Slayer: Dave Lombardo fala sobre Cuba, influências e Heavy Metal

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Por Fernando Portelada, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Arutz Sheva conduziu uma entrevista com o baterista do SLAYER, Dave Lombardo, antes de sua clínica em 1º de maio, em Tel Aviv, Israel. Alguns trechos estão disponíveis abaixo.

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Arutz Sheva: Você nasceu em Havana e cresceu em uma família Cubana. Você cresceu em uma tradicional e religiosa família cubana?

Lombardo: "Sim, bem tradicional. Meu pai nunca aprendeu a falar inglês. Ele saia pra trabalhar, achou um emprego, trabalhou para a família, comprou uma casa e se aposentou. Ele viveu o sonho americano sem falar uma palavra de inglês. Ainda me surpreende. Minha mãe sabe falar inglês, mas não muito. Então a família inteira era cubana. Eu ouvia espanhol todo o tempo. Quando eu pisava fora de casa eu era Americano. Quando eu voltava, era comida cubana, música cubana e televisão em espanhol."

Arutz Sheva: Sua família deixou cuba quando você tinha dois anos. Por que mudaram para a Califórnia ao invés da Flórida ou New Jersey, aonde tem comunidades cubanas bem estabelecidas?

Lombardo: "Vou lhe contar uma história. No final dos anos 1950 em Cuba, eles começaram a ensinar comunismo nas escolas. Então minha mãe e meu pai mandaram meus irmãos mais velhos pra América. Este programa era chamado Pedro Pan [Operação Peter Pan]. Então meus irmãos estavam dentre as crianças de Pedro Pan. Eles foram mandados para a Califórnia, por isso nós acabamos indo para lá depois. Quando meus irmãos foram, meus pais disseram: ‘Nós nos veremos em cinco meses’. Mas a Rússia mandou mísseis para a Ilha e a Crise dos Mísseis de Cuba aconteceu. Então minha mãe e meu pai não viram meus irmãos por cinco anos. Eles tinham 10 e 13 anos naquele tempo. Foi por isso que fomos para a Califórnia. Eles tinham uma família adotiva lá. Meu pai foi forçado a fechar seu negócio pelo Comunismo. Meus irmãos estavam fora. A família foi quase destruída. Minha mãe e meu pai tiveram brigas terríveis sobre tudo. Eles iam se divorciar quando minha mãe ficou grávida de mim."

Arutz Sheva: Como você descobriu seu talento musical?

Lombardo: "Havia muita música sendo tocada em minha cidade, e nos clubes Cubanos havia sempre alguma banda. Eu gostava de ficar nos bastidores e observá-los. Minha mãe dizia: ‘Davey, vá lá pra foram, dance com as garotas, vá brincar com os meninos!’ Eu dizia: ‘Não, mãe, eu quero ver a banda!’ Música Cubana é muito passional. Você toca muito rápido e com muita emoção. Até mesmo certas partes de famosas músicas do SLAYER, vem de música cubana. Eu não tomei aulas. Eu fui autodidata só ouvindo a música, assistindo o baterista e estudando diferentes músicos. Não com papel e caneta. Eu acho que ouvir é importante."

Arutz Sheva: Como você acabou no mundo do heavy metal?

Lombardo: "O poder e a agressividade me atraíram. Eu escutava as músicas na rádio e eram todas poderosas. Por exemplo, quando eu escutei ‘The Wanton Song’, do LED ZEPPELIN, eu tinha que ir comprá-la. Eu lembro de ficar muito animado quando ‘Killers’, do IRON MAIDEN saiu. Eles pareciam assustadores e eu era fascinado por isso. Agora que eu estou mais velho, eu escuto músicas mais calmas. Eu gosto de Jazz Latino, Chucho Valdés, Arturo Sandoval, Paquito D’Rivera, Michel Camilo e muito da clássica música cubana, e eu tiro inspiração disto. Eu adoraria fazer um projeto com artistas Latinos [...]"

Leia o resto da entrevista, em inglês, em:
http://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/168118#.UZm...




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Sobre Fernando Portelada

25 anos, Blogger, Podcaster, Gamer, Leitor de Quadrinhos, Ouvinte de Rock, Jornalista, e chato acima de tudo. Ouviu Imaginations From The Other Side do Blind Guardian aos 13 anos, emprestado por um amigo de escola. Ainda é um de seus álbuns preferidos.

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