Tony Martin: não tenho interesse em me reunir com o Sabbath
Por Samuel Coutinho
Fonte: CriticalMass.se
Postado em 06 de março de 2011
Em 25 de fevereiro passado o repórter Jens Lundell, da CriticalMass.se, conduziu uma entrevista com o ex-vocalista do BLACK SABBATH Tony Martin, quando o cantor participou de uma apresentação em Gotemburgo, Suécia. Alguns trechos da conversa seguem abaixo:
CriticalMass.se: Está bem claro que você não está interessado em se reunir com o Black Sabbath novamente, certo?
Tony: Não tem nada a ver com a banda, pois não tenho nenhum problema com eles. Por exemplo, eu até voltaria a trabalhar com Tony Iommi, talvez. Só que eu não gostaria de fazer as mesmas coisas que eu fiz antes, só cantando músicas do Ozzy, Dio e toda a minha parte deixada de lado. Esse era o meu problema.
Black Sabbath - Mais Novidades
CriticalMass.se: Você também deixou claro que os fãs não vão vê-lo em uma turnê nunca mais?
Tony: Não. E isso é muito difícil. Toda vez que vamos para a estrada, perdemos dinheiro. Estão querendo que toquemos de graça e por menos tempo, é impossível aceitar isso. Nâo é apenas realidade mas também é decepcionante, porque tenho ainda tenho vontade de fazer turnês. O lugar de um músico é na estrada. Fazer shows é parte da diversão. Mas você não pode fazer isso de graça, e se você tiver que vender sua casa e seu carro e começar a trabalhar como eletricista só para pagar para tocar, não será nada divertido.
CriticalMass.se: Como você se vê hoje? Você é um músico em tempo integral?
Tony: Bem, sim. A música é o meu trabalho. Embora eu não seja uma pessoa estúpida, eu não recebo uma papelada me oferecendo emprego, por isso a música é a minha carreira. Mas é realmente dificil viver da música. Está ficando cada dia mais difícil de sobreviver. E não está sendo nada confortável.
CriticalMass.se: Muitas pessoas consideram "Headless Cross"(1989) o melhor álbum que você fez com o Black Sabbath. Mas você disse que prefere "Tyr" (1990) e "Cross Purposes" (1994). Por qual razão?
Tony: "Cross Purposes" tinha letras um pouco mais inteligentes. As histórias eram sobre coisas diferentes. "Tyr" era mais sobre os vikings escandinavos embora houvesse alguma influência russa também. "Headless Cross" contava mais sobre o folclore Inglês e eu achei as músicas e as harmonias de "Tyr" e "Cross Purposes" melhores. Mas eu ainda amo "Headless Cross"! Eu não odeio ele em tudo. Eu acho um ótimo áblum, e eu estou realmente orgulhoso dele.
CriticalMass.se: Quais são seus planos para o futuro como artista?
Tony: Nâo tenho idéia. Talvez eu pare definitivamente. Isso é muito triste, pois não consigo viver fora da música. Neste momento estou tentando fazer coisas acontecerem, eu estava pensando em fazer alguma coisa no teatro. Mas não posso te dar uma resposta certa.
A entrevista completa (em inglês) está no site CriticalMass.se.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O artista que é "a essência do rock", segundo James Hetfield do Metallica
As três músicas punk que Lemmy escolheu entre as maiores de todos os tempos
Os 100 melhores álbuns da década de 1980, em lista da Classic Rock
Dave Mustaine classifica Teemu Mäntysaari como o guitarrista que sempre procurou
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Até 71% de desconto em ofertas selecionadas de vinil, CDs, acessórios e celulares na Amazon
A obra-prima do Pink Floyd que, para Roger Waters, quase foi arruinada por David Gilmour
O álbum de 1987 que Axl Rose nunca conseguiu superar: "Seria legal vender mais"
A música que Ronnie James Dio fez para deixar o Black Sabbath para trás
O músico que intimidou Jimmy Page; "Não conhecia ninguém que tocasse daquele jeito"
58 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em julho
Geezer Butler define o papel de cada integrante da formação clássica do Black Sabbath
A lenda do rock que Lou Reed odeia: "Pessoa mais sem talento que já ouvi na vida"
O clássico do Black Sabbath que foi lançado há mais de 50 anos, mas continua atual
A canção dos anos sessenta que Robert Plant sabia que jamais conseguiria superar
O guitarrista que para Herbert Vianna redesenhou a música, mas é desprezado por nossos leitores
As bandas de Rock e Heavy Metal que influenciaram os Mamonas Assassinas
O dia que Raul Seixas detonou a banda Kiss e disse que não deveriam ter vindo ao Brasil


Como Black Sabbath teve dois cantores seguidos que interpretaram Jesus Cristo?
Quando Geezer Butler descobriu o tamanho da influência do Black Sabbath
Geezer Butler não descarta chance de se reunir com Tony Iommi para escrever músicas inéditas
Black Sabbath foi rejeitado por seis gravadoras no início da carreira, segundo Geezer Butler
O álbum pesado de 1971 que Billy Corgan perseguiu a vida inteira
Lemmy: tatuagens, política, strippers e atrizes pornô
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne



