Andre Matos: entrevista para o Hard And Heavy
Por Luciano Piantonni
Fonte: Hard And Heavy
Postado em 16 de setembro de 2012
Andre Matos é um cara que dispensa apresentação. Considerado um dos maiores nomes do Metal brasileiro, Andre integrou bandas como Viper, Angra, Shaman, Symfonia e sustenta uma sólida carreira com uma banda que leva o seu nome – que chega ao seu terceiro trabalho, o excelente The Turn Of The Lights. Confira nossa conversa com o "maestro do Metal":
HH -Fale sobre a concepção de The Turn Of The Lights.
Andre Matos: Em primeiro lugar quero agradecer pela bela resenha feita, acho que você captou a essência do trabalho e soube diferenciar as intenções de música para música. Isto já é uma satisfação: independente se imprensa ou público, quando alguém entende a mensagem, é o nosso objetivo. Obrigado!
O conceito nasceu da ideia do conhecimento. Os antigos filósofos diziam que conhecer algo era o mesmo que jogar luz sobre este objeto; passa-se então a perceber o que antes parecia não estar ali. O mundo vem passando por transformações muito aceleradas. Se nós não "iluminarmos" certos aspectos da vida em comunidade, talvez nos deparemos com um beco sem saída para a Humanidade. Traduzindo mais ou menos ao pé da letra, o título quer dizer "A Virada das Luzes". É bastante auto-explicativo.
HH – Jurava que fosse encontrar uma releitura de alguma música de seu passado neste CD…
Andre Matos: Apenas na versão japonesa, como bonus track, gravamos duas versões atualizadas de músicas passadas, como At Least a Chance do Viper, e Wings of Reality do Angra. Mas não chegam a ser releituras, não quisemos mudar por demasiado os arranjos. Apenas a sonoridade ficou mais atual. Para a versão convencional sem os bônus, são 11 faixas completamente inéditas, e o CD alcança praticamente 1 hora de duração.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
HH – Qual a comparação que você faria entre os dois primeiros e esse?
Andre Matos: Sempre se aprende algo. Foram processos bastante opostos. A diferença é que, nesse novo CD, tivemos tempo de sobra e material de sobra pra poder escolher aquilo que se encaixava melhor. E fomos lapidando as músicas, mesmo quando ainda estávamos em turnê, na estrada. Outra diferença foi o fato de este álbum ter sido produzido, gravado e finalizado num único local, o Norcal Studios em São Paulo. É a primeira vez em mais de 20 anos que produzimos um trabalho inteiramente no Brasil. Isto nos deu mobilidade, flexibilidade – e, devido às facilidades do estúdio, e ao empenho da equipe de produtores, conseguimos realizar em 3 meses o que talvez levaríamos 6 para terminar.
Musicalmente é um disco bem trabalhado, bem equilibrado, um "mix" dos elementos dos dois primeiros com algumas pitadas a mais. O som é pesado e compacto, sem deixar de lado as passagens clássicas e progressivas.
HH – A arte da capa de Mentalize tinha vários significados. The Turn Of The Lights soa mais simples. Existe algum significado por trás daquela imagem?
Andre Matos: A capa do Mentalize era uma espécie de jogo, de charada. Servia completamente ao propósito transcedental do disco. Já a do The Turn of the Lights traz uma mensagem mais impactante e direta. Foi baseada na estética de alguns ilustradores atuais e também de alguns filmes contemporâneos. Um grande trabalho gráfico do ilustrador Rodrigo Cruz, baseado numa foto real da fotógrafa Amanda Louzada.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
A melhor música de prog metal lançada a cada ano, de 1985 até 2025
O músico que para James Hetfield representava a própria América
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
Baterista responde a reclamações dos fãs sobre o Anthrax tocar sempre o mesmo setlist
10 músicas de metal internacional que estão na memória afetiva do brasileiro
Por que Kerry King não chorou em cerimônia que aconteceu no mesmo dia que Jeff Hanneman morreu
Os cinco maiores álbuns da história do rock progressivo
Brasil viajará para a Copa do Mundo no avião dos Rolling Stones
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
Steve Harris aponta a música ideal para apresentar o Iron Maiden a quem nunca ouviu a banda
O roadie que parecia o He-Man e quase perdeu a cabeça em turnê do Cradle of Filth
Site britânico explica por que Rock in Rio Lisboa é "um festival como nenhum outro"
O beatle favorito de Freddie Mercury: "Sempre preferi, gênio absoluto. Não sei por quê"
David Gilmour estava inseguro até uma música devolver sua confiança no Pink Floyd
Lars Ulrich, do Metallica, surpreende ao contar por que não tem tatuagens
Caetano Veloso e o astro que seria "novo Bob Dylan" , mas "nunca estourou no Brasil"
Ivete Sangalo: "Ouço muito SOAD, Linkin Park, Slipknot e Rush"


Por que Andre Matos nunca mais fez um disco como "Holy Land"? O próprio respondeu em 2010
Rafael Bittencourt pensou em encerrar o Angra após saída de Andre Matos
O dia que Luis Mariutti e Roy Z vandalizaram as linhas de bateria de Rafael Rosa
Veja vídeo inédito de alta qualidade do Angra com Andre Matos ao vivo em 1999 na França
O dia que Andre Matos se chateou com Gabriel Thomaz do Autoramas no camarim do Angra
Lemmy: "quando surge uma tentação, eu cedo imediatamente"
Eddie Van Halen: "Eruption foi um acidente"
