Opeth: Loud entrevista o guitarrista Fredrik Åkesson

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Por Kako Sales, Fonte: Loudmag.com, Tradução
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O Opeth volta à Austrália neste mês para o que irá provavelmente provar ser mais uma turnê altamente bem-sucedida. O guitarrista Fredrik Åkesson tirou uns minutos de descanso durante uma manhã de ensaios e composições para bater um papo com a Loud sobre o que nós podemos esperar, para quando podemos esperar, e sobre a turnê com o Katatonia.

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Loud: Olá, Fredrik! Bom falar com você. Devo admitir que estou bastante animado com a possibilidade de ver Opeth e Katatonia juntos numa turnê dessa vez.

Fredrik Åkesson: Isso é ótimo! Já fizemos turnês com eles, bem, desde que estou na banda, algumas vezes e eles são caras incríveis. E eu acho que eles são uma banda do caralho! Vamos lá!

Loud: Eu conversei com o Jonas (Renkse) algumas vezes e o legal é que uma banda é uma influência para a outra, então essa é uma combinação perfeita.

: Sim! Talvez nós possamos tocar algumas do Bloodlust juntos!

Loud: Rá! Isso seria incrível. Mas vamos falar sobre o Opeth agora. A última vez que o Opeth esteve aqui na Austrália foi durante a turnê do "Heritage". Como foi para você, porque aquela foi sua primeira turnê por aqui com eles, certo?

: Foi muito divertido. Foi a segunda vez que estive aqui; a primeira vez na Austrália foi com o Arch Enemy. Temos uma base de fãs bastante dedicada na Austrália. É sempre enorme, diria eu, quando a gente toca. É sempre ótimo, bastante divertido tocar pra essa galera.

Loud: Eu imagino que nessa turnê vocês tocarão músicas diferentes das da última vez. Isso parece ser algo pelo qual o Opeth é conhecido, tocar músicas diferentes em cada turnê. Muitas bandas não fazem isso.

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: Sim. Acredito que seria injusto se não o fizéssemos. É muito importante que façamos um show diferentes do que fizemos da última vez que viemos à Austrália. Dessa vez vai ser bem diferente. Haverá menos músicas do "Heritage". na última vez haviam quatro ou cinco músicas. Nesse show vamos colocar um pouco mais de peso e vamos incorporar aquelas músicas com vocais guturais também, sobre as quais as pessoas estiveram reclamando por não termos tocado da última vez.

Loud: A maior reclamação que ouço das pessoas é que vocês não tocam mais "Demon of the Fall". Eu não sei em outras partes do mundo, mas essa música parece ser bem popular por aqui.

: Oh, ok! Bem, talvez tenhamos que tocá-la dessa vez. Você sabe, estivemos tocando "Demon of the Fall" nessa turnê e nos principais festivais de verão. Em alguns shows para platéias sentadas, temos tocado essa música em violões com harmonias divididas em três partes. Foi bastante interessante e ficou ótima.

Loud: A reação ao "Heritage" foi bastante variada. Eu curti bastante, mas conheço muita gente que não gostou muito não. Qual é sua ideia particular sobre o álbum agora?

: Eu tenho orgulho desse álbum. Acho que é um álbum muito bom. Entendo a controvérsia que há sobre ele, mas foi algo que a banda precisava fazer – algo diferente pra trazer novos ares. E também o álbum se chama "Heritage". É sobre a herança musical da banda. Flerta um pouco com antigos temas hard rock, como a faixa-tributo Ronnie James Dio por exemplo, ou, você sabe, tem um pouco de Rush e um pouco de folk sueco lá.

Loud: A influência de Dio foi bastante óbvia. Quando vocês tocaram aquela música ao vivo, eu quase senti que Dio estava entre nós. Foi quase como vocês estivessem fazendo um cover do Rainbow.

: Obrigado, cara! Aquela música, aquele riff foi composto do jeito que o Ritchie Blackmore teria feito na era Rainbow com Ronnie Dio. O propósito era exatamente aquele. Você sabe, com aquele riff, eu senti que aquilo também seria um tributo ao Blackmore. Meu solo foi um tributo ao Blackmore (risos).

Loud: Qual será o direcionamento que o Opeth provavelmente tomará dessa vez?

: Humm… Bem, eu diria que em uma direção direfente do "Heritage" (risos). Não será um passo atrás, mas será diferente. Talvez mais intenso, de certa forma. Você terá que esperar pra ver! Eu estava no estúdio hoje, gravei alguns solos e fiquei bastante feliz com eles. A música que ouvi o Michael compor hoje soou bem legal. Acho que isso é tudo que eu posso dizer! Desculpe-me (risos).

Loud: Vocês estão trabalhando com o Steven Wilson novamente dessa vez?

: É muito cedo pra dizer. No momento estamos em processo de composição. Talvez eu fale sobre isso em outra oportunidade.

Loud: Vocês estão trabalhando em um novo material no momento. Vai demorar quanto tempo para nós vermos um novo álbum do Opeth?

: O plano é ensaiar e gravar no fim de setembro, quando finalizarmos todas as turnês. Esse é o maior hiato que já tivemos entre álbuns. Acho que o maior hiato antes desse foi o anterior ao "Watershed". O novo álbum não deve ser lançado esse ano. Mais provavelmente no ano que vem.




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Sobre Kako Sales

Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.

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