Guitar Talks: entrevista com Maurício Nogueira, do Matanza
Por Crysthian Gonçalves
Fonte: Guitar Talks
Postado em 02 de novembro de 2012
Influências, turnê pelo país, composições, novidades e muito country/hardcore. O guitarrista do Matanza, Maurício Nogueira, concedeu uma entrevista exclusiva para o Guitar Talks, e esses foram os assuntos da conversa. A banda é destaque na cena alternativa nacional e, no clube deles, quase todos os canalhas são bem vindos. Assim como Erasmo Carlos, eles também têm de manter a fama de mau.
Guitar Talks - Vocês tem um instrumental forte e pesado e foram inventores desse estilo country/hardcore. Quais são as influências do Matanza no country (Além do Johnny Cash) e no hardcore?
Maurício Nogueira - Bom valeu! Mas em primeiro lugar, não sei se inventamos esse lance, mas no country tem Willie Nelson e bandas como a Irish. No hardcore/metal tem o Slayer, Exploited e o Motorhead.
Guitar Talks - Quais as dificuldades que vocês encontraram ao longo da carreira, até conseguirem se estabilizar como uma das maiores bandas no cenário alternativo nacional?
Maurício Nogueira - Eu entrei na banda há 5 anos, então não peguei a banda no inicio, mas já estive em outras bandas e pelo que conversamos as dificuldades são as mesmas. Acho que estamos nesse bom patamar por que trampamos muito sempre, com projetos, lançando discos e nunca paramos de fazer shows. Isso cria um vínculo com a galera que sabe que vamos estar no palco tocando a "porradaria" pra eles.
Guitar Talks - Você acha que é difícil fazer rock do jeito que vocês fazem no Brasil hoje? Por quê?
Maurício Nogueira - Hoje não está muito difícil. Existem muito mais meios de divulgação, tanto quanto instrumentos e gravação têm uma qualidade maior, com facilidades e com preço bem melhores que há 20 anos. Quando comecei, reconheço que foi complicado conciliar o trampo com a banda, família, tudo. É certo que tem que, tipo, viver na estrada. Esse é o lance, trabalhar em todas as frentes para a banda rolar.
Guitar Talks - Quem é que pode, e quem é que não pode entrar no "Clube dos Canalhas" pro Matanza?
Maurício Nogueira - Todos os canalhas e, principalmente, as canalhas de bom gosto que sacam o que isso significa: churrasco, cerveja, velocidade, festa, ressaca. Agora canalhas do lado negativo tem mais é que se foder! (risos)
Guitar Talks - O último disco de vocês (Odiosa Natureza Humana - 2011) foi gravado em fitas de rolo, sem nenhuma interferência digital. Por que vocês preferiram essa opção de gravação?
Maurício Nogueira - A gravação analógica é muito mais fiel ao som original que sai da bateria, do amplificador e, principalmente, não tem edição nem truques de computador. Foi tudo feito ao vivo em três dias direto e reto, por isso ficou bom, sabe? Sem frescuras e muita produção. Soa como a banda é ao vivo.
Guitar Talks - Como surgiu a ideia do Matanza Fest?
Maurício Nogueira - Bem, é um lance que a gente ficou a fim de fazer para realizar uns shows com estrutura legal, bebida barata e um monte de banda de camarada. Nós estamos produzindo tudo, sabe? Ás vezes nós pegamos produções complicadas daí, como já temos uma experiência e uma equipe muito boa, decidimos fazer um show em que gostaríamos de tocar, com estrutura boa, som bom para as bandas, tudo com tempo correto e, principalmente, para a galera que vai ver ter um puta show a um preço honesto, com algumas coisas pra curtir por lá também.
Guitar Talks - O Donida é o compositor das letras do Matanza e vocês as interpretam muito bem. Vocês concordam com tudo que ele escreve? São pensamentos e ideologias que vocês também possuem?
Maurício Nogueira - Cara, o Donida foi o primeiro cara que eu conheci da banda e ficamos um tempo tocando juntos para ele me passar as músicas e tudo. Aí saquei todo o lance, sabe? Não há como não concordar com as coisas que ele escreve. O Matanza é tipo uma história com vários capítulos que a cabeça dele vai criando.
Guitar Talks - Ano passado vocês tocaram no Rock in Rio para um público enorme ao lado do B. Negão. Como foi aquela experiência? O Rock in Rio começou a divulgar as primeiras bandas confirmadas para o evento. Essa é uma dose que vocês gostariam de repetir?
Maurício Nogueira - Muito foda! Fomos a primeira banda do dia com a galera a mil, isso é que foi foda! A molecada com sede de som, porrada e curtir muito. Ter o B. Negão junto foi foda. Ninguém esperava, mas o B. é respeitado por todos pelo trampo de qualidade que faz e foi tudo ali dentro do contexto do palco e do show. Se rolar de novo será melhor ainda!
Guitar Talks - O que podemos esperar do Matanza nesse final desse ano e em 2013?
Maurício Nogueira - Bem agora em novembro sai o novo disco Matanza, "Thunderdope", com regravações antigas de músicas cantadas em inglês e com muito hardcore, metal e country pra galera. Tá muito bom o play. Fora isso, temos o Matanza Fest que percorrerá muitos lugares com as melhores bandas da região para todo mundo encher a cara e vomitar tranquilo! (risos) Temos mais alguns projetos paro o ano que vem, mais ainda não podemos revelar. Mas garanto que será loucão!
Guitar Talks - Obrigado pela entrevista! Gostariam de deixar um recado aos fãs do Matanza e leitores do Guitar Talks?
Maurício Nogueira - Valeu aí! E vamos tocar guitarra direito por ai com muita barulheira, distorção e volume no talo! Abraços!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Digão explica o erro dos Raimundos: "Mamonas Assassinas foram mais inteligentes"
Helloween - um espetáculo completo na borda da cidade de São Paulo
Turnê que Michale Graves faria pelo Brasil é cancelada um dia antes do início
O que significa a famigerada expressão "viúva dos Cavalera"?
Em parceria com a Casa da Moeda Real, Pink Floyd lança palhetas em cobre, prata e ouro
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
Cogumelo Records: 46 anos no coração do rock pesado de Belo Horizonte
A banda que pouca gente conhece que juntou membros do Angra e Biquini Cavadão
Ozzfest confirma segundo país que receberá o evento em 2027
A banda punk que fez John Lennon pensar "Era assim que os Beatles eram no começo"
Seven Crossroads Festival anuncia oito atrações, seis delas inéditas no Brasil
Tarja Turunen fará show em São Paulo em maio de 2027
O álbum do Pink Floyd que fez Kate Bush pensar em desistir de escrever músicas
Tuomas Holopainen afirma que Nightwish poderia continuar sem ele
A estrela de Hollywood que ajudou a transformar uma canção em clássico do Guns N' Roses
O álbum do Led Zeppelin em que Jimmy Page chegou ao auge, segundo John Paul Jones
A surpreendente opinião de Roger do Ultraje a Rigor sobre Chico, Caetano e Gil
Guns N' Roses: o "Chinese Democracy" que você nunca viu

Marilyn Manson: "Sou ainda pior fora do palco"
Dream Theater: Myung não tinha planos de ser baixista



