Pop Javali: somos brasileiros, esqueceu? E não desistimos nunca!

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Por Ben Ami Scopinho
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Ok, não se deixe enganar pelo termo, mas o fato é que o Pop Javali executa um Hard Rock dos mais trabalhados e repleto de influências dos anos 70 e 80. Depois de ter acesso ao debut "No Reason To Be Lonely", lançado pelo Oversonic Music, o Whiplash.Net conversou com o power trio de Americana (SP). Confiram aí!

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Whiplash.Net: Olá pessoal. O Pop Javali liberou seu primeiro disco há pouco tempo. Que tal começarmos com uma breve biografia da banda?

Loks: A formação é original desde 1992, tendo o gosto pelo Hard Rock e, principalmente, a sintonia de idéias para composições próprias o que nos inspira até hoje. Como banda, paramos um tempo para todos se encaminharem na vida, mas a ligação musical que temos é muito forte e depois de alguns anos voltamos a compor e aí está o resultado: "No Reason To Be Lonely" já diz tudo.

Jaéder: O Pop Javali foi um nome escolhido por sorteio, havia outros bem piores, como por exemplo 'Tie And Grow", ou 'Aperta que Cresce" em português, rsss. No nosso caso, o Pop Javali sintetiza algo em que acreditamos, o conteúdo sempre deve ser mais valorizado que a embalagem.

Frizzo: kkkk, já contamos tanta mentira sobre a origem do Pop Javali que não sei mais qual a verdadeira história, mas o nome é irreverente e eu, particularmente, tenho orgulho do fato de o nome ser em português, não tendo 'x' ou 'y', e nem números no meio.

Whiplash.Net: Duas décadas é muito tempo... O que os motivou a lançar "No Reason To Be Lonely" somente agora?


Jaéder: Isso aconteceu por dois fatores. O primeiro é que não queríamos fazer um CD independente, e o segundo é que o Pop Javali ficou inativo por certo período, e foi somente a partir do retorno em 2007 que passamos a procurar selos que se interessassem em lançar nosso trabalho.


Frizzo: Não é fácil uma gravadora nacional abrir as portas pra uma banda que toca Hard Rock autoral em inglês... Mas aconteceu na hora certa!


Whiplash.Net: "Reason To Be Lonely" oferece um Hard Rock virtuoso que abrange o que foi feito nos anos 70 e 80. Em termos musicais, o que estas décadas possuíam que atualmente não temos?


Loks: Além da originalidade e criatividade??? Quem sabe um povo mais culto musicalmente?

Frizzo: Na verdade, acho que não possuíam tantos computadores, e assim os músicos tinham mesmo que ser bons. Não havia 'pro tools', nem 'melodyne' ou 'plug ins de efeitos' para maquiar o som, tinha que ser na raça mesmo. Tecnologia demais faz o cérebro e a criatividade ficarem preguiçosos.

Whiplash.Net: E a Oversonic Music? Como é trabalhar com uma gravadora nestes tempos tão complicados para quem está ligado à indústria musical?

Loks: Muitas coisas mudaram com a net e está difícil para todos. Acho que é a hora de, para quem quiser ficar no 'mercado', somar forças e não dividir como era antigamente: 1 pra gente 9 pra eles, rsrs.

Jaéder: A Oversonic foi fundamental. Poder fazer parte do seu cast de artistas nos trouxe confiança e, acima de tudo, muita credibilidade, além de mais vontade de batalhar cada vez mais.

Frizzo: O melhor da Oversonic foi a liberdade que nos deram nas gravações. Não houve interferência nos arranjos, as músicas foram gravadas exatamente como foram criadas, e esse respeito ao artista é bem mais raro de se achar do que possam imaginar.

Whiplash.Net: O Pop Javali já tocou com duas bandas que possuem seus fãs: o Deep Purple e o Ugly Kid Joe. O que poderiam dizer destas experiências? Como é a atitude deste pessoal para com as bandas brasileiras?

Loks: Com o Deep Purple foi meio complicado, são meio cult, pois ,já passaram da fase de showbusines. Já com o Ugly foi bem mais legal, a galera é receptiva e muito simpática. Mas o que realmente valeu foi ter mostrado nosso trabalho para os dois públicos e agradado a ambos.

Jaéder: Em relação ao Ugly Kid Joe, batemos um papo com os músicos no backstage, os caras são super simpáticos. Quanto ao Deep Purple, eles são mais reservados, e até pelo respeito que temos por eles, preferimos não atrapalhar de forma alguma. Ás vezes cruzávamos com um ou outro bem rapidamente e, na verdade, não sabíamos o que fazer naqueles poucos segundos para demonstrar nossa admiração, talvez não tentar nos aproximar foi a melhor forma de fazê-lo.

Frizzo: Foram ótimas experiências, além de 'embelezarem' o curriculum, rsss. Os músicos são muito bacanas, respeitam o músico brasileiro de igual pra igual... Quem é 'menos simpático' é o pessoal das equipes técnicas, alguns são bem 'malas', mas nada que tenha desabonado os eventos.

Whiplash.Net: Passou-se a fase das grandes bandas, e atualmente estas 'grandes bandas' vivem do passado. Como é atuar com a perspectiva de uma não renovação na cena rock'nroll?

Loks: Cara, a gente tem se inspirado em muitas tendências 'novas' como Porcupine Tree, Black Country Communion, que são bandas com sonoridade dos anos 70/80, mas com uma grande dose de originalidade. Tem um monte de influências legais, mas com uma sonoridade contemporânea. E assim acho que também deve seguir aqui, nós mesmos procuramos incorporar influências novas em nosso som e o próximo CD já vai ser um grande exemplo disso.

Frizzo: A hora é essa! A carência vivida pelo rock atual pode ser um grande ponto a favor de quem faz um bom trabalho no gênero. Não se trata de reinventar a roda, mas de resgatar o bom e velho rock'n'roll, com novas composições. Tem rockeiro de monte reclamando da falta de espaço para o rock e da invasão do sertanejo, por exemplo. Mas o que vemos é uma proliferação absurda de bandas cover. Pouca gente se atreve a fazer som próprio... Aí fica difícil, né?

Whiplash.Net: No Brasil, mesmo tendo ótimas bandas, nossa cena é marcada pelo amadorismo. Com 20 anos de experiência, o que vocês acham que dá para melhorar?

Loks: Isso é muito difícil, da noite para o dia não vai rolar, é uma coisa cultural. O rock ainda é cercado por amadores e aventureiros, pois muita gente acha que 'não dá dinheiro', etc. Mas não é bem isso, basta ver os grandes festivais, as grandes bandas de rock, e as nem tão grandes assim: sobreviver da arte não é mais uma utopia, e sim uma realidade.

Jaéder: Para se ter uma estrutura mais profissional, deve existir uma demanda que a possibilite. Tem muito rocker no Brasil, basta ver nos shows grandes. Mídias como o Whiplash.Net e as web rádios, entre outras, auxiliam sobremaneira para que esse público tenha acesso às bandas que estão buscando espaço. O crescimento desse meio gera a perspectiva da geração dessa demanda.

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Whiplash.Net: Como é para três 'tios' que tocam pra caramba estarem com um bom disco na praça, com "Silence" rolando na MTV europeia, mas que quase ninguém ouviu falar do Pop Javali no Brasil?

Loks: É assim mesmo, alguém acreditaria se, no mês passado a gente falasse que o Corinthians ia ser campeão mundial? É mais ou menos por aí, rsrs. Nós somos brasileiros, esqueceu? E não desistimos nunca, kkkkk!

Frizzo: Na verdade, não tínhamos material profissional para ser mostrado. Isso veio com o CD, e agora temos site, clipes, redes sociais, etc... Vai ficar mais fácil, antes era tudo mais complicado. Não tivemos pressa até agora, então não vamos perder a calma, hehe!

Whiplash.Net: Um novo ano se inicia. Quais os planos para 2013? Vai rolar mesmo a cogitada turnê para Estados Unidos, Europa e Japão? Como vai ser isso?

Frizzo: A América do Sul é uma vitrine certa, os contatos já estão adiantados e só dependemos de datas. Nos Estados Unidos já era pra ter acontecido em 2012, mas tivemos contratempos. Em 2013 vai rolar, com certeza.

Loks: A possibilidade está bem adiantada, mas vamos começar pela América do Sul, em países como a Argentina, Chile, Uruguai e depois, quem sabe?

Jaéder: Acabamos de finalizar o clip da música "Wasted Time", que deverá ser veiculado na MTV Brasil no primeiro semestre, e também estamos bem empolgados com a pré-produção das novas composições que iniciamos recentemente.

Whiplash.Net: Jaéder, Frizzo e Loks, o Whiplash.Net agradece pela entrevista de deseja boa sorte a todos. O espaço é do Pop Javali para os comentários finais, ok?

Loks: Muito obrigado a todos os que têm nos apoiado e acreditado no Pop Javali! Temos certeza que, com mais pessoas como nossos produtores e o Whiplash.Net apoiando nossas bandas, todos chegaremos ao lugar que queremos. Long Live Rock And Roll

Jaéder: Bom, somente queria parabenizar e agradecer ao Whiplash.Net pelo excelente trabalho, sempre nos trazendo as informações em primeira mão, nos mantendo atualizados e antenados. Fico honrado pelo convite e pela extraordinária colaboração na divulgação do Pop Javali, muito obrigado novamente e um abraço a todos!

Frizzo: Muito obrigado pela oportunidade, vida longa ao Whiplash.Net!

Contato:
http://www.popjavali.com

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Post de 07 de janeiro de 2013

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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