andrews corremos em uma avenida aqui da cidade duas vezes por semana para manter a saúde (Risos).

Loiz: Leitura! Sou um aficionado por militaria. Já fui goleiro de futsal, mas decidi encerrar minha carreira no auge. (Risos)

Paul: Meu hobby é pescar! Quando não estou tocando ou trabalhando, estou na beira do rio ou de algum lago de pesque e pague pescando (Risos). Em relação ao esporte, gosto muito de futebol, ultimamente praticando mais no videogame mesmo (Risos). E também gosto muito de ler biografias, histórias em quadrinhos, jornais, revistas, listas telefônicas, etc...

Quanto tempo diário dedica à prática do instrumento que tocam? (No caso do Loiz ao canto). Formação musical de cada um?

Andrews: Hoje em dia eu toco 1 hora por dia só... Mas quando comecei a tocar e "levar a sério" ficava 6 horas tocando, o dia inteiro praticamente, apesar de "arranhar" mais ou menos eu comecei a estudar muito tarde e então tinha que recuperar o tempo perdido. Depois entrei para o conservatório aqui de Tatuí e ficou bem puxado durante algum tempo, mas hoje é essa base, 1 hora por dia...

Cerbo: Hoje em dia 1 hora no máximo, quando dá tempo, por causa do trabalho acaba ficando bem "corrido", os momentos que eu mais pratico acaba sendo durante os ensaios mesmo... Não possuo formação nenhuma...

Gamba: Trabalhando e estudando é meio complicado ter tempo para o instrumento. Eu tento praticar diariamente pelo menos 1 hora, mas nem sempre é possível. Eu estudei no conservatório daqui de Tatuí dos meus 7, 8 anos até meus 14, depois disso só me dediquei a guitarra.

Loiz: Eu já pirei com isso, hoje em dia estou bem desencanado. Não sigo uma rotina, normalmente eu treino "O que esta pior", depende do tempo que tenho no dia ou na semana. Se fosse por na ponta do lápis se der meia hora por dia é muito (Risos).

Paul: Ultimamente não consigo dizer exatamente quanto tempo eu gasto praticando o instrumento no meu dia a dia, creio eu q mais ou menos umas 4 horas semanais... Por falta de tempo e às vezes por relaxo mesmo (Risos). Eu estudei na escola de música São Marcos com acompanhamento do Conservatório de Tatuí, e aprendi a tocar com o saudoso professor Pacheco.

SOBRE GRAVADORAS E TROCA DE MÚSICA NA INTERNET, VENDAS DE CD

Como a banda enxerga essa nova (não tão nova assim) situação das gravadoras, em que as músicas podem ser facilmente encontradas na internet e que muitas vezes as próprias bandas disponibilizam para download ou streaming as próprias músicas?

Andrews: Em primeiro lugar, eu acho que a grande maioria das gravadoras teve o que mereceram, eles passaram anos explorando músicos e de repente elas se tornaram obsoletas, perderam o domínio que eles tinham do mundo da música, muitas boas bandas ficaram pelo caminho e outras acabaram se tornando "pop" por pressão dessas gravadoras. De resto eu penso que ao longo da história sempre vemos exemplos e sabemos que quem sobrevive não é o mais forte, e sim o que tem maior capacidade de adaptação. Todo artista quer que seu trabalho seja conhecido, e não podemos negar que esse novo cenário propiciou isso. Há pontos negativos? Claro que há, como em tudo na vida tem pontos positivos e negativos. Mas de forma geral creio que é bom, antes a gravadora vendia o CD por 40, ficava com 32 e dava 8 pra banda, hoje a banda grava independente, vende por 15 e fica com 15, acho que melhorou...

Como encaram a difusão do MP3? Vocês tem alguma opinião sobre essa difusão "livre" e "gratuita" de MP3?

Andrews: É uma forma de divulgação, o fato de uma banda se tornar mais conhecida de um jeito ou de outro acabará se transformando em ativos para banda, valorização da marca e etc... E outra, fã de verdade compra produto original, e quem não compra produto original não iria passar a comprar se não tivesse o MP3, ia copiar CD de alguém, pedir emprestado e gravar em fita K7, ou inventaria alguma outra forma, lógico que o MP3 facilitou a disseminação do material, mas creio que a atual se deva a inúmeras coisas e não somente a isso...

Como a diminuição das vendas de CDs afetam as bandas iniciantes?

Andrews: Não penso que afeta tanto as bandas iniciantes não, afetam mais as bandas de médio e grande porte, que precisam gerar uma receita para cobrir custos fixos, para conseguir um novo contrato. No nosso caso, por exemplo, não podemos reclamar, pois sempre temos uma boa vendagem nos shows. Antes de termos o formato físico do EP, quando só tínhamos material digital e as pessoas vinham perguntar sobre o material nos shows, nós falávamos que tinha na net, que podia baixar e talz... E em 90% das vezes as pessoas falavam que não, que preferiam o CD oficial mesmo, com encarte e etc... Pode ser até demagogia por parte de alguns, mas a maioria quer comprar o material oficial. O que realmente "FODE" bandas iniciantes é ausência de público nos rolês, isso sim realmente prejudica...

Já que estamos falando de internet e trocas pela rede, o que a banda pensa sobre as redes sociais?

Andrews: Apesar de muita gente usar de forma errada, ficar postando merda o dia inteiro e fingir ser uma pessoa completamente diferente do que realmente é no que diz respeito às bandas é uma ferramenta maravilhosa, as redes sociais nos proporcionaram a chance de eliminar intermediários e ter contato direto com o alvo do seu interesse. A exposição que você consegue dar ao seu material com as redes sociais é maravilhosa, graças a isso uma banda totalmente underground que nem a Warfire tem fãs na Europa, Ásia, América do Norte...

Qual retorno efetivo uma rede social pode ter para uma banda de Heavy Metal?

Andrews: Contatos e exposição do seu trabalho, o que para uma banda é primordial...

PROFISSIONALIZAÇÃO DO MEIO METAL

Muito se fala sobre a profissionalização das bandas de Heavy Metal no país, mas qual é a realidade que o Warfire tem encarado onde tenha ido fazer shows?

Andrews: Gente que tem pouco ajudando quem tem menos ainda, produtor canalha tirando proveito do sonho alheio, e produtor sério, que realmente ama o que faz tirando dinheiro do próprio bolso para cobrir custos, colocando gente desconhecida para dormir em casa, sob o mesmo teto de sua mulher e seus filhos. Talvez com bandas maiores seja diferente, mas a realidade da Warfire é essa aí...

No ano passado tivemos um episódio bizarro (mais um) no nosso país, onde o ECAD tentava cobrar direitos autorais de sites e blogs da internet que disponibilizavam vídeos musicais do Youtube, quantas vezes o Warfire foi procurado pelo ECAD para lhes pagarem direitos autorais dos vídeos que rolam da banda no Youtube?

Andrews: HUHAUHAUHAUHUA Olha, no ano passado eles não nos procuraram nenhuma vez, mas em 2010 e 2011 também não... (Risos). Nem tem o que falar né cara? É uma piada, como tudo aquilo que envolve política e tributação no Brasil, deplorável...

A banda é cadastrada no ECAD para receber seus direitos autorais?

Andrews: Não, vai ver é por isso que eles não nos mandam a grana... (Risos).

Todos os músicos da banda são cadastrados na Ordem dos Músicos do Brasil? O que acham dessa organização?

Andrews: Não. Isso é mais uma "moda" inventada para sustentar um sistema falho de gestão...

A banda registrou as músicas na biblioteca Central do Rio de Janeiro? Em caso negativo, pretende fazer isso ou acha que isso não tem importância?

Andrews: Sim, mas não que acreditemos que isso sirva para alguma coisa, só mera formalidade...

Quantos anos de estudo tem cada membro da banda em seu instrumento? Qual o tempo diário de estudo de cada um em seu instrumento?

Andrews: Eu estudo música faz uns 6 anos e pratico 1 hora por dia atualmente...

Cerbo: Eu fiz 3 meses de aula logo que comecei a tocar, depois disso nunca mais estudei, tento tocar sempre que tenho um tempo livre...

Gamba: Desde os 8 anos de idade, tento estudar 1 hora por dia...

Loiz: Olha... eu não acredito em "estudo por estudo", até porque nunca tive pretensão de formar um Dream Theater da vida. Mas é difícil dizer, música não se mede em horas, mas em vivência, toquei bastante tempo guitarra sem "estudar" de forma metódica, fiz cerca de 2 anos de aulas de canto com a excelente Profª Magaly Ribeiro. O que todo mês eu digo que vou voltar a fazer, mas não consigo porque tenho que pagar as contas. (risos)

Paul: Ganhei meu primeiro violão com 10 anos de idade, mas somente tive vontade de aprender a tocar mesmo dos 14 pra frente. Na época, toquei em algumas bandas de escolas, reuniões de amigos etc. Depois, parei de tocar por algum tempo, sofrendo pela morte de meu pai. Voltei, deixei um pouco o violão de lado e comecei a tocar baixo logo depois que me casei, influenciado pela minha esposa (q é uma excelente baixista por sinal), desde então, estou na atividade até o presente momento.

Além de músicos, vocês têm outros empregos? Qual emprego os mantém, a música ou o segundo emprego?

Andrews: Até o ano passado eu tinha uma agropecuária, agora só dou aula de guitarra, mas eu sou meio "boy" só trabalho para fazer graça... (Risos)

Cerbo: Sim, sou metalúrgico, eu e o Paul trabalhamos na mesma empresa.

Gamba: Não nasci em "berço esplêndido" igual ao Andrews (Risos). Trabalho com Logística de uma empresa de arroz.

Loiz: Funcionário público.

Paul: Sim, como a maioria dos brasileiros sou metalúrgico. (Risos)

Já tocaram de graça após o lançamento do CD demo? E pagar para tocar, já fizeram isso?

Andrews: Sim, já tocamos de graça. E na verdade toda vez que você toca de graça você acaba pagando para tocar, pois tem que arcar com os custos de transporte alimentação e etc... Se você colocar na "ponta do lápis" os custos com investimento em equipamento, investimento em estudo, investimento de tempo na banda (ensaios, apresentações), depreciação do equipamento, depreciação de bens pessoais, você vai notar que toda vez que você recebe cachê na verdade você tocou de graça, porque dificilmente um cachê do underground e até mesmo do maistream (que no Brasil também é underground) vai cobrir todos esses custos... Uma vez durante um "bate-papo" pós ensaio o Loiz disse uma coisa e é verdade, mesmo os membros das bandas grandes do Brasil (exceto o Sepultura talvez), vivem não somente da banda, mas de várias atividades relativas a ela, eles acabam virando produtores, montando estúdios, dando aulas, fazendo Workshops e demais atividades para se sustentar...

Contem uma enrascada que a banda já teve que encarar ao ir para algum show.

Andrews: Enrascada, ENRASACADA, creio que não teve nenhuma não, não que consideremos enrascada pelo menos. Há alguns contratempos ás vezes (Risos). Mas creio que podemos encaixar nessa pergunta nossa viagem para Presidente Prudente no ano passado, 5 caras (2 deles um tanto quanto "robustos"), 2 guitarras, 1 contrabaixo, pedaleiras, cabos, ferragem de bateria, cobertor, travesseiro, roupas, tudo dentro de um Corsa Hatch para uma viagem de 5 horas. Tudo isso sem ter a mínima ideia do que nos esperava quando chegássemos lá, onde dormiríamos, comeríamos, tomaríamos banho, podemos dizer que foi no mínimo interessante... Mas no final, foi um dos melhores shows, e com certeza algumas das pessoas mais legais que tivemos o imenso prazer de conhecer nesses anos de Warfire e até chego a dizer de vida. Fomos tratados de uma forma maravilhosa, e todos nós concordamos que os caras fizeram por nós coisas que alguns parentes não fazem. Abriram a porta da casa deles para 5 estranhos e nos disponibilizaram tudo, tudo que precisávamos... Foi muito bom estar tocando para a galera de Presidente Prudente e maravilhoso conhecer aquelas pessoas, tenho certeza que passe o tempo que passar e aconteça o que acontecer essa será uma grande lembrança da Warfire. E já que estamos falando nisso aproveito para agradecer toda a galera de lá mais uma vez e principalmente ao Ricardo, sua esposa Michelle, e ao Lucas Mesquita (Lucão) e toda família dele.

SOBRE A CENA METAL NO BRASIL

Em Maio do ano passado (2012) deram uma entrevista, onde disseram que a cena estava "fraca", quase um ano de estrada depois, como a banda encara a cena atual?

Andrews: Fraquíssima. O público não vai porque a casa não traz bandas, a casa não traz bandas porque o público não vai. O público não vai porque o ingresso é caro, o ingresso é caro porque vai pouca gente e o dono da casa tem que cobrir os custos. Se coloca entrada de graça não tem como dar um cachê bacana para as bandas, se não tem um cachê bacana as bandas não tem como investir mais, e ainda assim alguns reclamam das bandas, do preço da cerveja e vai pouca gente. E nisso as casas fecham, as bandas acabam e a cena vai definhando... Enquanto a maioria achar que apoiar a cena é curtir e compartilhar posts no Facebook e mais nada a situação vai continuar complicada...

E como veem a cena local? Houve algum tipo de mudança? Para melhor ou pior?

Andrews: Aqui em Tatuí por incrível que pareça melhorou, pelo menos em relação a eventos, ultimamente vem sendo organizados alguns festivais com até certa regularidade poderíamos dizer...

Como estão sendo os shows da Warfire em termos de público? Poderia ser melhor? O que falta para aquecer a cena?

Andrews: Ás vezes, em alguns festivais com várias bandas (como o Carnametal no Blackmore Rock Bar realizado alguns dias antes dessa entrevista), até dá um público legal para atual realidade da cena, mas a pergunta é, se subtrairmos desse público, namoradas dos membros da banda, parentes dos membros da banda, amigos de membros da banda, amigas das namoradas dos membros da banda, resumindo, pessoas que estão diretamente ligada as bandas, que poderiam estar assistindo a um ensaio por exemplo, que tem contato direto com a banda, quantas pessoas sobrariam? São poucas as pessoas que vão apenas pelas bandas, apenas pela música, que não possuem vínculo nenhum com a banda ou seus membros e vão lá só para apoiar, só para "curtir" um som...

A banda está contente com a cena brasileira?

Andrews: Não...

Em uma entrevista recente disseram que estavam contratando groupies para a banda e que receberiam fotos das candidatas "sem roupa", não peladas (risos), então queremos saber se já dá para montar um site pornô com as fotos que já receberam? (muitos risos)

Andrews: Nossa cara, isso deu maior problema, começaram enviar muitas fotos, sobrecarregou o sistema do Hotmail, o servidor deles caiu, recebemos notificações da Microsoft, dizendo que foi uma certa "irresponsabilidade" nossa estar passando um endereço de e-mail para envio das fotos tendo consciência das milhões de fãs que temos em todo o mundo e talz... Foi uma situação bem complicada, e creio que se não fosse a fama e o prestígio que conquistamos mundialmente devido ao sucesso da Warfire, e a amizade do nosso baixista Paul com o Bill Gates creio que poderíamos ter nos encrencado... Agora fazemos as avaliações após as apresentações, pessoalmente, no camarim, ou em algum lugar mais reservado, para podermos dar a atenção que elas merecem... Temos "olheiros" altamente treinados espalhados na plateia que fazem uma triagem das possíveis "groupies" e encaminham elas para nossa avaliação. Você que é gostosinha e vai ao shows da Warfire fique atenta, você pode estar sendo observada... (Muitos Risos).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Gostaríamos que a banda deixasse algumas palavras para os fãs que leem o site. Aqui deixamos um espaço para a banda falar alguma coisa que tenha vontade de falar, mas não perguntamos, o espaço é de vocês.

Andrews: Queríamos mais uma vez agradecer a todos aqueles que torcem pelo nosso sucesso, aqueles que vão aos shows, que compram os produtos, que compartilham nossos "posts", curtem e etc... Todos aqueles que gastam nem que seja 1 segundo em favor da Warfire tem nosso muito obrigado. E um agradecimento especial a você Márcio, e também ao Mauro, por sempre nos darem apoio e acreditar no nosso trabalho. Muito obrigado mesmo.

Agradecemos pela entrevista e desejamos à Warfire muito sucesso e que continuem nos brindando com seu Heavy Metal de excelente qualidade por muito tempo. Obrigado

Equipe True Metal Brazil

Contato:

[email protected]

Ainda não conhece a Warfire?

Sites relacionados:

http://www.warfire.com.br
http://www.tmb1.com.br
http://www.rfdivulgacoes.com




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