Clawn: Brutal Death Metal genuinamente nacional

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Por Vicente Reckziegel, Fonte: Witheverytearadream
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Hoje publico a entrevista com esta grande banda brasileira de Death Metal, verdadeiros ícones e batalhadores no underground nacional. Formada por Fábio Gonçalves (Vocal, Guitarra), Rodolfo (Vocal, Baixo) e Pedro Corrêa (Bateria). Conversei com os três sobre seu mais recente disco e sobre o cenário nacional em si que, apesar das dificuldades, ainda continua a produzir excelentes bandas…

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Vicente: O Clawn foi formado em 1998. Qual é o balanço que fazem desses 14 anos de trajetória no Metal?

Fabio - Apesar de todas as dificuldades em manter uma banda ativa há mais de uma década, estamos fazendo a manifestação artística que amamos, com liberdade e respeito aos nossos princípios pessoais e musicais. Saber que, através da banda, fizemos amigos e produzimos trabalhos que levaremos por toda a vida, não tem preço, sendo a coisa que mais valorizo em nossa trajetória.

Rodolfo - Muita luta, perseverança e amor ao que fazemos. A banda faz parte pelo menos da metade de nossas vidas e poucas coisas nos faz tão bem quanto ela. Ficamos felizes em saber que de alguma forma escrevemos nosso nome na história do metal nacional.

Vicente: O seu segundo disco “The Great Excuse to Domination”, foi lançado no ano passado. Como foi e ainda está sendo a reação do público?

Fabio – Muito boa! Isso para mim é algo surpreendente, gratificante e altamente satisfatório. Sabíamos que estávamos fazendo um CD muito bom para nós mesmos, como músicos e apreciadores do lado negro da música. Mas saber que outras pessoas comungam da mesma ideia é algo fantástico.

Rodolfo – A reação está sendo muito melhor do que imaginávamos, com uma repercussão totalmente favorável; estamos mais que empolgados com tudo isso!

Vicente: Vocês o gravaram onde? Conseguiram obter o resultado esperado?

Fabio – O álbum foi todo gravado e mixado em Botucatu/SP, nossa cidade natal, entre os meses de dezembro de 2010 e janeiro de 2011, no estúdio SA, com a produção de Rodrigo Pinheiro. A masterização aconteceu durante os meses de março e abril de 2011, em Mogi Guaçu, pelas mãos de Tomaz Ribeiro, no estúdio Área Livre.

Fabio – Importante ressaltar o lançamento, que aconteceu através da parceria de quatro selos de importante expressão! Nossos eternos agradecimentos à Black Hole Producutions, Rapture Records, Rotten Foetus Records e LAB6 Music.

Rodolfo – Fora isso, o CD contou com importantes participações, como do próprio produtor Rodrigo Pinheiro, fazendo o violão acústico da faixa “Oblivion” e Carol Corrêa, tocando os teclados nessa mesma música. Ainda contamos com a participação de Rafael Scherk, tocando violoncelo em dois sons do CD.


Vicente: Quem foi o responsável pela capa do disco? É uma capa forte, mas com uma grande arte...

Fabio – Toda a arte concebida em nosso segundo álbum foi fruto do trabalho do ilustrador mineiro Fernando Lima. Fernando é nosso amigo há tempos e soube sintetizar com maestria as nossas ideias, deixando a arte gráfica brutal e bela, como o espírito presente nas composições.

Rodolfo –A capa e a arte do CD expressa exatamente o teor das letras e a brutalidade das canções; ao ver a capa, a pessoa já tem ideia do que está por vir!

Vicente: Qual acredita ser a principal diferença dele para “Deathless Beauty of the Silence” (2006)?

Fabio – Muita coisa aconteceu no período existente entre o lançamento dos dois trabalhos, refletindo diretamente em nossas composições. A banda ficou mais experiente e musicalmente madura, com estruturas mais apuradas, complexas e com influências mais evidenciadas; isso, porém, mantendo a essência da banda intacta.

Rodolfo – É notória a evolução dos integrantes em “The Great Excuse to Domination”. Tudo foi gravado com mais calma, pensando cada parte estrutural de cada música.

Pedro - Conseguimos deixar o som mais definido, mostramos um som mais técnico e produzido.

Vicente - Considero as músicas “Blessed by Fake Light”, “Endless Suffering” e “The Essence of Chaos” formidáveis. Quais são os sons que o pessoal normalmente pede nos shows?

Fabio – Cara, essas músicas são a espinha dorsal do nosso set-list, estando presente em todos os nossos shows fundamentalmente, podendo até ser consideradas como clássicas em nosso repertório. Fora essas, “Sexual Religious Dementia” e “Human Remains” estão sempre presentes!

Rodolfo – Para nós, escolher o set-list não é uma coisa muito fácil! Existem sons que não tem como ficar de fora do show... É muito bom ver que a galera curte muito a “Religious Plague”, do nosso novo CD, no qual fizemos um videoclipe, que pode ser visto noYoutube.

Vicente - Quais são as suas principais influências?

Fabio – As minhas influencias são as mais diversas, que variam desde o mais clássico rock and roll ao mais brutal Death/Black Metal. Na hora de compor, também me inspiro em trabalhos cinematográficos e literários, bem como e, principalmente, em meu estado de espírito (risos).

Rodolfo – Dentro do Rock e Metal, gosto quase de tudo! Mas minha preferência está em sons extremos, com riffs e blast beats velozes.

Pedro - Do Rock Clássico ao Death Metal. Sem limites para influências.

Vicente - Como avaliam o cenário para as bandas nacionais nesse momento? Há mais espaço para divulgação e realização de shows, ou não houve nenhuma mudança substancial nesse sentido?

Fabio - Nunca se viu um cenário tão fértil para bandas como o atual. Grandes bandas, grandes álbuns e materiais de qualidade indiscutível e com repercussão nacional e internacional. Mas os espaços de divulgação e a realização de shows já é outra coisa...

Rodolfo – O cenário nacional hoje em dia está de fazer inveja pra qualquer país do mundo, há várias bandas destruindo tudo por onde passa; nessa hora dá orgulho de estar no underground brasileiro! Mas, infelizmente, existem bandas que ainda pagam para mostrar seu trabalho e não têm o apoio merecido.

Pedro - A qualidade das bandas é ótima, a união também. O que falta é apoio maior dos organizadores e apoiadores do underground.

Vicente - Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas: Deicide, Sarcófago, Morbid Angel, Napalm Death, Cannibal Corpse.

Fabio – De forma rápida e rasteira: Bandas que admiro muito, estando dentre as minhas preferidas dentro do extremo. Mestres! Grandes influências e os principais responsáveis por eu estar tocando em uma banda de Death Metal! (Risos).

Rodolfo – Bom, essas bandas são todas “top de linha!”. A influência delas em nosso som tem de sobra...Sons de cabeceira!

Pedro -Ícones do extremo!

Vicente - Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Clawn e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.

Fabio – Muito obrigado Vicente pelo espaço cedido à Clawn e pela condução dessa entrevista. Agradeço muito aos leitores, que nos acompanham e que através desta se interessaram pelo nosso trabalho! Valorizem as bandas nacionais! Comprem CDs das bandas brasileiras e usem as camisetas das suas bandas underground preferidas!

Rodolfo – Valeu pelo grande apoio dado ao Clawn e ao metal nacional! Obrigado por ceder esse espaço, que dessa forma o público conheça um pouco mais da banda. Caso alguém se interesse em ter o material nosso é só mandar e-mail para; rodolfocarrega@gmail.com ou clawn.brutaldeath@gmail.com

Pedro - Curtam a nossa página no facebook para acompanhar as novidades da banda.

http://www.facebook.com/Clawn.death
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Sobre Vicente Reckziegel

Servidor público, escritor, mas principalmente um apaixonado pelo Rock e Metal há pelo menos duas décadas. Mantêm o Blog Witheverytearadream desde Dezembro de 2007. Natural e ainda morador de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Estrela. Há muitos anos atrás tentou ser músico, mas notou que faltava algo simples: habilidade para tocar qualquer instrumento. Acredita na música feita no Brasil, e gosta de todos os gêneros, desde Rock clássico até Black Metal.

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