HIM: "Tears On Tape vai ser algo que vocês nunca ouviram antes."

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Por John Wins, Fonte: ARTISTdirect.com, Tradução
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Com o fim do hiato, o HIM voltou aos holofotes, e com isso o frontman Ville Valo vem dando entrevistas tão rápido quanto o processo de gravação do novo CD "Tears On Tape". No mês passado o editor-chefe do ARTISTdirect, Rick Florino bateu um papo com Ville sobre os recentes acontecimentos da banda: A coletânea, os 20 anos de carreira e o novo CD.

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Com "XX – Two Decades of Love Metal" e "Tears on Tape", como você se sente no seu particular criativo?

"Tears on Tape" está sendo realmente orgânico, direto na cara, super melancolia besta [risos]. Vai ser algo que vocês nunca ouviram antes. Eu estou muito feliz com isso. Soa bem. Lembra a trilha sonora de Twin Peaks que Angelo Badalamenti fez, sabe? Tem semelhante qualidade, melancolia, mas misturado com Motörhead. Isso é o que estamos fazendo! Estamos muito felizes. Ele tem um toque de sonho. É como Roy Orbison encontrando Metallica.

É "Strange World" uma porta de entrada para ele (TOT) ou foi algo apenas para vocês?

Originalmente, nossa antiga gravadora se aproximou de nós para fazermos uma coletânea, isso há uns 10 meses atrás. Tivemos as nossas próprias ideias. Começamos a trabalhar na escolha das músicas e encontrar versões diferentes delas. Nós falamos: "Vamos fazer algo especial para isso". Nós ensaiamos "Strange World" antes. Você sabe aquelas canções inesquecíveis? Elas te caçam e você simplesmente não consegue fugir delas. "Strange World" é uma dessas, e eu sempre amei essa música. Empurrei-a para os caras. Falei: "Vamos ver o que acontece com isso". Eles colocaram seu próprio identidade sobre ela, musicalmente falando. O resultado foi ótimo. Foi muito simples e fácil. Esse é a marca de uma boa banda. As coisas simplesmente acontecem. Há um fluxo.

Em que parte da letra você está (NE: sobre a canção "Strange World")?

Com a letra, tenho ouvido muitas interpretações da música ser política. Eu não estou envolvido politicamente, vamos colocar dessa maneira. Eu senti a emoção e a melodia da canção. Depois disso, me senti como se fosse um recém-nascido ou uma pessoa ingênua ao olhar o mundo e ver a porra louca que é. Ele nunca muda. Não importa se é nos anos 90 ou nos anos de 1890. Há sempre coisas loucas acontecendo. Ele nunca para. O fato de que, como um voyeur você pode olhar para ele e estar ciente da merda está acontecendo é algo positivo.

A vida prospera no equilíbrio de luz e escuridão.

Com certeza. Fazemos coisas más acontecerem e então acontecem coisas boas. Estamos entrando em uma situação em que quanto mais o longe vai o mal, mais o bem irá. Temos que ter cuidado!

O ponto que eu queria chegar, como é fazer um álbum de hits? É quase como um álbum de fotos?

Faz-nos sentir realmente muito velhos [risos]. No final do dia, estamos orgulhosos do que fizemos, e há uma oportunidade de fazer algo assim. Eu sou da escola do Black Sabbath onde os álbuns são álbuns. Você tem suas faixas ruins. Você tem suas faixas boas. Você tem suas faixas sentimentais. Você tem suas faixas de heavy metal. Você tem que ter que yin e yang acontecendo. Com uma compilação, é realmente difícil. É um lembrete de que nós existimos. Eu acho que isso é a coisa mais importante na compilação. Nove em cada dez bandas não chegarão aqui. Não estou falando sobre sucesso. Estou falando sobre o fato de bandas ficarem juntas realmentes. É muito tempo para estar em uma banda e ainda apreciar todos tocando juntos. É uma loucura. É algo que se você pegar a sua carta de tarô, não terá trabalho fácil [risos].

O que você pensa hoje, quando lembra do "Razorblade Romance"?

Desespero com fraldas [risos]. Eu era um cara jovem quando fizemos isso. Eu tinha 20 anos de idade. Eu amo esse álbum. Meu favorito é "Love Metal". Você vai pelo feeling e de repente o seu dedo do meio está de pé. É muito importante se manter firme e falar: "Isto é o que você faz. Isso é quem eu sou. Eu não preciso explicar mais do que isso". Para os músicos, álbuns podem ser como as páginas de um diário sonoro. São muito importantes. Eu não escrevo em um diário. Eu não escrevo cartas. Eu escrevo tudo o que sinto em canções. Para mim pessoalmente, isso é muito importante.

Você sempre foi muito honesto. Não esconde nada?

Bem, você não pode. Como escritor, você sabe disso. Você quer olhar o máximo possível dentro do abismo ou não olhar pra trás enquanto usa termos nietzschianos. Não há com fazer isso. Só há uma única possibilidade. É difícil falar sobre essas coisas. Não há alternativa. Eu dedilho meu violão e derramo alma e pensamento. Você compra cerveja o suficiente e junta alguns caras para tocar esse material juntos [risos]. Então, temos toda essa coisa acontecendo. É algo tão simples. Ao mesmo tempo, é algo tão complicado.

De onde "Tears on Tape" vem?

O ponto principal por trás disso é que eu cresci com a música e ela tem sido meu porto seguro nas boas e más situações. Essas lágrimas que os artistas colocam em gravações é o que nos faz continuar. A "fita" (tape) no título é simbólico. É sobre o fato de você colocar seu coração. Quando você coloca seu coração em tudo o que você está fazendo, é válido. Ninguém pode tirar isso. É tão difícil de começar a escrever. Quando você começa a sentir, é revitalizante e te dá a oportunidade de sentir a razão de existir.

Qual foi o último filme de terror bom que você viu?

Você já viu um filme espanhol chamado "Hierro"? É muito bom. É mais psicológico. Você deve procurá-lo. Eu preciso achar um.

Recentemente o HIM lançou uma coletânea intitulada "XX - Two Decades of Love Metal" com todos os sucessos dos vinte anos de carreira da banda.

O novo CD de inéditas intitulado "Tears On Tape" se encontra em fase de mixagem com o renomado Tim Palmer (The Cure, Tears for Fears) saindo no primeiro semestre de 2013.

Para fechar o ano os finlandeses se preparam para 4 apresentações no Festival Helldone no Club Tavastia em Helsinki. Será a primeira apresentação ao vivo depois de 2 anos longe dos palcos.

Para mais informações acesse: HIM Brasil O maior conteúdo sobre HIM em português!

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Sobre John Wins

John Wins é aspirante a jornalista, além de ser designer e escritor. Trabalha como roteirista/apresentador no Heavy Talk e como administrador/editor no HIM Brasil. Grande pesquisador do metal nacional e principalmente do metal finlandês. Para mais informações, acesse: twitter.com/johnwins. Força Sempre!

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