Simon Kirke: entrevista com baterista do Free e Bad Company
Por Otávio Fernandes
Fonte: Gibson
Postado em 31 de maio de 2011
Em razão do lançamento do álbum solo "Filling the Void", Simon Kirke, o legendário baterista de Free e Bad Company, concedeu entrevista a Brady Lavia, do ste da Gibson.
Confira alguns trechos da conversa:
Brady: Você foi o único membro do BAD COMPANY que continuou na banda ao longo de todas as formações diferentes. Como a constante mudança de pessoal afeta você, pessoal e musicalmente?
Simon Kirke: Sim, é verdade. Bem, tem sido desde 1973, o que é - meu Deus - 38 anos atrás!
Tem sido uma montanha-russa. Aprendi muito. Eu prefiro a formação original a qualquer uma das formações posteriores. Eu acho que Paul Rodgers é a voz da banda e Mick Ralphs é o guitarrista. E no baixo, Boz Burell, e suponho que eu mesmo na bateria. Mas nós tentamos outras pessoas ao longo do caminho. Eu não queria deixar a banda morrer só porque os outros membros não queriam continuar.
Funcionou até certo ponto e, em outros níveis, não deu certo. Algumas pessoas ficaram desapontadas quando Paul não quis mais estar na banda, então nós colocamos o Brian Howe na banda. Nós, de certa forma, adotamos um novo som. Isso funcionou para a época, no final dos anos 80.
Isso não elevou o nome da BAD COMPANY, mas foi algo que precisávamos tentar e nós mantivemos a banda viva. Eu acho que foi e ainda é uma banda incrível. Apenas passou por algumas mudanças, como um camaleão. Como qualquer outra banda ou qualquer pessoa que tenha uma longa carreira, vai acontecendo um pequeno declive na qualidade. Houve momentos em que fomos culpados por isso.
Brady: Brian Howe foi citado como tendo dito que o motivo pelo qual ele deixou BAD COMPANY foi que ele estava cansado de fazer todo o trabalho. Pode nos dar o outro lado dessa história?
Simon Kirke: (Risos) Sim, eu ouvi isso, eu ouvi isso, que ele estava cansado de fazer todo o trabalho. Bem, sem manter o seu departamento jurídico muito ocupado... (risos) Olha, ele tem direito à opinião dele. Ele, muito sinceramente, não se encaixava na banda. Essa é a pura verdade. Às vezes ele era difícil de lidar, como tenho certeza que eu era, mas a personalidade dele e nossas personalidades se chocavam no final. Nós apenas não nos dávamos bem, e assim nos separamos. Se ele fez ou não a maior parte do trabalho, é algo a ser debatido, mas nós tivemos algum período produtivo com ele. Nós fizemos alguma música muito boa com ele, então eu vou olhar pra trás, sobretudo com lembranças afetuosas. E isso é mais diplomático que eu posso ser.
Brady: Com Paul Rodgers dizendo que não há planos futuros para a BAD COMPANY e este álbum solo terminado, o que o futuro reserva para Simon Kirke?
Simon Kirke: É engraçada a maneira como você formula essa questão, parece que "Filling the Void" se refere ao que estou fazendo agora que a BAD COMPANY não está fazendo nada. Na verdade, eu nunca pensei assim. Eu não estou preenchendo o vazio deixado por Paul e Mick, embora pudesse ser interpretado desse modo.
Isso é algo que eu queria fazer há um longo, longo tempo. Eu tenho um monte de canções. Eu pretendo fazer outro álbum solo, e isso me permitiu a oportunidade de colocar essas músicas pra fora e ver como eles se saem sendo tocada por músicos profissionais. Então, eu finalmente encontrei uma janela de tempo na qual eu pude fazê-lo. Até agora, a reação tem sido muito positiva, por isso estou muito satisfeito.
Mas espero que a BAD COMPANY faça mais shows, porque ainda somos uma banda muito boa. Ainda gostamos de tocar...
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