Slash: "não penso em como eu abordo a guitarra para tocar"

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Por Nathália Plá, Fonte: Blabbermouth.net, Tradução
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Ivan Chopik, do site GuitarMessenger.com, entrevistou em dezembro de 2010 o lendário guitarrista Slash (VELVET REVOLVER, GUNS N' ROSES). Seguem alguns trechos da conversa.

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GuitarMessenger.com: Você está de volta dessa extensa turnê, foi difícil manter o estilo de vida mais saudável que você adotou nos últimos anos?

Slash: Foi como um furação essa turnê que acabamos de fazer – de uma turnê européia para a Ásia para os EUA tudo dentro de basicamente oito meses. Com exceção dos dias em que estávamos voando, tocamos tipo seis noites por semana. Você tem de diminuir o passo. A única coisa realmente na qual me foco é na apresentação. Eu não faço mais nada, exceto lidar com a imprensa e coisas assim. Havia muito trabalho a fazer nessa turnê. Por ser meu disco solo, não havia ninguém mais com quem dividir as tarefas [risos]. Dependia de mim fazer tudo além do show propriamente dito. Foi muito trabalho. Basicamente, tudo que você tem de fazer é diminuir o passo e tentar conseguir descansar aqui e ali – e tentar não comer um monte de bobagem [risos]".

GuitarMessenger.com: Uma das coisas que eu realmente admiro em sua forma de tocar é que por mais ligado que você possa estar se sentindo e fique durante várias partes do show, você ainda assim consegue ter uma sensação rítmica realmente relaxada. É algo de que você esteja consciente e tenha trabalhado ou simplesmente isso vem a você?

Slash: Não, sempre achei que eu estava no topo [risos]. Eu faço coisas agitadas um pouco, mas eu não tenho realmente uma abordagem concentrada sobre como faço as coisas uma vez estando lá fazendo, sabe? A forma como toco é espontanea, de pura sensação – é o que é. Eu não penso muito naquilo. Dito isso, fico muito focado quando se trata da execução em si ou o que quer que seja que esteja tocando, e estar afinado com a banda e todo esse tipo de coisa. É tudo muito, muito importante. É meio que parte da minha apresentação: nós entramos, certificamos de que tudo soa bem e então nos trancamos – e então eu não penso nesse aspecto muito mais depois disso".

GuitarMessenger.com: Quando você não está em turnê, há algum aspecto de sua forma de tocar que você ainda tenta mudar ou melhorar?

Slash: Tenho minha guitarra bem aqui, e eu sento e simplesmente vejo o que sai ou vejo se há alguma idéia – meio que fico de bobeira. Eu sigo um regime. Eu não tenho uma linha de pensamento focada sobre como eu abordo a guitarra, eu simplesmente meio que faço coisas com ela e espero pelo melhor e espero que algo inspirador surja ou tropece em algo. Você me entende? A melhor coisa, eu acho, é simplesmente manter uma guitarra por perto tanto quanto possível.

GuitarMessenger.com: Há algum artista novo por aí que você tem curtido ultimamente?

Slash: Eu realmente gostei de fazer um som com o AIRBOURNE. Quando estávamos na turnê de festivais européia, estávamos fazendo todos esses show com aquela banda. Aquilo foi bem legal. Aqueles caras são a coisa mais próxima a algo do tipo de uma banda de hard rock estilo AC/DC, aquele tipo de coisa cheia de energia que já vi há muito tempo. É como a nova banda do Jack White, DEAD WEATHER, BULLET FOR MY VALENTINE é bacana, e o disco novo do AVENGED SEVENFOLD é bom. Há uma banda da Austrália que está começando a aparecer lá chamada KARNIVOOL, que é muito, muito bacana. Há uma coisa aqui e ali – não há nada que eu tenha ficado tipo: uau” como quando da primeira vez que ouvi ALICE IN CHAINS. Não houve nenhum movimento assim, mas há coisas legais que estão começando a acontecer que são baseadas no rock and roll. Espero que nos próximos anos quando as coisas desenvolverem, que haja mais disso acontecendo.

GuitarMessenger.com: Com esses altos e baixos da indústria por tantos anos, qual conselho você poderia dar a jovens artistas tentando deixar sua marca?

Slash: Não sei. Agora estou ocupado meio que segurando as pontas até me firmar no que é que eu faço, e realmente não me ajustar a tudo mais que está se passando na música nesse ponto. É difícil para mim saber o que dizer a alguém tentando se manter nesse momento, porque parece tão corporativo agora. Muitos discos estão sendo feitos onde as pessoas sequer sabem tocar. Há muita tecnologia envolvida e atualmente parece que tudo mundo está tentando atender ao padrão da indústria musical. Costumava ser um negócio de um lado e os músicos do outro e os dois não se misturavam. Agora parece que todos estão misturados, e é realmente focado no dinheiro. É difícil para mim dizer o que alguém deve almejar fazer no negócio da música nesse ponto [risos]. Eu posso presumir que o mais importante é aprender a tocar seu instrumento, e saber o que é que você quer produzir musicalmente, e então sair por aí e batalhar. Exige muito trabalho e muito comprometimento e dedicação, e você tem de estar preparado para lidar com isso tudo e querer isso.

Leia a entrevista na íntegra (em inglês) no link abaixo:
http://www.guitarmessenger.com/interviews/slash-interview/...

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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