Scorpions: Herman Rarebell no Brasil com Michael Schenker

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Por Roberta Forster, Fonte: Scorpions Brazil
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Herman Rarebell, o lendário baterista do Scorpions que deixou o grupo em 1995 dando lugar a James Kottak, concedeu-nos uma divertida entrevista. Ele nos atendeu diretamente de sua casa, em Brighton, com muita simpatia e respondeu algumas questões sobre o seu livro lançado recentemente no Brasil com o título “SCORPIONS: Minha história em uma das maiores bandas de todos os tempos” e outras curiosidades sobre o Scorpions. Confira esse descontraído bate papo!

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Scorpions Brazil: Olá Herman, como vão as coisas por aí?

Herman Rarebell: Aqui está tudo bem, eu estava fazendo compras com a minha mulher, tentamos chegar às 5 ou 6 da tarde, mas não deu tempo de chegar, é por isso que estou atrasado, cheguei só às 8 da noite!

SB: Ah, tudo bem! Sem problemas, vamos lá! Eu tenho o seu livro aqui, você já viu a capa da edição brasileira?

HR: Eu vou te mostrar a capa, só um minuto [Herman vai buscar o livro original em inglês e mostra na webcam]. Essa é a verdadeira capa, consegue ver?

SB: Sim, sim! Você não viu a capa brasileira?

HR: Sim, e esse é o problema do livro!

SB: Esse daí é o livro original em inglês, certo?

HR: Sim, é o livro em inglês lançado pela Amazon.com nos Estados Unidos e também na Inglaterra. Essa é a capa inglesa, eu não estou muito feliz com a capa brasileira, porque eu disse a eles para copiarem a minha capa da Europa, mas eles preferiram fazer a própria capa no Brasil... bom, foi uma ideia do editor, você sabe.

SB: Bem, você queria a sua própria capa e então eles fizeram a capa com o escorpião e o logo do Scorpions.

HR: É, eles fizeram a própria capa, eu acho que eles concluíram que aquela capa seria mais vendável que a minha capa original. Bom, eles conhecem o mercado brasileiro melhor que eu então eu confiei neles é o que saiu. Mas tudo bem.

SB: Eu acho que eles pensaram que usando o logo do Scorpions poderiam chamar mais atenção dos fãs para o livro.

HR: Provavelmente é exatamente o que pensaram, mas estou feliz que o livro foi traduzido e espero que os fãs brasileiros fiquem felizes ao ouvir a minha história sobre o Scorpions, a tradução é muito boa, eles mantiveram o humor e fizeram um bom trabalho.

SB: Eu não li a versão original em inglês, mas eu acho que a tradução está muito boa, você é muito divertido e eu pude rir bastante, estou impressionada com o livro; ele é muito engraçado e bem diferente do que autobiografias costumam ser. Parabéns!

HR: Isso é bom, estou muito feliz que tenha gostado.

SB: Como é trabalhar com um coautor? Você tem histórias para contar e ele encontra um bom meio de colocar tudo isso em uma boa forma textual?

HR: Eu e meu coautor, Michael Krikorian, ele é americano... bom, na verdade foi ele quem me escreveu uns dois anos atrás para falar sobre escrever esse livro. Eu disse a ele “sim, acho que é uma boa ideia mas eu preciso de alguém que fale inglês perfeitamente, quero dizer, inglês não é a minha língua materna” – como também não é a sua, nós dois falamos inglês mas não é nossa língua mãe – Então, eu precisava que alguém, como um americano, americanos tem inglês como sua língua materna, e precisava de alguém que tivesse uma conexão de ideias e isso é muito difícil de encontrar. Eu e Michael, nós fizemos tudo, no começo ele veio para Brighton e nós passamos dez dias juntos e eu contei a ele a minha vida toda, e ele gravou tudo, ficou ali sentado o tempo todo, gravando, ouvindo tudo, e depois disso ele foi embora de Brighton. Três meses depois, em maio, eu estava verdadeiramente pronto para ouvir tudo, completar as histórias, corrigir... E acho que começamos um processo criativo de trocas, que você faz quando cria alguma coisa, e no fim de maio o livro estava pronto e, você sabe, nós o lançamos em setembro de 2011 e eu fui à América para apresentar o livro em outubro e novembro, fazendo um pequeno tour, inclusive na Califórnia. E uma rádio que faz um metal show fez a promoção do meu livro, e é um programa muito famoso lá, então depois do Metal Show de repente meu livro era o número nove Amazon.com, foi muito bom ver isso acontecer, o livro está vendendo muito bem na América. Bem, as pessoas estão gostando, eu vejo muitos comentários como: “nós gostamos do humor”; “é muito divertido ler”; “nós amamos o seu livro”, então estamos tendo uma ótima resposta dos fãs americanos e eu me sinto muito bem com isso!

SB: Falando sobre algo que você escreveu no livro. Você disse que a música Steamrock Fever é sobre a Califórnia que você não se lembrava se havia perguntado ao Klaus por que ele escolheu a Califórnia para ser o centro de sua febre. E então, já perguntou pra ele agora?

HR: Não, eu nunca perguntei (risos). Naquele tempo todos tínhamos uma base na fantasia, porque como você sabe, naquela época era difícil sair da Alemanha, estávamos presos em Hanover, tínhamos sorte se conseguíamos sair de lá. Então era um sonho e a música Steamrock Fever em L.A. (Los Angeles) era um sonho para nós, ir para a América e ser uma grande banda lotando um estádio... era um sonho, você sabe, então a música Steamrock Fever era mais como uma fantasia.

SB: Eu estive com a banda há mais ou menos uma semana [a entrevista com Herman foi feita uma semana depois dos shows em São Paulo], eles vieram fazer shows em São Paulo e eu tive a chance de conversar com eles. Acabei me esquecendo de perguntar ao Klaus sobre essa música (risos).

HR: É, mas acho que é isso mesmo, uma fantasia “Espero um dia tocar na América, espero um dia termos nossa Steamrock Fever em L.A.”, então é isso... mas como estão os garotos?

SB: Ah, eles estão muito bem, eu inclusive tive a chance e entrevistar o Rudolf e ele ficou chateado comigo porque eu li o seu livro e não li o dele! (risos)

RH: Bem... o que eu posso dizer (risos)

SB: Mas eu disse a ele que precisei ler seu livro primeiro porque eu ia fazer uma entrevista sobre ele com você em breve!

HR: Tenho certeza que você disse a ele que gostou do meu livro, hum!

SB: (risos) É claro que eu disse! E prometi a ele ler o livro dele em breve e então enviar-lhe uma resenha! Você leu o livro do Rudolf?

HR: É claro que eu li o livro, yeah... Eu acho que é um livro muito interessante para alguns alertas para a vida, você sabe, o que poderíamos fazer para viver uma vida feliz, podemos acordar pela manhã, fazer exercícios, isso e aquilo... é um livro sobre como ter uma vida melhor. Esse é o ponto de vista, abra você mesmo a sua mente.

SB: Ah, sim, eu estou lendo ele agora! Eu consegui uma edição portuguesa autografada, veja! [mostro o livro na webcam, e mostro o dele também]

HR: Isso é muito legal! Eu autografarei meu livro pra você quando eu for para aí. Eu irei para a América do Sul com o Michael Schenker entre 19 e 26 maio de 2013 e acho que teremos alguns shows do Brasil, acho que dois ou três.

Confira a entrevista completa em
http://www.scorpionsbrazil.net/br/noticias.php?subaction=sho...

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Sobre Roberta Forster

Sou paulista, apaixonada por rock'n'roll, fotografia e literatura, nascida nos maravilhosos anos 80, funcionária pública, graduada em Artes Visuais pela Universidade Belas Artes de São Paulo. Especializei-me em fotografia pela Escola Focus em 2008 e, atualmente, estudo Letras na Universidade de São Paulo - USP e atuo como fotógrafa de Rock e Heavy Metal para o Whiplash! quando Chronos permite. Prazer!

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