Slasher: entrevista no blog Himselfbands

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Por Rômel Santos, Fonte: Island Press, Press-Release
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O baixista Wellington Clemente, da banda paulista de Thrash Metal SLASHER, concedeu uma entrevista ao blog Himselfbands, onde fala sobre o início e o significado do nome do grupo, influências, mensagens das letras, receptividade do debut "Pray For The Dead" (2011), shows e planos para o restante de 2012.

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Qual é a formação atual da Banda Slasher?

Wellington Clemente: Daniel Macedo (vocal), Lucas Bagatella ( guitarrra), Lúcio Nunes (guitarra), Alison Taddei ( batera) e Wellington Clemente (baixo)

Em resumo conte como é a história da banda. Como vocês se conheceram e decidiram montar a Slasher, e como escolheram o nome da banda e o porquê?

WC: Bem, eu toco na noite profissionalmente, porém sempre tive vontade de ter outra banda de thrash já que desde moleque eu toquei em várias (Mantor, Executer, Godzilla, etc). Pois bem, eis que eu estava tocando num bar daqui de Itapira, e o antigo batera da banda estava lá. Decidimos reativar o Mantus, antiga banda na qual ele tocava, só que com outro nome. A formação da banda, tirando o Coradi, que saiu para a entrada do Taddei, é a mesma do SLASHER atual. Quanto ao nome da banda, eu estava assistindo a um documentário sobre filmes de terror com minha esposa, no qual me deparei com o nome Slasher, e como estávamos procurando um nome simples e direto, que sintetizasse a agressividade da banda em uma só palavra, encaixou como uma luva. Daí foi só pesquisar. Pesquisado, nenhuma banda com esse nome, ficou SLASHER.

Quais são as bandas que foram fonte de inspiração pra musicalidade da banda?

WC: Resumindo, todas as bandas de metal entre 80 e 90, porém isso não é uma regra. Se você ouvir nosso som você também vai identificar influências atuais e até influências punk/hardcore, que eu trouxe para a banda. Seria impossível não citar Slayer, Exodus, Metallica, Kreator, Sepultura, Korzus e até RDP e Napalm Death, dos anos 90. Quando compomos não nos limitamos a proposta inicial de Thrash Metal oitentista, nós compomos o que curtimos.

Quais as mensagens principais que vocês tentam passar nas letras das músicas?

WC: A agressividade que abordamos nas letras não é gratuita. Ela é resultado de diferentes aspectos hipócritas da sociedade, religião e muitas vezes até de nós mesmos. É foda você ver um pastor enriquecendo a custa de gente humilde e comprar fazendas, ver políticos que não passam pelas mesmas necessidades do povo que os elegeu, dando um grande FUCK OFF para as massas mais carentes, e depois ver essas mesmas massas elegendo-os de novo. Você vê a igreja católica, que por séculos queimou mulheres vivas e torturou milhões se opondo, por exemplo, a pesquisa com células tronco ou uso de camisinha. Nós não temos a pretensão de mudar o mundo através de nossas letras, porém, através delas exercemos nosso direito de deixar nossa opinião expressamente clara, e se conseguirmos conscientizar ao menos uma pessoa que seja para essa realidade podre, já teremos nos dado por satisfeitos.

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"A banda lançou em 2008 seu primeiro trabalho, o EP "Broken Faith". Desde este EP a banda sente que evoluiu bastante até o "Pray for The Dead"?

WC: A evolução é uma coisa inevitável quando você faz as coisas pelo tesão de fazer. Muitas bandas, mesmo com seus músicos evoluindo musicalmente, se entregam a uma proposta financeira irresistível, entre aspas, para vender mais discos e acabam se afundando na merda. Se afastar do que você acredita é idiotice (veja o Metallica com alguns discos como o Load, etc.). Assim a banda só se afasta do público que o consagrou. Nós nunca faremos isso, até porque ninguém oferece grana pra gente (risos). Se ainda assim alguém quiser oferecer... não vai adiantar. O trabalho da banda chegou a ultrapassar a fronteiras do país.

A banda já chegou a fazer ou já recebeu propostas pra tocar em solo estrangeiro?

WC: Eu acredito que para uma banda acontecer no Brasil hoje em dia, tem que tocar primeiro lá fora. Quando eu comecei a curtir Metal com 8 anos (agora tenho 38), as bandas nacionais que descolavam um selo faziam seu nome tocando exclusivamente no Brasil. Cito Dorsal Atlântica, Mutilator,MX, Atomica Sarcófago, Korzus, etc. Hoje em dia os tempos são outros, pois as gravadoras que antes davam um suporte para as bandas underground foram boicotadas pela internet. Consequentemente o que virar para as bandas atuais é fruto da sua própria correria. Sim, temos planos de tocar fora do Brasil no ano que vem, as coisas estão convergindo para isso, e temos até um apoio que talvez acabe por concretizar esse objetivo. Esperamos que dê certo.

Falando em shows, como foi pra banda ter tocado no W:O:A Metal Battle Brasil? E aproveitando, conte qual foi o momento mais marcante pra banda nesse show.

WC: Só de termos sido escolhidos entre as 40 melhores bandas underground brasileiras do ano (2010 senão me engano) já foi uma grande vitória. O ponto marcante é o de termos ganhado pelo voto do povo na noite em que tocamos. Não fazemos som para jurados, e sim para quem está lá para curtir. Nossa votação pelo público foi tipo de 90%.

Bom, voltando ao novo trabalho. Gostaria de saber qual a mensagem que a banda quis passar com a capa do CD "Pray For The Dead"?

WC: A capa mostra vários zumbis. A figura central de um padre morto comandando uma nação de zumbis vindo para cima de você para te pegar. Isso resume a ideia de filosofias mortas tentando influenciar a nação mundial, como um vírus onde você deveria ser a próxima vítima do contágio. É como um alerta. Se existisse um ministério de saúde mental, eles deveriam nos pagar para isso (risos).

No último trabalho da banda tem uma música chamada "Tormento ou Paz". Porque vocês decidiram cantar ela em português?

WC: Essa música eu fiz a partir de uma idéia do Markus Klava, vocal que tocou comigo no Mantor aqui de Itapira. Ele chegou falando: "temos que compor um lance assim". Daí ele começava a bater no peito e berrava TORMENTO OU PAZ duas vezes. Daí eu falei: "Deixa comigo". Infelizmente ele faleceu dois anos atrás, então essa música ficou como uma homenagem a ele. Eu trouxe influências hardcore para essa música. Haverão outras músicas em português nos nossos próximos trabalhos com certeza, até porque a "Tormento ou Paz" é a música mais esperada nos shows.

Como a banda tem sentido a aceitação do público e da crítica sobre o "Pray For The Dead"?

WC: Melhor impossível. Desde o EP "Broken Faith" já sentimos isso. Eu particularmente nunca havia tocado em uma banda que ao lançar apenas quatro músicas obtivesse uma repercussão tão grande, tanto no Brasil quanto no exterior em tão pouco tempo.

Quais são os planos pra banda em 2012?

WC: Lançar material novo que já estamos compondo e continuar tocando em lugares com organizadores firmeza e que deem um certo suporte. Sem contar o exterior, mas no ano q vem conversamos sobre isso.

Como tá agenda de shows do Slasher?

WC: Como eu disse na resposta anterior, são difíceis organizadores que deem uma infraestrutura legal para bandas underground, e olha que a gente não pede muito não. Mas isso vem da atitude de algumas bandas que tocam de graça. Sua música é seu trabalho e se não der para receber uma grana legal, pelo menos você não pode tirar do seu bolso. Temos feito uma média de dois shows por mês por causa disso.

A banda gostaria de deixar um agradecimento/mensagem pros fãs da banda que acessam o blog?

WC: Em primeiro lugar agradecer a vocês por nos abrirem espaço para divulgar nosso trabalho. O underground só sobrevive com o apoio de quem curte o underground, por isso, se você quer ver o movimento crescer você tem que participar. Apoie indo a shows e até comprando o material das bandas que você curte, pois só assim elas sobreviverão. Continuem batendo suas cabeças.

Fonte:
http://himselfbands2.blogspot.com.br/2012/10/entrevistas.html




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Sobre Rômel Santos

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