Vociferatus: entrevista com a banda carioca de Death Metal

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Por Vicente Reckziegel, Fonte: Witheverytearadream
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O Vociferatus foi formada há quatro anos no Rio de Janeiro, mostrando desde o principio uma grande qualidade em seu Death Metal. Composta por Pedrito Hildebrando (Vocal), Filipe Lima (Guitarra), Lucas Zandomingo (Baixo), Augusto Taboransky (Bateria) e Luiz Mallet (Guitarra), que concedeu esta entrevista para o blog, onde revela detalhes da carreira da banda e sobre o futuro disco da banda.

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Vicente: A banda é relativamente recente, tendo sido formada em 2008. Como avaliam a trajetória do Vociferatus até este momento?

Luiz Mallet: Olá à todos que acompanham o With Every Tear a Dream! Bom, a gente considera super válida a nossa experiência até o presente momento. Acho que conseguimos estabilizar a formação num núcleo conciso e na minha concepção, estamos no caminho certo pra atingirmos outros alvos mais longínquos. Estamos bem animados com o que tem acontecido e acreditamos que isso tudo se deve ao amadurecimento desse tempo que já temos.

Vicente: Vocês lançaram o EP “Blessed by the Hands of Flames”, no ano passado. Como foi a gravação? Foi tudo como esperavam?

Luiz Mallet: A gravação, mixagem e masterização foram capitaneadas pelo Felipe Eregion (Unearthly) e foi ótima! Foi tudo feito num clima bastante agradável e o resultado não poderia ter sido melhor. Ele soube entender o som da banda e adicionar as ideias que deram a forma que precisávamos com esse lançamento. Fizemos tudo em uma semana e meia ou duas e conseguimos fazer o lançamento dele da forma que pretendíamos.

Vicente: E a reação do público?

Luiz Mallet: Pra ser sincero, tivemos um resultado mais positivo do que realmente achávamos que teríamos. Isso nos deu confiança pra continuar trabalhando firme nos projetos que temos pela frente! E você que ainda não baixou o nosso EP "Blessed By The Hands Of Flames", pode baixar ele pelo link http://www.mediafire.com/?jq2fm0ex6122fy3 ou ver o clipe da faixa título do EP no endereço http://www.youtube.com/watch?v=V8t7n0I33wQ

Vicente: Um dos pontos altos, na minha opinião, do EP é a faixa “To Seal with Blood”. Como foi a composição desta música em particular?

Luiz Mallet: Obrigado! A maioria das estruturas das músicas são feitas por mim. Eu me isolo de tudo por algum tempo e saio com praticamente a música pronta. Os arranjos a gente trabalha os cinco em estúdio posteriormente. Há algum tempo eu estudo escalas do oriente médio como a egípcia, bizantina e mesopotâmica e quase todas as nossas músicas são escritas em cima dessas escalas. To Seal With Blood é uma música bem antiga que tomou uma forma nova para entrar no EP e ficamos bem felizes com o resultado dela, que bom que você gostou também! (risos)

Vicente: Vocês já estão entrando em estúdio para gravar o seu primeiro disco completo, certo?

Luiz Mallet: Sim! O novo trabalho se chama Mortenkult como já dissemos em nossa página no Facebook (www.facebook.com/vociferatus) e deverá sair no final de 2012/começo de 2013.

Vicente: Como as músicas já estão praticamente todas compostas, qual seria a grande diferença das novas composições com relação às do EP?

Luiz Mallet: As novas composições mostram a energia que realmente podemos exprimir com a Vociferatus. Musicalmente o trabalho novo traz uma nova gama de elementos inseridos e novos horizontes sendo explorados. Todos nós escutamos muita coisa fora do metal extremo e você poderá encontrar todas essas referências lá. As músicas são bem enérgicas e intensas e estamos ansiosos pra poder mostrar isso a vocês.

Vicente: Poderiam dar uma pequena ideia de qual será o tema abordado nas letras do disco?

Luiz Mallet: A gente tem uma base ideológica muito forte. Nós abordamos em grande parte nossos relatos e versões sobre conflitos bélicos. O conceito gira em torno do culto da morte, que seria a capacidade da humanidade em obter prazer em busca do poder por meio do sofrimento e dor. Cavamos nossa própria cova com a abdicação total da nossa misericórdia. Falamos sobre alguns conceitos de guerras e batalhas, mas também temos algum espaço para falar sobre a negação religiosa de qualquer instância e sobre fantasia mitológica e literária. Gostamos muito de mitologia egípcia e suméria e vocês poderão ver algumas referências em nossas letras.

Vicente: Vocês fizeram há poucos dias atrás um show juntamente com Grangrena Gasosa, Apokalyptic Raids e Whipstriker. Como foi essa apresentação?

Luiz Mallet: Foi ótima! Somos fãs do Gangrena há algum tempo e a sua grande diversidade musical e respeitamos o Apokalyptic Raids pelo tempo que já estão aí na cena. Foi um show bem intenso pra gente e acredito que fizemos nossa parte. Algumas pessoas vieram nos fazer comentários positivos após a apresentação e isso é uma das coisas que nos deixa mais satisfeitos, e com a certeza de um bom show. Agora é trabalhar para continuar melhorando e com o olho na próxima turnê!

Vicente: Como avalia o cenário para as bandas nacionais nesse momento? Há mais espaço para divulgação e realização de shows, ou não houve nenhuma mudança substancial nesse sentido?

Luiz Mallet: Visando o cenário do Rio de Janeiro, posso dizer que vivemos um ótimo período na questão das bandas. Aquelas que se levam a sério têm feito um trabalho profissional, pois o público hoje em dia está exigente. Porém o público nos shows autorais no Rio de Janeiro está meio baixo. As bandas têm qualidade e os shows não são caros, tampouco o material de merchandising das mesmas. Gostaria que a galera do RJ comparecesse mais aos shows de bandas autorais, isso é bom pra todos: Público que vê um show de qualidade a um preço acessível e bandas que vêem seu trabalho sendo valorizado, dando assim um estímulo pras mesmas conseguirem manter o nível profissional que tem sido feito e levar o trabalho à frente.

Vicente: Quais são as suas maiores influências?

Luiz Mallet: Nossas influências no geral são bandas como Behemoth, Marduk, Belphegor, Keep Of Kalessin, etc. Mas como disse, todos nós escutamos muita coisa fora do metal extremo e até mesmo do metal em geral. E são essas influências externas que por final acabam por montar o nosso som como ele soa de fato. Achamos importante o fato de não ficarmos engessados a um estilo definido.

Vicente: Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Krisiun: Todos da banda gostam bastante e temos um grande respeito pelo espaço que os caras conseguiram no cenário mundial!

Deicide: Alguns na banda curtem o som dos caras, mas não todos.

Nile: O Nile é uma grande influência para mim e todos os outros integrantes, que estudamos história e música mezzo-oriental. Os caras são notoriamente os mais aprofundados no assunto e a carga histórica na música deles é algo louvável.

Valhalla: Não sei os outros, mas se estiver falando daquela banda apenas de mulheres aqui do Brasil, conheço apenas de nome! (risos).

Vader: Assim como o Deicide, alguns de nós gostam muito do Vader e outros não. Mas acima de tudo, respeitamos os caras pelo que conseguiram.

Vicente: Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Vociferatus e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.

Luiz Mallet: Agradecemos muito pelo espaço cedido aqui no With Every Tear a Dream e queremos avisar que temos grandes planos pra frente, esperamos que vocês estejam preparados para o que virá pela frente e que possam nos acompanhar nessa campanha! Quem quiser conhecer melhor o som e as ultimas novidades, pode acompanhar tudo pelos links abaixo. Nunca desistam do metal nacional! Vocês são a chama pra fazer o nosso combustível inflamar e representar a nossa bandeira lá fora! Valorizem sempre o que vem daqui. We Are The New Opposition!

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Download do EP "Blessed By The Hands Of Flames":
http://www.mediafire.com/?jq2fm0ex6122fy3

Videoclipe ofical "Blessed By The Hands Of Flames":

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Sobre Vicente Reckziegel

Servidor público, escritor, mas principalmente um apaixonado pelo Rock e Metal há pelo menos duas décadas. Mantêm o Blog Witheverytearadream desde Dezembro de 2007. Natural e ainda morador de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Estrela. Há muitos anos atrás tentou ser músico, mas notou que faltava algo simples: habilidade para tocar qualquer instrumento. Acredita na música feita no Brasil, e gosta de todos os gêneros, desde Rock clássico até Black Metal.

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