Rygel: "Imminent" apresenta a nossa cara

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Por Ben Ami Scopinho
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Natural da cidade paulista de Santos, o RYGEL está ativa desde 2004 e acabou de liberar seu segundo álbum, “Imminent”. Pesadíssimo e melódico, este disco tem potencial para atrair muitas atenções à banda e, aproveitando a ocasião, o Whiplash.Net conversou com o guitarrista Wanderson e o vocalista Daniel. Confiram aí:

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Whiplash.Net: Olá pessoal. O Rygel conseguiu boa repercussão com “Realities... Life As It Is”. Que tal começarmos com um balanço dos destaques e pontos fracos a partir deste primeiro disco?


Wanderson Barreto: Olá pessoal do Whiplash.net. O álbum “Realities...” teve coisas boas e coisas ruins. Ponto forte para a banda foi o aprendizado que esse álbum nos trouxe em relação à musicalidade e experiência de estúdio, pois foi eu quem produziu e que quebrou a cabeça para chegar na sonoridade que queríamos. Esse álbum também fez com que as pessoas começassem a nos conhecer como banda, e esse também foi um ponto fraco, a divulgação que nós fizemos na época não foi muito eficaz.


Daniel: Bem, aprendemos que, em produção musical, você nunca fica completamente satisfeito, sempre tem algo que gostaria de soar mais assim ou assado... Ou seja, você não finaliza a produção, desiste dela (risos). Ponto fraco, além da falta de divulgação direcionada: faltou um clipe.


Whiplash.Net: O Rygel acabou de liberar seu segundo álbum, “Imminent”. Com a experiência adquirida, qual foi o ponto de partida para sua concepção?


W B: O ponto chave foi que nós queríamos que o nosso disco fosse bem mais pesado que o anterior. Seguindo essa premissa, nós compomos já pensando que tudo seria assim. Por isso resolvemos trabalhar com Heros e Pompeu, pois eles são os mestres em peso! E também pensamos em fazer uma divulgação bem maior que o primeiro, para que não ocorresse o mesmo problema.


Daniel: Nós sabíamos o que queríamos em termos de som e temática, mas tínhamos aprendido que não chegaríamos ao resultado com uma produção independente, considerando nossa experiência até então. Daí, a escolha de Heros e Pompeu foi unanimidade no Rygel, e acertamos no ponto. Por todo o ambiente em que foi produzido e aprimorado o “Imminent”, tanto que nada foi mexido em termos de composição e riffs, mas evoluímos muito na interpretação, a sensibilidade e, claro, a mixagem, que foi milimetricamente perfeita! O novo trabalho apresenta, enfim e realmente, a nossa cara.

Whiplash.Net: Vocês já disseram que as orientações dos produtores Marcello Pompeu e Heros Trench (Korzus) tiveram influência na linha seguida em “Imminent”. Especificamente, de que forma isso foi adotado nas novas canções?

W B: Na verdade, nós chegamos ao estúdio com a pré-produção totalmente pronta. Eles ouviram, aprovaram, e apenas foram ‘guiando’ e ensinando, fazendo com que as nossas idéias fossem passadas da melhor forma possível para o disco. Muito pouca coisa foi alterada da pré-produção ao resultado final.

Daniel: Dá pra dizer que eles pegaram o quadro e realçaram as cores da forma que realmente queríamos. Foi um prazer imenso poder trabalhar o álbum em um ambiente amigável, em que todos puderam crescer e fazer amizades.

Whiplash.Net: Ainda que atue nos limites da esfera melódica, sua música tem potencial para atrair um público consideravelmente amplo em se tratando de Heavy Metal. Como equilibrar tantos elementos para gerar algum diferencial durante o processo de composição?

W B: Isso vem de formal natural. Nós não pensamos assim quando estamos compondo ou gravando. Quando eu estou compondo, automaticamente penso em como o resto dos instrumentos vão soar, para que tudo pareça uma coisa só. E também não me preocupo com estilo musical, como essa ou aquela música vai ficar, se ficou legal é o que importa. Não gosto de me prender a estilos musicais, pois assim te dá um leque bem grande para trabalhar.

Daniel: Não estamos focados em manter um estilo, simplesmente criamos de acordo com nossos gostos, que são diversificados. A receita é que pode sair uma música com elementos que outra jamais terá. É legal manter essa sensação de criar o que se quer. Depois, outras produções que não foram aproveitadas em um álbum podem reaparecer em uma música futura.

Whiplash.Net: São poucas as bandas brasileiras que transmitem tanto feeling com seus solos. Quando vocês sentem que esta parte da canção está realmente concluída?

W B: NUNCA! Uma coisa que eu aprendi em produção é que a música nunca está pronta, simplesmente se desiste dela, pois sempre você vai ter uma idéia que ficaria legal, daí a coisa fica difícil porque nunca acaba. Com relação aos solos, eu gosto de fazer solos que se consiga ‘cantarolar’, pelo menos uma parte dele para que fique na cabeça, a fritação é consequência.

Whiplash.Net: E como foi a experiência de gravação do vídeo para “Just One”? Tem uma linha contemporânea, e há tantos personagens e situações diferentes...

W B: O clipe foi bem inusitado porque era para ser de outro jeito, mas no dia choveu horrores em Santos e tivemos que fazer filmagens internas. Foi bem interessante a experiência, pois foi nosso primeiro clipe e é tudo muito novo. “Just One” fala de todos os tipos de preconceito e as imagens representam a diversidade de pessoas. O quanto, ao mesmo tempo, nós somos tão iguais sendo tão diferentes.

Daniel: Vivemos justamente nessa Era da Informação, em que temos tanto acesso diário às notícias que pouco nos atentamos ao verdadeiro foco: que somos apenas um corpo hegemônico e em busca da harmonia.

Whiplash.Net: O Heavy Metal tem como estigma temas que se choquem com a tradição dos chamados ‘bons costumes’, mas “Imminent” segue uma linha construtiva, de uma real união entre as pessoas. Nesta época em que as informações estão disponíveis a (quase) todos, o que ainda pode motivar tanto preconceito?

W B: A ignorância das pessoas. È por isso que trouxemos esse tema. Foi para tentar, de alguma forma, abrir a mente dessas pessoas que ainda tomam esse tipo de atitude. Fazer a nossa parte em tentar contribuir para um mundo menos desigual e mais unido.

Daniel: A globalização vai levar, inevitavelmente, a uma ‘tribalização’ que pode ser segregada demais. O ‘rock’ é uma música de protesto e essa expressão muda conforme os anseios da sociedade se alteram. Procuramos enfatizar o lado positivo de tudo o que acontece, colocando o ser humano como personagem principal e responsável por tudo o que lhe acomete.

Whiplash.Net: A cena Heavy Metal do Brasil está passando por uma fase curiosa: muitas bandas lançando discos cada vez mais profissionais, mas com pouquíssimos locais para tocar. Ou seja, as bandas arrecadam o mínimo... Como contornar essa situação tão difícil?

W B: Essa pergunta é uma das perguntas-chave para o futuro do Heavy no Brasil e eu só vejo uma solução: quem constrói uma cena forte não são as bandas e sim o público que prestigia as bandas boas do seu país. Quanto mais público comparecer aos shows, mais forte fica a cena, mais estrutura passa a ser disponibilizada, mais mídia teremos. Mas, em contrapartida, as bandas têm que produzir materiais de muita qualidade para que tenha essa credibilidade do público.

Daniel: Criando novos produtos, compreendendo que hoje as pessoas podem adquirir o que querem pela internet. Creio que todas as bandas ainda estejam se adaptando a isso.

Whiplash.Net: O lançamento de um disco demanda muito trabalho de divulgação. Neste sentido, quais os planos do Rygel para os próximos meses?

W B: Sim... É bem trabalhoso mesmo. A nossa intenção agora é tocar no máximo de lugares possíveis para divulgar o nosso trabalho e em breve teremos mais um vídeo clipe para lançar.

Daniel: O fácil acesso que as pessoas tem a tudo, na verdade, faz com que nós, que temos algo novo a mostrar, precisemos alcançá-las, tocá-las de alguma forma que chame a atenção para nosso trabalho. Isso é fruto de muita divulgação e de uma linguagem que a assessoria sabe muito bem utilizar. Com esses focos, temos crescido no cenário nacional e logo temos mais vídeos por aí!

Whiplash.Net: Pessoal, o Whiplash.Net agradece pela entrevista e deseja boa sorte ao Rygel. O espaço está aberto para os comentários finais, ok?

W B: Muito obrigado pela oportunidade, e para a galera aquele forte abraço...

Daniel: Galera, compareçam, comentem e curtam o som com a gente. Para quem quer ganhar uma guitarra “Tagima” no mês do rock, a promoção está ativa no facebook oficial da banda, de 13 de julho a 13 de agosto! Obrigado, não só pelo espaço, mas por todo o verdadeiro serviço que a Whiplash.Net presta ao metal nacional, sempre dando a maior atenção e espaço para as bandas! “Have Metal with us”!

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Post de 06 de agosto de 2012

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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